JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Quando acompanhamos o Quadro de Medalhas das
OlimpÃadas de Londres, vemos a excelente perfomance da Grã-Bretanha, ficando
atrás apenas de China e Estados Unidos, as duas maiores potências olÃmpicas do
mundo.
Por curiosidade e para compararmos com o que se faz no Brasil, procuramos nos inteirar sobre os procedimentos realizados para que o paÃs chegasse a tal nÃvel olÃmpico.
Em todos os esportes que contavam com atletas do Reino Unido, observávamos a empatia da sua torcida com os que estavam competindo, que era formada pelo mais simples habitante da cidade, até os membros da famÃlia real.
Lemos uma entrevista do diretor de esportes do Comitê OlÃmpico Britânico, Andy Hunt, publicada no jornal Estado de São Paulo, afirmando que essas conquistas são relativas a um projeto de mais de uma década, e que envolveu pesados investimentos.
Na verdade, o dinheiro destinado aos esporte olÃmpico foi multiplicado por mais cinco em doze anos. Para os jogos de Sidney o orçamento foi de 58 milhões de libras. Na ocasião, os britânicos somaram 28 medalhas. Para 2012, o valor destinado foi de 313 milhões de libras. Os resutados vieram. Até agora 52 medalhas, das quais 25 de ouro.
O projeto começou em 2000, com investimentos em todas as áreas. Verificamos que os caminhos percorridos foram bem traçados. Os recursos, em sua maior parte, vieram da Loteria. Um outro ponto importante é que são várias as competições para um atleta entrar na equipe britânica, e se não tiver perspectiva de medalhas não é convocado. Os Ãndices de classificação, acompanham de perto os olÃmpicos.
Nada mais simples e elementar como diria o personagem inglês Sherlock Holmes, ou seja, um bom planejamento e sobretudo a aplicação correta dos recursos.
O Brasil nesse ciclo olÃmpico de 4 anos investiu quase que a Grã-Bretanha em 10. Nesta última, os resultados apareceram, enquanto em nosso paÃs o pinga-pinga de medalhas é constrangedor.
Na Grã-Bretanha não existe a terceirização dos esportes através de ONGS, como acontece no Brasil, onde recebem verbas volumosas, que na maioria se perdem no caminho, e vão para os caixas pessoais ou de partidos polÃticos.
São exemplos como os dos ingleses que deverÃamos estudar, mas com os dirigentes que temos seria chover no molhado.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







