JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
No site do Internacional de Porto Alegre, tem o
resultado de uma pesquisa entre os seus torcedores para a escolha do melhor
jogador do time no jogo contra o Santos.
Disparado aparece o nome de Otávio, um jovem de 17 anos, com um futuro bem promissor no futebol brasileiro.
A sua entrada no jogo após substituir Mike, tocou fogo na partida e, embora não tenha jogado os 90 minutos, foi o seu grande destaque.
Tendo participado há pouco da Copa FGF/Sub-17, o jovem demonstrou nessa todo o seu talento e foi um dos mais destacados do campeonato, que terminou consagrando o Inter como Campeão.
Na Copa Carpina, realizada em nosso estado, no ano de 2011, Otávio foi o seu artilheiro e saiu com o tÃtulo de campeão. Assinou um novo contrato de profissional com o clube há bem pouco tempo, por ter visto o talento do atleta e usaram assim da prudência em mantê-lo e garanti-lo contra as investidas de outras agremiações.
Os nossos visitantes estão todos perguntando: ¨O que temos com Otávio?¨. Respondemos: ¨Temos tudo¨.
Quem acompanha nosso blog, em uma postagem destacamos dois jogadores saÃdos do futebol do Santa Cruz e que estavam fazendo sucesso no Flamengo e Internacional, e um deles era Otávio.
O jogador, que morava em João Pessoa, vinha treinar no carro do seu pai três vezes por semana, recebendo apenas o dinheiro da gasolina, que depois foi cortado, treinava no futsal e nas categorias de base do futebol coral, e não foi visto por ninguém do clube como uma futura revelação.
Esse é o trabalho que fazemos em Pernambuco, ou seja, o de contratar um avião de jogadores e desprezar as categorias de base.
Há pouco uma equipe do futsal sub-10 do Santa Cruz conquistou um tÃtulo na Espanha, e temos a certeza de que muitos Otávios existirão nela, assim como temos também a convicção de que esses certamente daqui a quatro ou cinco anos tornar-se-ão revelações em clubes de outros estados.
Uma realidade triste que vivemos e que sempre alertarmos os nossos dirigentes, mas infelizmente esses vivem numa profunda letargia.
Esse é o Otávio da pergunta.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013









