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Os 101 times brasileiros perenes
postado em 10 de julho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS 101 TIMES BRASILEIROS PERENES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No universo de um futebol com mais de 800 clubes profissionais, o jornalista Rodolfo Rodrigues definiu a representação geográfica da participação dos 101 clubes perenes nos Campeonatos Nacionais.

Esse excelente trabalho foi publicado na Revista Placar e serviu para verificarmos a verdade do nosso futebol. Temos quatro divisões nacionais, e nessas apenas 20 estão na 1ª, 20 na 2ª, 21 na 3ª (por conta do Treze ou Rio Branco) e 40 na 4ª.

Nove estados se apresentam com um único representante, e todos na Série D, a última divisão. Amazonas, Roraima, Amapá, Maranhão, Piauí, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Esses são os verdadeiros excluídos da geopolítica do futebol nacional.

Três têm dois representantes: o Acre (1 na C e outro na D) o Distrito Federal, com a mesma proporção do anterior, e Tocantins (2 na D). O interessante é que a arena que está sendo construida na capital do Brasil, irá sediar jogos de clubes em séries que dificilmente levarão torcedores para prestigiá-los.

Com três representantes, temos o Pará (2 na D e 1 na C), Rio Grande do Norte (2 na B e 1 na C), Paraíba (1 na C, no caso o Treze, e 2 na D), Alagoas (2 na B e 1 na D) e Mato Grosso (2 na C e 1 na D).

O estado da Bahia tem 4 representantes, sendo 1 na A, 1 na B e 2 na D. Com cinco clubes, apresentam-se os estados de Paraná (1 na A, 1 na B, 2 na D) e Goiás (1 na A, 1 na B, 1 na C e 2 na B) e Ceará (1 na B, 3 na C e 1 na D).

Pernambuco tem seis representantes (2 na A, 2 na C e 2 na D). Com sete clubes aparecem Santa Catarina (1 na A, 3 na , 2 na B, 1 na C e 2 na D) e Rio Grande do Sul (2 na A, 2 na C e 3 na D).

O sudeste é a região mais contemplada. Minas Gerais com 8 clubes (2 na A, 3 na B, 1 na C e 2 na D), Rio de Janeiro com 9 (4 na A, 3 na C e 2 na D), e, finalmente, o maior, São Paulo com 15 times (6 na A, 5 na B, 1 na C e 3 na D).

Verificamos que essa geopolítica afeta os estados do Norte do país, e vamos incluir Maranhão e Piauí, que no mapa da CBF estão distribuidos nessa região, não temos nenhum clube nas duas divisões principais, o que demonstra a falência do futebol nessa área.

Por outro lado, apenas 3 unidades da Federação participam de todos os campeonatos: Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina. Os estados do Sul e Sudeste participam com 51 equipes, o que representa 50% de todos os envolvidos, restando os outros 50% para os 22 restantes, incluindo-se Brasília.

Certamente trata-se de uma distribuição pervesa, e que vem servindo para concetrar o futebol e seus recursos nessas duas regiões brasileiras, enquanto algumas agonizam.

A geopolítica do futebol é sem dúvidas idêntica a que é disponibilizada para outros setores da vida nacional, sobretudo a economia.

Esse é o Brasil futebolístico.

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Brasileiro Série A
Esperança no futuro
postado em 09 de julho de 2012

CLAUDEMIR GOMES

 

Antes do jogo com o Corinthians o Sport apresentou três reforços aos torcedores presentes a Ilha do Retiro. Não poderia haver recado melhor para dizer que, nas próximas rodadas o time rubro-negro não sentirá tanta dificuldade para marcar os gols desejados pela sua fiel torcida. Quando a bola começou a rolar, as falhas, conhecidas por todos desde o Pernambucano, se repetiram mais uma vez.

Os comandados de Vágner Mancini foram fieis ao script de um filme que tem sido reprisado desde o início da Série A: o time apresentou um bom volume de jogo, envolveu o adversário no primeiro tempo, mas se mostrou incompetente nas finalizações.

O Corinthians mandou a campo uma equipe mista, e era notória a falta de harmonia, principalmente no setor de meio campo, mas na etapa de complemento houve uma correção no posicionamento do time que avançou a marcação, e dessa forma estabeleceu um equilíbrio nas ações.

Ao contrario dos anfitriões, os visitantes foram objetivos ao transformarem em gol uma das poucas chances criadas. Mas a torcida rubro-negra não merecia tal castigo, e ao apagar das luzes, aconteceu o empate: 1x1. Menos mal para quem sonha com um futuro melhor.


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Brasileiro da Série C
O Treze não saiu e até jogou
postado em 09 de julho de 2012

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


As nossas mídias destacaram que o Ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, tinha acatado uma liminar do Rio Branco, devolvendo essa equipe a Série C, e ao mesmo tempo retirando o Treze dessa competição.

Procuramos ler o despacho do Ministro, e em nenhum momento mandou afastar o clube de Campina Grande, e sim determinar a volta do Rio Branco ao Campeonato.

No dia de ontem o Treze esteve no Crato, jogando contra o Icasa, no cumprimento da Tabela, mostrando a todos os equívoco na divulgação da notícia, sendo derrotado pelo placar de 3 a 0.

