Histórico
Olimpíada
Força feminina
postado em 16 de julho de 2012


EDGARD ALVES - FOLHA DE SÃO PAULO


Teve muita repercussão na mídia a notícia de que a Arábia Saudita decidiu incluir mulheres na sua delegação para competir na Olimpíada de Londres, que começa no próximo dia 27.

Entidades de direitos humanos vinham fazendo pressão contra o país por causa da sua recusa histórica em inscrever atletas mulheres e proibir as práticas esportivas femininas nas escolas públicas. A relevância dessa decisão foi justificada pelos sauditas como mais um passo rumo à abertura política e social.

Quanto à educação física, a vice-ministra do governo saudita, Noura al Fayez, revelou haver planos de incluí-la na grade curricular. Qatar, Brunei e Arábia Saudita, países onde prevalece a religião islâmica, são os únicos que nunca enviaram mulheres para os Jogos.

Os qatarianos também anunciaram que essa barreira será quebrada em Londres.

Hoje, qualquer modalidade que almeje integrar o Programa Olímpico deve ser praticada pelos dois gêneros. É o que ocorre com o golfe e o rúgbi, que retornarão no Rio, em 2016. Em Londres, quebrando a tradição, o boxe, único esporte que resistia, passa a ter torneio feminino.

Após atuação discreta na maior parte da história olímpica, a inclusão feminina continua ascendente.

Pela primeira vez na história dos Jogos, os Estados Unidos, potência olímpica, contarão com maioria feminina (269 a 261), sendo a mais velha das atletas, a cavaleira Karen O''Connor, 54, e a mais nova, a nadadora Katie Ledecky, 15.

O Brasil vai à Inglaterra com 259 atletas (136 homens e 123 mulheres). Há quatro anos, a delegação ganhou 15 medalhas (3 ouros, 4 pratas e 8 bronzes), com campanha marcante das mulheres: ouro de Maurren Maggi e do vôlei, prata do futebol e bronze de Natália Falavigna, no taekwondo, Ketleyn Quadros, no judô, e Isabel Swan/Fernanda Oliveira, na vela. Além das medalhistas de Pequim, como Maurren, Falavigna, vôlei e futebol, o Brasil tem chances de pódio no feminino com Fabiana Murer, no salto com vara; no judô, o time é forte, especialmente Sara Menezes e Mayra Aguiar; no vôlei de praia com a dupla Juliana/Larissa. Pelo retrospecto nos últimos dois anos no pentatlo moderno, Yane Marques pode ser incluída no grupo.

As mulheres, no entanto, continuam em baixa no plano econômico. O ranking dos cem atletas mais bem pagos do mundo, da revista americana "Forbes", incluiu apenas duas, ambas tenistas: a russa Maria Sharapova, em 26º lugar, e a chinesa Na Li, em 81º. Sharapova será a porta-bandeira da Rússia no desfile de abertura.

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Acontece
Insensatez
postado em 16 de julho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, PRORROGAÇÃO DO CONTRATO COM A TELEVISÃO É INSENSATEZ


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A postagem que fizemos sobre a prorrogação do contrato dos direitos televisivos para a transmissão do Brasileiro com a Rede Globo até o ano de 2017, teve uma boa repercussão e que nos motivou a voltar a escrever sobre o assunto.

A emissora está no seu papel, quando verificou que alguns clubes estavam com necessidade para a contratação de alguns jogadores no momento atual, e não tinham a disponibilidade financeira para tal, resolveu então partir para a prorrogação do contrato de televisionamento até 2017.

Na verdade trata-se de afundar quem estava boiando em uma pequena tábua, e assim incrementar mais as dificuldades de nossos clubes, que realizam investimentos contando com o ovo no pescoço da galinha.

O bom senso demonstra que o momento não é para renovação antecipada, desde que o panorama não se apresenta como factível para uma decisão como essa, que certamente irá ser sentida mais á frente, principalmente no ano de 2015, que será o do início de um novo contrato.

Em um país cuja inflação embora controlada está sempre acima de 5% ao ano, um contrato longo financeiramente não é viável, mesmo com cláusulas de reajuste, no seu final estará totalmente desvalorizado.

Tal medida soa como uma antecipação de receitas, que na vida dos clubes cobre as necessidades do momento, mas deixa aberta uma grande lacuna no futuro.

Os dirigentes do futebol brasileiro precisam atentar que existe uma concorrência, e que incrementa o poder de barganha e viabiliza as condições de bons e reais contratos.

Tem que haver o discernimento de que o que será bom de imediato poderá ser prejudicial no amanhã.

Para a emissora que está negociando trata-se de um filé, pois livra-se da concorrência, vende os produtos por preços que vão até dez vezes a mais do que gastam na aquisição e, no final, terá certamente os seus cofres recheados, enquanto os clubes ficarão comendo um osso, que foi totalmente corroido pelo tempo.

