Histórico
Olimpíada
Um sinal de alerta
postado em 27 de julho de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Em algumas edições dos Jogos Olímpicos o Brasil levou boas seleções para tentar o ouro do futebol. Entretanto, como favoritismo não assegura conquista, amargamos algumas frustrações. Este ano, mais que nunca, o futebol pentacampeão do mundo desembarcou em Londres como grande favorito. Teoricamente apenas dois adversários podem assustar o time comandado por Mano Menezes: Uruguai e Espanha.

Mas, da teoria à prática, existe uma distância grande a ser percorrida, e o futebol não admite certos vacilos, como o que foi dado ontem à tarde, no jogo de estréia com a limitada seleção do Egito. Após um primeiro tempo convincente, onde o time teve o domínio amplo das ações, e atuou com objetividade, fato que levou o torcedor a vislumbrar uma goleada, Neymar e companhia voltaram a campo com a displicência de quem passeia por um parque londrino. O adversário se aproveitou da letargia que tomou conta do time brasileiro e marcou dois gols. Os dez minutos finais foram de apreensão, pelo menos para quem estava assistindo, dada a incerteza de que a vantagem de 3x2 seria mantida.

Talvez não seja certo dizer que o Brasil passou por um susto porque no primeiro tempo vencia por 3x0, contudo, vale colocar que se tratou de um sinal de alerta. Esta seleção olímpica é a base da que vai disputar a Copa de 2014, e a conquista do ouro será o seu maior crédito.

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Olimpíada
Façam suas apostas
postado em 27 de julho de 2012

VANESSA BARBARA - FOLHA DE SÃO PAULO


Muito se especula sobre a festa de abertura. De certo, só o cenário rural, com as colinas dos Teletubbies


Na tradicional casa de apostas Ladbrokes, as chances são de 2.012 para um de que o Monstro do Lago Ness irá aparecer no rio Tâmisa. Na William Hill, outro estabelecimento do gênero, alguém apostou US$ 23 na certeza de que um ovni irá pairar sobre o Estádio Olímpico hoje, durante a cerimônia de abertura.

Há sérios prognósticos de que o prefeito Boris Johnson irá tropeçar enquanto estiver carregando a tocha, ateando fogo ao próprio cabelo. Chances de chover na festa: 5 para 2. Chances de a rainha correr o último trecho com a tocha e acender a pira olímpica: 500 para um.

Dirigida por Danny Boyle, a cerimônia tem sido alvo de acaloradas especulações por parte dos súditos da coroa. De confirmados, apenas o tema -a Inglaterra rural, com um cenário similar às colinas dos Teletubbies- e a identidade dos principais convidados: 70 ovelhas, 12 cavalos, dez galinhas, três vacas, dois bodes, oito gansos, dez patos e três cães. (A sentida ausência de tartarugas não foi comentada pelo porta-voz do comitê de abertura.)

Nos dois ensaios gerais, na segunda e na quarta, os participantes e voluntários receberam instruções de guardar segredo absoluto.

Ainda assim, nesta semana, o jornal "The Sunday Times" garantiu que haverá uma sequência de ação com personagens ficcionais britânicos, quando um gigantesco lorde Voldemort (vilão da série "Harry Potter") tentará assustar Alice, o Capitão Gancho e Cruela Cruel. Mas será detido por uma série de Mary Poppins que descerão do teto com seus guarda-chuvas.

O prognóstico é divertido. Aparentemente haverá enfermeiras dançantes, Paul McCartney, "Bohemian Rhapsody" e um lago repleto de patos com licença para voar (dificilmente serão abatidos pela bateria antiaérea do primeiro-ministro).

No cenário, um sino de 23 toneladas e uma nuvem artificial para fazer chover, caso a mãe natureza dê uma de G4S (a desastrosa empresa de segurança responsável pelos Jogos) e não dê conta de suas atribuições fenomenológicas. Não se sabe, porém, qual será o destino da nuvem, caso não seja utilizada.

Baseada em "A Tempestade", de Shakespeare, a festa durará três horas e custará 27 milhões de libras.

