Histórico
Olimpíada
Esporte de verdade
postado em 05 de agosto de 2012

ANTONIO PRATA - FOLHA DE SÃO PAULO


Neste domingo, todos os olhos do mundo estarão voltados para o velocista Usain Bolt, na disputa dos 100 m rasos. Bolt é, sem dúvida, a grande estrela destes Jogos; a imagem que os fotógrafos esperam captar, que os patrocinadores investiram para ter, que o público anseia por aplaudir é a do jamaicano comemorando a vitória, lançando sua flecha invisível pelos céus da Grã-Bretanha.

Bobagem. Após uma semana e meia em Londres, indo do arco e flecha ao handebol, acompanhando da esgrima ao badminton, posso afirmar com segurança que a mais nobre das modalidades não é a corrida, não é a natação, não é o hipismo, tampouco o futebol: o apogeu do esporte é o levantamento de peso. É ali, meus caros, que o atleta chega mais perto de sua essência. É o homem e a barra. A carne e o chumbo. A força de seus músculos contra a força da gravidade. É, basicamente, nós contra Deus -e sem chance de trapaça.

Caiaques? Rifles? Discos? Petecas? Dardos? Bolas? Tergiversação. Ora, querem testar os limites do corpo? Digam quanto vocês conseguem levantar, vão lá e levantem. Pronto, acabou. Como descreveu meu amigo Matthew Shirts, historiador, brasilianista e profundo conhecedor da modalidade em questão, "É um esporte tão puro, tão grego, que beira o lirismo". Eu não poderia dizer melhor.

Só num mundo decadente e esquálido, em que a virilidade escorreu pelo ralo, correr rápido pode ser uma virtude. O que é um velocista senão o mais bem acabado filho da estirpe dos fujões? Seus genes foram selecionados, geração após geração, escapando de predadores, de inimigos, de credores, das tamancas da mamãe. Herói não é quem corre, é quem encara.

Grandes não são Phelps, que foge na água, nem Bolt, que foge na terra, são Kim Un Guk, Lin Qingfeng, Lu Xiaojun, Adrian Zielinski, que vi vencerem nas categorias até 62 kg, 69 kg, 77 kg e 85 kg de levantamento de peso, nos últimos dias. Imenso é Om Yun Chol, o pequeno Hércules norte-coreano, um homúnculo mais talhado para jóquei do que para halterofilista e que, com 1,52 m e 55 kg, conseguiu o feito raríssimo de erguer mais que três vezes o próprio peso, 168 kg, levando ouro na categoria até 56 kg.

É bem provável que Bolt vença hoje. É bem provável que em dezembro, na retrospectiva do "Fantástico", a imagem escolhida para resumir Londres-2012 seja a do jamaicano, comemorando. Mas na minha retrospectiva particular, dia 31 de dezembro e pelo resto da vida, quando me lembrar desses jogos, será a careta do pequeno Om Yun Chol que virá à mente, colocando aqueles 168 kg acima de sua cabeça, a um metro e meio do chão. Esporte é isso aí, meu amigo, o resto é perfumaria.

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Brasileiro Série A
Com a cabeça a prêmio
postado em 05 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Nada mais incomodo para um torcedor do que olhar para a tabela de classificação do campeonato e analisar os próximos jogos do seu time pensando na subtração, e quase que excluindo a possibilidade de soma. Esta semana indaguei um diretor do Náutico a respeito das 8 derrotas que o clube alvirrubro contabilizou em 13 rodadas. Ele me deixou transparecer que o confronto deste domingo com o Santos, nos Aflitos, pode ser decisivo para o técnico Alexandre Gallo.

O treinador divide opiniões entre os dirigentes, naturalmente que também não é uma unanimidade entre os torcedores. A pressão sob a qual estão o comandante e os comandados é natural no futebol quando as respostas não são as almejadas pela torcida. O grande desafio no momento é manter o equilíbrio na busca por melhores resultados. O Santos irá a campo sem alguns titulares, mas o técnico Muricy Ramalho soube dar um equilíbrio ao seu grupo.

É bom ficar em alerta porque o Peixe não está morto. O ataque alvirrubro só não marcou gols em três partidas. O problema do time dos Aflitos é o setor defensivo. A esperança de gols sempre existe quando se tem Kieza  e Araújo em campo, mas ninguém consegue fechar a porta lá atrás. O treinador está com sua cabeça a prêmio porque ainda não estabeleceu o equilíbrio entre ataque e defesa. Derrotas derrubam qualquer técnico.

RETROSPECTO - O São Paulo nunca perdeu para o Sport em jogos disputados no Morumbi. Os apostadores estão se apegando ao retrospecto para colocar todas as fichas na coluna do tricolor bandeirante. O momento do rubro-negro pernambucano não é bom, mas isto não lhe tira todas as chances de reação. Trata-se de um jogo onde o empate será bem aceito. Não adianta construir castelos de areia. Os donos da casa não estão creditados a uma vitória por acaso.
 


