Histórico
Brasileiro Série A
Uma nova virada
postado em 30 de julho de 2012

CLAUDEMIR GOMES


O gol de Kieza aos 8 minutos de jogo deu a falsa impressão de que o Náutico iria se redimir da derrota sofrida, em casa, no meio da semana. Mas para a pior defesa do campeonato - 27 gols em 13 jogos - segurar uma vantagem durante 82 minutos era uma missão impossível. Assim, o torcedor alvirrubro foi obrigado a amargar a segunda derrota consecutiva, de virada. Vale lembrar que o time dos Aflitos levou 10 gols nos três últimos jogos.

Os números, e os fatos, são mais que suficientes para obrigar o técnico Alexandre Gallo a fazer uma revisão nos seus conceitos. Afinal, o time dos Aflitos não tem o melhor ataque do Brasileiro a ponto de se adotar à velha máxima do futebol de que "a melhor defesa é um bom ataque".

As duas derrotas - a de quarta-feira e a de ontem - foram para clubes medianos, que também têm como meta uma campanha de manutenção, foto que levou o Náutico a ficar a um ponto da zona de rebaixamento. Com tamanha fragilidade defensiva é incompreensível se posicionar o time como se fosse o líder da competição, com três e até cinco homens com funções ofensivas. Rever filme de virada é bastante desagradável. 

COBRANÇA -
Sonolento e sem a atitude de um time que vai a campo lutar por uma vitória. Esta é a melhor definição para o Sport que frustrou sua torcida ao se contentar com um empate sem gols com o limitado Atlético/GO, vice-lanterna da Série A. Sem vencer há quatro rodadas, o rubro-negro pernambucano foi cobrado com uma sonora vaia pelos 14 mil torcedores presentes a Ilha do Retiro.

O comportamento do time durante todo o jogo, deixando que o adversário tivesse mais posse de bola, foi uma prova inconteste de que o grupo não conseguiu assimilar a filosofia de trabalho do técnico Vágner Mancini, alvo principal dos protestos de ontem à tarde.

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Artigos
As casas de apostas londrinas
postado em 30 de julho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS CASAS DE APOSTAS LONDRINAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


As casas de apostas fazem parte do cotidiano dos britânicos, e os Jogos Olímpicos deram um impulso grandioso nas suas movimentações.

Existem apostas para tudo, o que para nós não Ã© nenhuma novidade, pois vivenciamos aqui em Recife fatos bem interessantes em apostas, mesmo sendo ilegais, que sempre estiveram ligadas aos jogos de futebol.

Os nossos apostadores tupiniquins faziam disputas bem interessantes. Conhecemos um médico, já falecido, que ficava nos alambrados junto com um grupo já conhecido de apostadores, que Â¨casavam¨ o dinheiro nas mãos de terceiros, e os jogos eram bizarros. Além do vencedor da partida, apostavam qual o clube que daria o ponta-pé inicial, o primeiro escanteio, a primeira falta e assim por diante. Uma verdadeira praga. 

Estivemos lendo alguns jornais ingleses e brasileiros, e os jogos em Londres são bem parecidos com os informais brasileiros. Qual a cor do chapéu que a rainha iria utilizar na abertura das Olimpíadas? Se a chuva iria atrapalhar o evento? Além dessas bizarrices, as apostas em todas as modalidades dos esportes que estão sendo disputadas cresceram. Criaram um bolão especial.

A Ladbrokes, que é uma das maiores do gênero do Reino Unido, criou um pacote especial que paga um prêmio de 1 a 33, ou seja, joga 1 libra e ganha 33. Segundo o jornal a Gazeta do Povo, de Curitiba, um dos que divulgaram a atuação desse segmento, nessa promoção consta o seguinte: se Usain Bolt ganhará os 100m rasos; se uma seleção europeia conquistará o ouro no futebol masculino; se os ingleses ganharão mais de 23 medalhas; se o tenista local, Andy Murray, chegará ou não a final; se a inglesa Jessica Ennis, levará ouro no heptatlo e se os EUA ficarão com maior número de medalhas de ouro.

