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Maio 2012 ›› Claudemir Gomes
Não concordo com essa de que "o Corinthians é o Brasil". Quem esteve em São Paulo na quarta-feira passada pôde observar que não é bem assim. O espocar dos fogos foi ensurdecedor quanto o Boca Juniors marcou o seu gol na primeira partida da decisão da Libertadores. Portanto, nem todos curtem esta louca paixão pelo clube do Parque São Jorge. Como a rivalidade fica muito restrita a São Paulo, devemos admitir que o restante do Brasil ficará satisfeito com a inédita conquista corintiana.
Aliás, a mÃdia tem dado uma visibilidade a esta decisão que nunca deu a tantas outras quando havia outros clubes brasileiros envolvidos na disputa. A audiência justifica o comportamento, ou tendência, como queiram chamar. Existe uma discussão sem fim sobre qual dos dois clubes tem a maior torcida: Corinthians ou Flamengo? Acredito que o rubro-negro carioca seja mais popular, entretanto, os loucos corintianos têm uma participação mais efetiva na vida do clube. Digamos que são capazes de loucuras maiores.
à impossÃvel mensurar o tamanho das maiores torcidas do PaÃs, mas dados econômicos atestam que os seguidores do clube paulista são mais gastadores, ou investem mais nas ações desencadeadas pela agremiação. Uma das coisas mais bonitas do futebol é você testemunhar uma grande torcida em êxtase. A Fiel Corintiana há muito que saiu do plano de torcida para virar um movimento popular. A ordem é torcer pelo Corinthians para poder ver o espetáculo que a torcida irá promover.
CLAUDEMIR GOMES
O futebol de resultados gera discussão porque nas analises dos jogos ninguém se detém ao produto final, exceto quando se quer simplificar o resumo da ópera. O jornalista, Ricardo Cavalcanti, um dos fundadores da Confraria do Timbu em BrasÃlia, me envia e-mail indignado por ter ouvido vários elogios a atuação do time do Náutico na derrota por 2x0 para o Fluminense, sábado, nos Aflitos.
Por outro lado, não faltaram observações para o fato de o Sport ter levado um sufoco do Coritiba, e que a vitória por 3x2 dos rubro-negros sobre o Coxa foi decorrente de um bafejo da sorte. Tanto o Náutico quanto o Sport estão ajustando os seus elencos, que iniciaram a Série A com carência de qualidade técnica. Os reforços estão chegando, mas nem todos foram acionados. Também não se pode esperar uma resposta positiva de todos os contratados. No Náutico já é possÃvel observar que algumas peças dificilmente se encaixarão a ponto de deixar a máquina funcionando a contento.
No Sport, Vágner Mancini ainda não testou a maioria dos reforços. Por enquanto os dois treinadores estão isentos de cobranças, mas ambos têm a certeza de que jogar bem sem vencer não credencia nenhum trabalho, assim como, nem todos os dias a sorte está do nosso lado. A Série A é uma competição de tiro longo, onde os resultados dos jogos provocam variações constantes no cenário. Como o torcedor é um vencedor nato, a ele só interessa o produto final.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Quando vemos figura do presidente da CBF José Maria Marin, nos passa pela
memória aquela figura de polÃtico antigo, da escola de Paulo Maluf, que se
aproveita com toda a ânsia do poder.
O passado do atual presidente biônico da entidade maior o condena.
Aumentou os seus salários para R$ 160 mil, colocou o seu futuro substituto na entidade, como um dos vice-presidentes e assessor especial, Marco Polo Del Nero, com um salário de R$ 130 mil, e ainda contratou o ex-presidente Teixeira como assessor, com um salário beirando os R$ 110 mil.
Como a CBF é uma entidade privada, e os seus fiscais que são as Federações já foram cooptadas pelo poder se calam, e de vez em quando um dos seus dirigentes recebem um bombonzinho de presente.
Segundo o jornalista Juca Kfoury, o nosso Marin aprontou mais uma, agora em nome do COL, quando contratou um Plano de Saúde para sÃ, com a empresa Ominit, no valor mensal de R$ 6.392,72.
E o povo brasileiro usando o SUS.
Esse cidadão é sem dúvidas insaciável, e vem torrando o dinheiro do futebol ao seu bel prazer.
Por ROBERTO VIEIRA
João Saldanha salvou João Havelange.
Salvou a CBD.
Salvou o reinado de Médici.
Tudo imperdoável pra quem vestia a camisa do comunismo.
Tudo perdoável pra quem amava o futebol.
Entre a esquerda e o 4-3-3.
João preferia a dialética de um Garrincha.
Materialismo mesmo era do Didi.
Centralismo democrático era do Nilton Santos.
A grande marcha eram as comemorações dos torcedores após cada caneco.
Então.
Quando a barca furada da ditadura com a bola no pé ia pras cucuias.
Chamaram o João.
João que não tinha medo.
João que não era o Goulart.
João que amava o futebol acima de todas as coisas.
Inclusive a polÃtica.
João chegou, viu, venceu e enlouqueceu nas tramas da história.
Pelé era mÃope.
O futuro iria comprovar o fato.
Mas Pelé era apenas mais uma manga no balaio de pressões da década infame.
João se olhou no espelho.
Espelho, espelho meu, quem sou eu?
Um fantoche nas mãos dos gorilas?
João explodiu.
Porque os amigos desapareciam nas esquinas.
Os sonhos morriam nas guerrilhas.
E o João sem medo.
Também era o homem mais solitário do hemisfério ocidental.
Fim da linha.
João diz adeus ao tricampeonato.
E volta para os microfones.
A seleção armada pelo gaúcho indomável vence tudo e todos.
Os jogadores retornam ao Brasil nos braços do ditador.
Imaginar João ao lado de EmÃlio no Planalto?
Nem nos subterrâneos do futebol...