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Acontece
O Santa foi melhor que a seleção da CBF
postado em 05 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O SANTA FOI MELHOR QUE A SELEÇÃO DA CBF


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na postagem de ontem analisamos os jogos dos clubes pernambucanos na Série C, assim como o da CBF contra Honduras pelas quartas de final das Olimpíadas.

Certamente se levarmos em consideração os resultados, o do Santa Cruz foi muito mais brilhante do que o do time de Marin.

Finalmente o tricolor do Arruda resolveu jogar futebol, e a sua defesa também resolveu não levar gols. No final quem pagou o pato foi o Icasa, com uma contudente goleada de 4 a 0.

O importante desse resultado é que esse levou o Santa ao grupo de classificação para a segunda fase, e criou um ambiente positivo para os demais jogos.

No jogo do Salgueiro contra o Águia de Marabá, o time sertanejo saiu com 2 a 0 de vantagem, mas deixou o adversário empatar, perdendo uma grande oportunidade de chegar também ao G4. O resultado não seria ruim, se o jogo não estivesse nas mãos do clube pernambucano.

Quanto ao time da CBF, realmente tem a cara dessa entidade e do próprio futebol brasileiro. É ruim, mas poderá conquistar uma medalha, visto que os adversários são piores.

Ganhar de Honduras graças ao apito amigo, não é motivo para comemorações dos nossos ufanistas.

A Seleção Hondurenha foi prejudicada pelo árbitro alemão, que nos mostrou que existe também disso nas Olimpíadas, não sendo exclusividade de nosso pais.

Na verdade o jogo poderia ter sido definido para a Seleção de Marin no início do jogo, mas não aconteceu, e deu condições para que a adversária abrisse o placar, inclusive jogando melhor que o time amarelo.

Conseguiu o empate, e Honduras teve um jogador expulso ainda no primeiro tempo, graças ao apito amigo, não pelo segundo cartão amarelo e sim pelo primeiro, que pelo tipo de falta cometida foi injusto.

Logo no início do segundo tempo, gol de Honduras, mesmo com 10 homens em campo. Não demorou muito e o apito amigo inventou um pênalti para a CBF, que chegou ao empate e daí a vitória por 3 a 2.

O time de Marin até que do meio para frente vai bem, mas tem uma defesa bem fraca, principalmente o zagueiro Juan, que de futebol joga tanto como nós jogamos xadrez.

O goleiro Rafael é muito fraco, e não sabe colocar-se. Do nível de Jagunço que atuou no Íbis em épocas passadas.

O importante é que a seleção ganhou e vai jogar contra a Coréia do Sul em uma das semi-finais, que tem uma equipe melhor que Honduras, e certamente teremos mais dificuldades, e se não melhorarmos com a defesa a medalha de ouro tão desejada por Marin para a sua coleção poderá ficar em outras mãos.

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Olimpíada
Londres - Mensalão dos cartolas
postado em 05 de agosto de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, LONDRES- O MENSALÃO DOS CARTOLAS


 BLOG SANATÓRIO DA NOTÍCIA


Quando o São Paulo ou Palmeiras, Flamengo ou Vasco, Grêmio ou Inter, Atlético ou Cruzeiro faz um arremedo de fiasco, seus torcedores organizados invadem aos borbotões os aeroportos, para apupar dirigentes e jogadores, e exigir-lhes vergonha na cara, antes que o pior aconteça.

Diante de mais esta vergonheira de um Brasil caindo pela tabela nos Jogos Olímpicos de Londres, o que farão os quase 200 milhões de torcedores brasileiros na volta dos cartolas e dos atletas de ¨panelinha¨ das Confederações fajutas do Brasil?

Já sabem pelo menos quando eles desembarcarão ao fim dessa temporada turística pelas terras britânicas? A gente sabe: Vocês não sabem e não querem saber? Já perderam a capacidade de indignação.

Já se acostumaram a sonhar que haverá um dia na vida que serão iguais a essa pandilha de sevandijas que embolsa rios de dinheiro dos cofres públicos e acha que não deve nada a ninguém.

Olimpíadas para o Brasil é Mensalão, os cartolas são seus mensaleiros.

Pior que isso, são os grandes exemplos a serem seguidos por uma sociedade amestrada, conformada e acostumada com o jeito esperto e canalha de seus líderes.

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Olimpíada
O quarto passo
postado em 04 de agosto de 2012

CLAUDEMIR GOMES


Por mais que queiram assustar, não consigo deixar de ser otimista em relação ao confronto entre Brasil e Honduras, hoje à tarde, válido pelas quartas de final dos Jogos de Londres. É certo que a Seleção Brasileira já foi surpreendida pelos hondurenhos na Copa América de 2001, justamente nesta fase.

Creio eu que hoje Neymar e companhia darão o quarto passo em busca do inédito ouro olímpico. Sei que existe um retrospecto desfavorável, que nos mostra um desempenho pífio da seleção que, nos últimos 12 anos foi eliminada em várias competições nas quartas de final. O passado não se apaga, mas também não volta. Prefiro pensar num futuro dourado.

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