Para que possamos ter uma ideia da grandiosidade do movimento de apostas no Reino Unido é que, de acordo com a Comissão de Jogos de Azar, o setor gerou 5,6 bilhões de libras (cerca de R$ 17 bilhões) para a economia do país em 2011. As casas de apostas são as responsáveis por 51% dessa arrecadação. A sua grande maioria aceita apostas virtuais e sabemos que entre essas existem as de muitos brasileiros.

Corridas de cavalos são as que mais atraem os apostadores, entretanto o futebol também é um dos campeões nas apostas. Nesse esporte o time brasileiro é favorito no masculino, com uma possibilidade de 13/8, isto é, precisa jogar 8 libras para ganhar 13. Neymar é o mais cotado para ser o artilheiro, com a proporção de 11/2.

Os turistas brasileiros certamente estão se divertindo nessas Casas de Apostas, e fazendo os seus jogos de maneira oficial, longe dos alambrados.

Recife tem a sua história nesse setor, e o ponto principal era a Sinhá Doceira, localizada no bairro de Santo Antônio, onde os apostadores se reuniam para realizarem as suas apostas, e entre esses figuras tradicionais, como Candinho (já felecido) e Estudante, que eram os mais entusiasmados.

Em um país civilizado e com uma contida corrupção, as casas de apostas são um grande centro carreador de recursos, mas infelizmente o Brasil ainda não atingiu esse patamar, pois teríamos no setor um impulsionador dos esportes nacionais, principalmente o futebol.

Um dia, nem que seja daqui a cem anos, isso poderá acontecer.

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Olimpíada
Espaços vazios
postado em 30 de julho de 2012

MARIANA LAJOLO e RODRIGO MATTOS - FOLHA DE SÃO PAULO


Militares têm ocupado lugares nas arquibancadas da Olimpíada para evitar que sejam vistos espaços vazios nos eventos olímpicos, principalmente ginástica e natação.

Essa foi uma das medidas tomadas pelo comitê organizador de Londres-2012 diante da imagem de assentos desocupados nos dois primeiros dias de competições.

O maior problema está na arena North Greenwich, onde é disputada a ginástica. Mas isso se estende ao Centro de Esportes Aquáticos, em algumas provas, e aos estádios de futebol -o jogo de ontem do Brasil foi exceção.

A questão é que ginástica e natação foram dos esportes mais procurados quando houve a venda de ingressos. E quase todos os bilhetes foram vendidos -há várias reclamações de pessoas que não conseguiram comprá-los.

Assim, cresceram críticas de jornais e torcedores aos organizadores dos Jogos. Houve até pressão do governo federal que pediu a distribuição de bilhetes extras.

A maioria desses lugares que estão desocupados pertenceria a credenciados.

"São lugares do COI [Comitê Olímpico Internacional], de jornalistas e atletas. E há uma pequena parte de patrocinadores", afirmou o diretor de comunicação do comitê, Mark Adams, depois de uma investigação sobre o assunto.

Os setores populares, nos quais os bilhetes foram vendidos, têm ficado lotados.

Foi o que se viu pela segunda vez ontem em North Greenwich. O setor de credenciados, que inclui três conjuntos de cadeiras, estava quase todo vazio enquanto ginastas brasileiras faziam sua fase de classificação pela manhã.

Mas, gradualmente durante o dia, foram aparecendo batalhões de militares para ocupar esse setor. A cada nova sessão havia uma troca de turno, como no Exército.

"Se temos o Exército sentado lá, em período de descanso e de transição, pergunte a eles se querem sentar e assistir. Eles podem. Não é que estejamos mobilizando o Exército para resolver isso", disse o presidente do Locog, o ex-atleta Sebastian Coe.

Além dos militares, foram credenciados em menor número professores e estudantes para ganhar lugares em competições de hipismo.

Ainda foi intensificada a venda de bilhetes pela internet. Houve comercialização de mil entradas para a ginástica, segundo o comitê. Não haverá bilheteria nas sedes.

