JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Em uma conversa com o jornalista Claudemir Gomes,
colunista do Jornal Folha de Pernambuco, e que tem uma larga experiência e
sobretudo competência na área do jornalismo esportivo, discutimos o trabalho
efetuado pelo Clube do Porto em relação aos nossos clubes da capital na formação
de jogadores.
Na realidade esse tema surgiu quando analisávamos os valores que serão recebidos com a negociação do jogador Rômulo, com a parcela dos seus direitos econômicos e o percentual de formador que é determinado pela Fifa.
Fizemos um retrospecto e verificamos a ineficiência dos nossos chamados grandes clubes. Quando repassamos os elencos hoje em atuação, apenas o Náutico tem um atleta da base, no caso Aureni. No Santa Cruz, os que estão jogando são produtos de uma formação já longe, e no Sport pontualmente jogam Ruan e Renato, e assim mesmo por poucos minutos, e também produtos de anos atrás.
Verificamos que as últimas transações de maiores vultos procedidas por essas agremiações foram a de Daniel Paulista, do Sport, e Gilberto, do Santa Cruz, sendo que o primeiro não era atleta da base do clube, e ambas no valor de R$ 2 milhões.
Tivemos a transação de Ciro pelo rubro-negro da Ilha do Retiro, mas sobre essa não temos a menor ideia do valor negociado, desde que até o Balanço do clube omitiu o fato.
Realmente algo está errado no trabalho de base dos nossos clubes, que apanham de feio do pequeno Porto de Caruaru. O que José Porfirio tem e que esses não o tem?
Podemos responder: competência, e sobretudo visão do futuro.
O trabalho de base tem que ser procedido de maneira inteligente, com atletas sendo olhados com seres humanos e não objetos passÃveis de negociações. Os Centros de Formação deverão estar situados em áreas próximas as cidades, que possam dar o apoio necessário para aqueles que estão participando desse trabalho.
O CT do Náutico poderia ser um excelente CF, por estar dentro dos perÃmetros do Recife, e com um terminal de ônibus à sua porta. Um verdadeiro poço de petróleo para um bom projeto formador.
A escola é fundamental para que possa dar o rumo necessário ao atleta, além do apoio psicológico e a asistência a sua famÃlia. Formam um conjunto de fatores que proporcionam um bom trabalho e um retorno positivo para o futuro.
Os treinadores deverão ter um bom nÃvel e experiência no setor de formação e principalmente que possam acompanhar o mercado de novos talentos para a formatação de seus grupos.
A formação de atletas é o primeiro grau da escola, ou seja, a base de tudo. Com uma boa preparação, tudo correrá com tranquilidade no futuro.
Nada disso é feito, os clubes brincam que estão formando jogadores, e esses brincam que terão futuro, mas a realidade é totalmente outra. Nenhum fruto é colhido, demonstrando que são projetos feitos de forma errada e em terrenos incapazes de fazerem crescer as sementes plantadas.
Caruaru, com o seu, Porto dá uma aula aos dirigentes de nossos clubes.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