E, por falar nisso, às 8h12 -12 horas antes da abertura-, os principais sinos do país se juntarão a uma manifestação artística promovida pelo músico Martin Creed: "Obra nº 1197: Todos os Sinos de uma Cidade Tocam o Mais Rápido e Barulhentamente Possível por Três Minutos". O Big Ben confirmou sua participação. Será a primeira vez que o portentoso relógio sairá de seu cronograma habitual desde o funeral do rei Jorge 6º, em 1952, quando também tocou feito louco.

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Olimpíada
Previsões de medalhas
postado em 27 de julho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS PREVISÕES DO BLOG PARA AS MEDALHAS DO BRASIL

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Não somos ¨bruxos¨ e nem temos ¨bola de cristal¨, mas como gostamos de esportes e acompanhamos tudo que acontece no mundo e em nosso país, procuramos fazer uma análise de todas as possibilidades de conquistas, e no somatório geral chegamos a números maiores do que as previsões dos dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro. 

Carlos Nuzman e sua assessoria, estrategicamente, não desejaram se comprometer quando anunciaram que as suas previsões de medalhas se equiparavam as conquistas nas Olimpíadas de Pequim, ou seja, 15.

Entendemos tal atitude, pois se tivermos um maior sucesso certamente irão se aproveitar para festejarem o crescimento do país, que na verdade é muito pouco para o dinheiro investido, como bem disse, embora tardiamente, o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Por nosso tamanho continental, pela densidade populacional, teríamos hoje que estar brigando pelo menos por trinta pódios, e isso não acontece principalmente pela ausência de um projeto consistente e pelo continuísmo dos dirigentes, que como sempre afirmamos, na sua maioria, sempre estão direcionados para os interesses pessoais.

Fizemos uma análise bem detalhada e com resultados conservadores, e achamos que temos grandes possibilidades de 20 pódios, que ainda pouco representa, mas caracteriza um avanço.

O desempenho na conquista do ouro será menor do que o de Pequim, caindo assim de 5 para 4 medalhas, destinadas a Cesar Cielo (50m na natação), Arthur Zanetti (Ginástica), Leandro Guilheiro (Judô) e o Futebol masculino.

No campo da Prata, temos boas condições com o Vôlei de Praia Feminino, com Juliana e Larissa; o Volei de Praia Masculino, com Emanuel e Alisson; no Judô, com Leandro Cunha e Mayra Aguiar; na Ginástica com Diego Hipólito (se recuperar da contusão); na Vela, com Roberto Scheidt/Bruno Prada, totalizando assim 6 medalhas, sendo que na Vela e no Judô existe a possibilidade da conquista do ouro.

Finalmente, no bronze, temos boas possibilidades, com o Voleibol Masculino e Feminino; no Judô, com Sarah Menezes e Rafaela Silva; no Atletismo, com Fabiana Murer, no Salto com Vara, no revezamento feminino 4 x 100; no Box, com Everton Lopes; na Natação, com Bruno Fratus (50m) e Cesar Cielo (100m), e por fim no Basquetebol Masculino, totalizando assim 10 medalhas nessa categoria de premiação.

São previsões feitas pelo lado técnico, e que temos a certeza de que teremos um bom indíce de acertos, já que os mundiais realizados anteriormente nos deram uma boa demonstração do que poderá acontecer.

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Olimpíada
O limite está próximo ?
postado em 26 de julho de 2012


EDGARD ALVES - FOLHA DE SÃO PAULO


Discussões sobre os limites do homem voltam a cada nova Olimpíada. Desta vez não é diferente, principalmente pela curiosidade que desperta a proximidade do encontro de inúmeros recordistas nas várias modalidades em praças esportivas de Londres.

Mas não existe um consenso sobre a questão. Enquanto alguns cientistas apontam que as marcas esportivas estão a ponto de uma estabilização, outros discordam dessa hipótese.

Para apimentar o debate, o doping, constantemente aprimorado, entra na pauta como vilão, um fantasma que pode ajudar na quebra de recordes.

