JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Fomos os
primeiros a analisar o ¨arrumadinho¨ que estava sendo articulado entre a CBF,
Câmara de Deputados e contando com a participação do Ministério do Esporte, com
o sentido de um pretenso ¨perdão¨ as dÃvidas dos clubes brasileiros.
Depois disso, vários artigos foram escritos, e no dia de ontem tivemos um comentário do jornalista Juca Kfouri sobre o assunto, tratando-o de forma bem dura, mas dentro da realidade do que vem acontecendo.
O nome dado pelo deputado do PT de São Paulo, Vicente Cândido, vice-presidente da Federação Paulista e sócio em um escritório de advocacia do seu presidente Del Nero, foi de Proforte, numa jogada ilusória, de ligar esse ¨arrumadinho¨ com a formação de atletas olÃmpicos.
Ontem tivemos mais uma rodada para a discussão do projeto, com a presença dos cartolas e do presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, deputado José Rocha.
Para que não se lembra desse parlamentar, é o mesmo que nas CPIs da Nike e do futebol foi um dos mais atuantes defensores de Ricardo Teixeira, e membro da bancada da bola.
Esse ¨brilhante¨ deputado nessa reunião sugeriu uma ação totalmente desprovida de racionalidade, ou seja, que as dÃvidas fiscais e tributárias dos clubes sejam compensadas por meio de publicidade das empresas públicas nas camisas dos times.
Certamente trata-se de uma proposta indecente, desde que alocar recursos públicos para que possam cobrir débitos contraidos de maneira irresponsável pela maioria dos clubes brasileiros, é certamente uma afronta a dignidade da população que paga todos os seus impostos em dia, particularmente os pequenos empresários.
Del Nero, nessa reunião, emocionou-se e afirmou que essa forma de equacionar essas dÃvidas, ¨poderá servir de paradigma no futebol¨. Só um cartola desse tipo poderia falar tal bizarrice.
O deputado José Rocha ainda teve outra ¨brilhante¨ ideia, a da reestruturação da Timemania, para que essa possa ganhar um formato mais atraente para o torcedor.
O que nos preocupa é a participação do governo nesse ¨arrumadinho¨, através do Ministro Aldo Rebelo, que deveria repensar e verificar que tal modelo fere os principios da isonomia, onde os tratamentos estão sendo diferenciados entre o cidadão comum e os cartolas do futebol.
Continuamos com a mesma opinião de que esses débitos deveriam ser descontados através de um percentual de todas as receitas dos clubes, e com uma normatização que possa proibir qualquer outro endividamento, sob pena do clube ser rebaixado de divisão, ou mesmo suspenso de suas atividades.
Algo terá que ser feito, mas não esse golpe que estão tramando contra os cofres do estado brasileiro.
Que a Presidente (a) Dilma não caia nessa história, e procure outros caminhos para solucionar tais problemas.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013