O mais bizarro foi a presença do Rio Branco do Acre no estádio, pois também estava na cidade para jogar, muito embora a própria CBF não tenha autorizado tal mudança, e mantido até então o clube paraibano.

Tudo isso ocorre em um país, que sediará uma Copa do Mundo, e onde o futebol é tratado dessa maneira, principalmente por termos uma entidade que não representa os interesses reais desse esporte, e sim dos seus dirigentes.

Se tivéssemos um Congresso de respeito, esse tema seria importante para que fosse constituida uma CPI dos esportes, para analisar todos os desmandos que ocorrem nas diversas modalidades e suas entidades diretivas.

Mas vamos ficar no ¨se¨, e certamente continuarmos com esse modelo jurássico e totalmente superado.  

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Brasileiro Série A
Para ver o campeão
postado em 08 de julho de 2012

CLAUDEMIR GOMES

Salve o Corinthians, o novo campeão da América do Sul. Esqueçamos os homens, e saudemos a camisa do clube que um dia foi imortalizado no hino composto pelo radialista, Benedito Lauro D Ávila, como sendo "do Brasil o clube mais brasileiro". Palmas para o campeão, sobre o qual o Sport conquistou um dos títulos mais importantes de sua história, o da Copa do Brasil de 2008. Na noite deste domingo, mais uma vez, a Ilha do Retiro será pequena para abrigar representantes de duas das torcidas mais fanáticas do futebol brasileiro.

Não falo de tamanho, e sim, de paixão. E paixão não se mede. Pouco importa quem Tite mandará a campo vestindo a camisa corintiana, muito menos quais os jogadores escolhidos por Vágner Mancini para levarem o Sport a uma vitória sobre o novo campeão da Libertadores. Com apenas quatro pontos somados em dezoito disputados na Série A, é comum se ouvir dizer que "o Timão ainda não começou a disputar o Brasileiro".

É provável que, por conta da memorável conquista do torneio continental, no meio da semana, hoje ainda não seja o dia em que o time do Parque São Jorge concentre suas atenções no campeonato nacional, cujo título, diante de sua recente façanha, deixou de ser prioridade. Afinal, a fiel torcida corintiana passou a sonhar com o título mundial que o clube disputará no final do ano.

De certo que este Sport x Corinthians não será o jogo do ano para nenhum dos dois times, entretanto, será um confronto histórico. Para o torcedor, nada mais salutar do que testemunhar a história.

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Artigos
Centenário do Fla-Flu
postado em 08 de julho de 2012

FOLHA DE SÃO PAULO


Apenas 800 torcedores foram as testemunhas do início do maior clássico da história do futebol brasileiro. Vestidos de terno, eles assistiram no dia 7 de julho de 1912 ao primeiro Fla-Flu.

Cem anos, um dia e 390 partidas depois, os dois clubes mais campeões do Rio de Janeiro disputam hoje às 16h, no Engenhão, o Fla-Flu do centenário.

O "clássico das multidões", como definiu o jornalista Mario Filho, um dos responsáveis pela grandiosidade da disputa, é dono do recorde mundial de público em uma partida entre clubes.

No ano de 1963, 194.603 torcedores se acotovelaram no Maracanã para assistir ao Flamengo conquistar o título do Estadual do Rio após um empate sem gols.

"Um Fla-Flu é impossível de se definir. Só sentando na arquibancada ou correndo no campo para senti-lo. Tudo pode acontecer", declara o ídolo do Flamengo Zico, o maior artilheiro do clássico.

Com a camisa rubro-negra, ele jogou 44 vezes contra o rival e marcou 19 gols.

Apesar de o dramaturgo tricolor Nelson Rodrigues ter declarado que o Fla-Flu surgiu 40 minutos antes do nada, o clássico tem uma origem quase familiar.

Seis meses antes do primeiro jogo, nove titulares do Fluminense abandonaram o clube e criaram o departamento de futebol do Flamengo, que se destacava no esporte brasileiro por causa do remo.

No estádio das Laranjeiras, os dois times se enfrentaram na tarde de 7 de julho de 1912. O Fluminense venceu o primeiro confronto por 3 a 2.

O clássico foi praticamente ignorado pelos grandes jornais da época, que priorizavam outros esportes, como o turfe e o remo.

A partir daí, os dois clubes disputaram dezenas de jogos inesquecíveis. Há 70 anos, o Fluminense ganhou o Estadual de 1941 no campo do Flamengo, às margens da lagoa Rodrigo de Freitas.

Depois que os rubro-negros empataram o jogo em 2 a 2, os jogadores do Fluminense, que precisavam do empate pelo título, começaram a chutar a bola para dentro da lagoa. No final, os tricolores foram campeões.

"Graças a Deus, disputei e fiz história. É uma coisa maravilhosa, especial. É lindo demais ver o Maracanã lotado com aquelas duas torcidas", declarou o ex-atacante Renato Gaúcho, que atuou pelos dois clubes.

Apesar de disputar mais de uma dezena de edições do clássico, ele entrou para a história ao marcar de barriga o gol do Estadual de 1995, pelo Fluminense. Naquele ano, o Flamengo festejava o centenário do clube.

Hoje, no Engenhão, os torcedores deverão lotar as arquibancadas. Até sexta-feira, quase 30 mil ingressos haviam sido vendidos. A carga total para venda é de 34.600.

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