A realidade mostra que novas drogas colocam o doping sempre na frente das agências de controle. E aí não tem a dúvida sobre quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha. A partir de Atenas-2004, passou-se a reter uma segunda amostra da coleta antidoping para análise futura, quando, ao detectar nova droga no mercado, o controle refaz o procedimento. Após Pequim-2008, pegou cinco casos.

Os testes positivos crescem a cada ano. De janeiro até 19 de junho, a Wada (Agência Mundial Antidoping) anunciou que foram constatados 107 casos. Já foram realizados para esta Olimpíada 300 testes, todos negativos. Estão programados 5.000 deles, 10% a mais do que em Pequim. Todos os medalhistas passam pelo controle.

A tecnologia é outro fator que favorece recordes, como ficou evidente na natação, com os maiôs de poliuretano há dois anos. Mas, ali, a solução do problema foi simples, bastou proibir o uso da vestimenta. Calçados especiais, uma vara no atletismo para o salto ou um barco, entre outros, podem provocar uma leve vantagem.

Mesmo assim, Steve Haake, da universidade britânica de Sheffield Hallam, afirmou para a agência de notícias France Presse que todos os recordes estão chegando ao seu teto e que a margem de progressão também diminuiu.

Outro cientista, Geoffroy Berthelot, do Instituto Nacional do Esporte francês, repassou os recordes olímpicos desde Atenas-1896 e concluiu que os atletas alcançaram 99% de seu potencial nos limites naturais da fisiologia humana.

Atletas fora de série, com condições físicas excepcionais, não foram contemplados nos modelos de estudo, o que abre caminho para a dúvida.

Portanto, o debate sobre o tema vai continuar em alta, tornando as disputas mais interessantes.

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Brasileiro Série A
Noite de Segunda Divisão
postado em 26 de julho de 2012

CLAUDEMIR GOMES

A quarta-feira foi ingrata para o futebol pernambucano. Se seguirmos o pensamento do técnico do Sport, Vágner Mancini é possível brindar o empate de 1x1 com a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas/SP. Neste caso estaremos no detendo apenas ao resultado. Se formos nos deter apenas ao placar - Náutico 3x4 Coritiba - o resultado foi catastrófico.
Um jogo de futebol por ser analisado por diferentes vertentes. Primeiro temos de partir do princípio de que as duas partidas colocaram em confronto clubes do mesmo tamanho. Acompanhei a transmissão do jogo do Sport ao lado do jornalista, Humberto Araújo, e ele foi bastante feliz ao definir como "um jogo de Série B". Verdade. As duas equipes tentaram se impor através da superação. Um jogo marcado por chutões numa constante ligação direta entre a defesa e o ataque, de ambos os lados, e sem a presença de um jogador, um maestro que cadenciasse o ritmo. O setor de inteligência dos dois times não funcionou.
No banco, o treinador leonino voltou a cometer equívocos que foram notórios a partir da escalação de Cicinho na lateral direita. Decisão que facilitou sobremaneira as ações ofensivas da Ponte Preta, que somente não comemorou uma vitória por conta da memorável atuação do goleiro Magão, que a torcida do Sport pode plagiar a do Palmeiras e passar a chamá-lo de "São Magrâo". A ele, todos os louros do empate que o treinador nos mandar valorizar.

AS PIORES DEFESAS

Em confrontos de times parelhos, o mando de campo é um fator determinante. E o Náutico, no início do jogo com o Coritiba, nos deu a falsa impressão de que seguiria a risca, esta regra de sobrevivência. Ledo engano, o Coxa, até então considerado um time doméstico, conseguiu o que nos parecia pouco provável: marcar quatro gols na equipe comandada por Alexandre Gallo, que atribuiu o fracasso às falhas individuais.
Donos das piores defesas da Série A, junto com o lanterna Atlético/GO, Coritiba e Náutico ressaltaram, da melhor ou pior forma, a vulnerabilidade dos seus sistemas defensivos.
É cedo para fazer projeções sobre o futuro, mas de uma coisa temos certeza: há muito o que corrigir nos dois representantes pernambucanos - Sport e Náutico - e mais ainda o que cobrar dos comandantes.

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