JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
O Brasil é um paÃs continental com uma população
grandiosa, mas que não consegue formatar uma polÃtica esportiva nacional e,
muito menos, estadual e municipal.
Somos eternamente o paÃs do amanhã, mas até hoje não sabemos como chegar a isso. à um futuro que nunca aparece para os esportes.
De quatro em quatro anos ocorrem os Jogos OlÃmpicos. Quando esses se encerram temos as mesmas conversas. ¨Ganhamos poucas medalhas, mas daqui a quatro anos iremos crescer e melhorar¨, são as palavras dos responsáveis pelos esportes brasileiros.
Continuamos a ser meros coadjuvantes, embora a nossa mÃdia, que na maioria não tem o devido conhecimento técnico, continuam a promover sonhos e ilusões para a sociedade brasileira.
Recursos bastantes. Foram investidos nesse programa OlÃmpico de Londres, R$ 2,1 bilhão, e as estimativas de medalhas são as mesmas de Pequim, 15. Cada uma, com tal investimento custará R$ 140 milhões. Um valor realmente exorbitante por uma conquista.
O grande problema nacional na formação de talentos está no nosso modelo educacional, que na verdade é precário, onde a escola pública não tem equipamentos esportivos, e fundamentalmente os alunos a frequentam por conta de uma merenda escolar.
Sem essa contribuição, continuamos a marchar de maneira lenta, e com conquistas pontuais. Quando se ganha um ouro é tão comemorado, como se tivéssemos conseguido chegar com uma tripulação brasileira ao planeta Marte.
A nossa polÃtica assistencialista permanente tem sido um entrave para o desenvolvimento global do estado brasileiro, refletindo nos esportes, pois criou-se uma sociedade consumista, e deixaram de lado os seus fundamentos, tais como sáude, educação e segurança pública.
A nossa evolução no quadro de medalhas não é compatÃvel com o crescimento econômico, desde que, em 1910, nos primeiros Jogos OlÃmpicos, realizados na Antuérpia, conquistamos 1 ouro, 1 prata e 1 bronze. Passamos um longo perÃodo de 1960 a 1976 sem conquistar uma única medalha de ouro.
Em 1980, em Moscou, foram 2 de ouro e 2 de Bronze. Em Los Angeles (1984), 1 de ouro, 5 de prata e 2 de bronze. Seul, em 1988, 1 de ouro, 2 de pratas e 3 de bronze. No ano de 1992, em Barcelona, 2 ouros e bronze. Em Atlanta (1996), tivemos o melhor desempenho, com 3 ouros, 3 pratas e 9 bronzes. Em 2000, em Sidney, nenhuma conquista do ouro.
Atenas, 2004, foi o ano de maior conquista de medalhas de ouro (5), embora no total fosse inferior a Atlanta. Finalmente, em Pequim, conseguimos o mesmo número de Atlanta, 18 anos após, com 3 ouros, 4 de prata e 8 de bronze.
Esses números atestam a nossa ineficiência na formatação dos esportes brasileiros, cujos recursos hoje são infinitivamente maiores do que o ano de 1996, e com as previsões mais uma vez de igualá-lo.
Continuamos desperdiçando o dinheiro público, que muitas vezes não vai para os esportes e sim para os bolsos de alguns privilegiados, através de convênios com ONGS diversas, tudo sob os olhares complascentes dos dirigentes do setor.
Falta, principalmente, seriedade no trato dos assuntos esportivos em nosso paÃs.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