Além da ginástica, tomaram-se medidas para encher o parque aquático nas fases classificatórias, que acontecem nas manhãs. À noite, nas finais, a ocupação é quase integral -embora também haja pessoal uniformizado preenchendo espaços vazios.

"Não é algo que devemos explorar dramaticamente", minimizou o chefe do Locog.

Fato é que, pela segunda vez, os organizadores recorreram aos militares para resolver um problema. Assim como fizeram na crise de segurança antes dos Jogos.

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Olimpíada
Joanna nas semifinais dos 200m medley
postado em 30 de julho de 2012

CLAUDEMIR GOMES


Muitos pernambucanos ainda estavam na cama quando ela caiu na piscina, para fazer a sua estréia nas Olimpíadas de Londres, e, mesmo sem nadar bem, Joanna Maranhão avançou às semifinais dos 200m medley na manhã desta segunda-feira. A brasileira marcou o tempo de 2m14s26, ficando com a 16ª e última vaga para as semis, que serão disputadas hoje à tardena tarde.

Por outro lado, os nadadores Kaio Márcio e Leonardo de Deus estão fora das semifinais dos 200m borboleta. Eles não foram bem nas eliminatórias e terminaram na 17º e 21º posições, respectivamente.





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Artigos
O sentimento olímpico
postado em 29 de julho de 2012

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No dia de ontem postamos um artigo do jornalista Flávio Prado em que esse se declarava como homem do futebol, e de Jogos Olímpicos conhecia muito pouco.

Temos um sentimento diferenciado, desde que consideramos uma Olímpiada um evento mais democrático, mas socializado e sobretudo de maior confraternização no mundo.

O assunto predominante no dia de ontem do programa Folha Esportiva, realizado pela Rádio Folha do qual participamos, sob o comando do jornalista Claudemir Gomes, e contando tambem com a presença do jornalista Lenivaldo Aragão, foi o tema olímpico e o Desflile de Abertura desse grande evento.

Temos uma opinião firmada sobre o assunto, quando consideramos que esse é totalmente diferenciado de uma Copa do Mundo de Futebol, onde nessa, existe apenas um sentimento, o de ganhar, de rivalidade, enquanto no olímpismo se coaduna as vitórias com a alegria de participação, e sobretudo o respeito pelo adversário.

Existe nos Jogos Olímpicaos, embora contando com profissionais, aquele espirito de confraternizão, como pudemos atestar na sua Abertura, mostrando que isso se sobrepõe a todos os demais sentimentos.

Uma verdadeira democracia esportiva.

Quantos países, alguns desconhecidos esportivamente, irão disputar em Londres as diversas modalidades, uns em busca das medalhas, outros na alegria da participação?.

Qual o atleta do mundo que não deseja viver o seu momento olímpico, mesmo sabendo que não irá conquistar uma medalha?

Esse é o sentimento difenciado, onde esbarram-se na Vila Olímpica com um Roger Federer, Usain Bolt, Ielena Isimbaieva, LeBron James, Cesar Cielo, Maria Shaparova, Michael Phelps entre outros monstros sagrados dos esportes, com atletas de Togo, Belarus, Andorra, Antíguas, Bangladesh, Belize, que na sua grande maioria se fazem presentes para apenas competirem e guardarem as lembraças de tudo que vivenciaram nesses dias de disputas.

Uma Olímpiada é a luta por uma medalha, convivendo com o amor pelo esporte. O atleta de alta perfomance tem o seu dia de glória, quando participa de uma competição nos Jogos Olímpicos, mesmo sem a conquista do premio maior.

No desfile dos 205 paises, representando 10.500 atletas, recebemos um recado dos organizadores da competição, que apostaram no futuro dos esportes, quando em vez de privilegiar um grande nome para acender a pira olímpica, optaram por jovens promessas britânicas, que serão o seu amanhã.

De quatro em quatro anos os anônimos se juntam as estrêlas, para realizarem um evento, que embora seja apenas de uma cidade, pertence na realidade ao mundo.

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