JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Não existe uma certeza tão absoluta como a do mal
que o continuÃsmo vem fazendo aos esportes brasileiros.
Contra fatos não existem argumentos. Já estamos cansados de repetir que os dirigentes se perpetuam em seus cargos, com um bordão antigo, de que fazem um ¨sacrifÃcio¨ pelo esporte, pois acham que realizaram um bom trabalho à frente das entidades, e não seria justo entregar o comando a outro personagem, e por conta disso vão ficando.
Na verdade, como temos experiência na direção de entidades, sabemos que são cargos estressantes, pois lida com emoções e, desta forma, com cobranças por resultados, daà não entendermos esse apego a esses e as reeleições constantes da parte de nossos cartolas. No decorrer do tempo, tornam-se um item do seu Ativo Imobilizado.
Os problemas dos esportes em nosso paÃs, além da alienação do governo central para o tema, ajudado por nossa imprensa que não cobra mudanças, estão ligados totalmente a permanência quase perpétua dos seus dirigentes.
Quando se apegam ao poder, esses com o decorrer do tempo não sabem discernir o que é o público e o privado, e passam a exercer os seus cargos como donatários de uma Capitania Hereditária, sem prestar contas a ninguém.
Se houvesse uma malha fina nas prestações de contas de alguns desses órgãos, certamente irÃamos descobrir coisas que deixariam o paÃs esportivo totalmente estupefato. Tem muita coisa esquisita.
Não temos a menor dúvida e voltamos a repetir: Não adianta criticarmos os atletas, pois o foco maior é mais em cima e está nos dirigentes que compram os seus cargos com eleições dirigidas, e que os utilizam para benefÃcios pessoais e não para os esportes.
Se desejamos melhorar e se o nosso governo tiver interesse em resolver, que mudem a legislação esportiva, proibindo essas constantes reeleições, e que os cargos não possam passar de pai para filhos, como numa Capitania Hereditária, e que se abra um processo investigativo contra todas as entidades, comandado pelo Ministério Público Federal, para que possamos passar os esportes a limpo.
Só assim mudaremos a rota, e evitarÃamos os sacrifÃcios de nossos cartolas. Eles bem que merecem um bom ¨descanso¨.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