As  agremiações deveriam ter uma assessoria econômica e financeira para dar as devidas orientações sobre o assunto, principalmente por conta de sediarmos uma Copa do Mundo, e consequentemente a valorização do produto futebol será incrementada, mas com a prorrogação antecipada nada ganharão, ficando os dividendos apenas com a contratante.

Se o país conquistar a Copa do Mundo, o valor do futebol nacional dobrararia, mas os lucros não irão para os clubes e sim para a emissora detentora dos direitos de transmissão que serão prorrogados até 2017.

Uma concorrência no tempo certo seria salutar, e traria certamente um bom ganho para todas as agremiações, e a própria Globo poderia ser a vencedora, oferecendo valores reais e de acordo com o momento do mercado do futebol.

Infelizmente vivemos no ciclo vicioso de antecipação de receitas, e os nossos cartolas com uma visão micro, muitas vezes se entusiasmam com o faturamento, sem visualizar os problemas que virão pela frente, inclusive para os futuros dirigentes.

Prorrogar o atual contrato é pura insensatez.

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Brasileiro Série A
É proibido tropeçar
postado em 15 de julho de 2012

Claudemir Gomes

Sport e Portuguesa fazem parte do chamado G8, que na subdivisão da Série A representa o grupo dos clubes que brigarão para escapar do rebaixamento. Apenas um ponto separa o rubro-negro pernambucano da Lusa do Canindé. O confronto entre os dois times, hoje à noite, na Ilha do Retiro, vale mais que seis pontos. O clube que sair vitorioso estará empurrando o adversário para a faixa do descenso.

Por jogar em casa, o Leão tem a obrigação de somar os três pontos em disputa. Não discuto se a tarefa será fácil ou não. Porém, o lugar comum a que se enquadram os dois clubes impõe esta obrigatoriedade aos comandados de Vágner Mancini. Numa competição como a Série A, onde os times são divididos de acordo com suas aspirações, a perda de determinados pontos é irrecuperável. Naturalmente que há quem contra-argumente, mas vencer um adversário como a Portuguesa vai mais além do que uma simples demonstração de força.

Mancini ainda está montando o time do Sport, que hoje terá Cicinho na lateral direita, Gilberto no comando do ataque, e, possivelmente, outras estréias no setor de armação. Obviamente que as mudanças buscam uma melhora de qualidade do grupo, que pode perder um pouco da harmonia. A superação continuará sendo imprescindível para os leoninos alcançarem a meta. Afinal, este é um jogo no qual um tropeço é imperdoável.

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Olimpíada
High-tech
postado em 15 de julho de 2012
BRUNO ROMANI - FOLHA DE SÃO PAULO

No final de maio, o rapper Will.i.am, do Black Eyed Peas, carregou a tocha olímpica em Taunton, na Inglaterra. Na mão esquerda, estava um dos maiores símbolos dos Jogos. Na direita, um objeto que representa a geração de 2012: um smartphone conectado ao Twitter.

Graças ao streaming (transmissão em tempo real na internet) de vídeos e ao crescimento das redes sociais, os Jogos de Londres, cuja cerimônia de abertura acontecerá no dia 27, serão os primeiros com alcance verdadeiramente global. Mais pessoas poderão acompanhar mais modalidades e atletas.

Os vídeos pela rede vão tornar real o sonho de viciados em esportes: acompanhar ao vivo, na íntegra, a modalidade que desejar e testemunhar todas as 302 cerimônias de premiação. Será a primeira vez que todos os esportes terão transmissão ao vivo.

No total, serão 3.500 horas de transmissão on-line, inclusive no Brasil. É quase dez vezes o que um único canal de TV conseguiria mostrar se dedicasse ao evento 24 horas de sua programação ao longo dos 15 dias de competição -exibiria apenas 360 horas.

O streaming também levará a Olimpíada a territórios esquecidos. O YouTube vai passar gratuitamente a competição para 64 países da Ásia e da África em que os direitos de transmissão não foram adquiridos, como Afeganistão, Paquistão, Angola e Etiópia.

O COI (Comitê Olímpico Internacional) acredita que a audiência global irá crescer de 4,3 bilhões de pessoas, nos Jogos de Pequim, para 4,8 bilhões na Olimpíada londrina.

Londres-12 também será os Jogos das redes sociais: mais pessoas verão juntas, comentarão e registrarão o evento.

Em 2008, o Facebook celebrava a marca dos 100 milhões de usuários e a disputa pelo primeiro lugar nos EUA com o MySpace. Hoje, são 900 milhões de conectados.

No Twitter, eram 6 milhões de usuários nos Jogos de Pequim. Agora, são quase 500 milhões. O YouTube recebia 10 horas de vídeos por minuto. Atualmente, são 72 horas de imagens por minuto.

Foursquare, Instagram, Pinterest e Google , redes que ligam alguns milhões de pessoas, nem existiam.

"Londres iniciará os primeiros Jogos Olímpicos com conversa, graças às mídias sociais e à tecnologia", declara o COI (Comitê Olímpico Internacional).

A entidade criou um site (hub.olympic.org) que reúne os perfis em redes sociais de milhares de atletas que participarão do evento e ex-atletas que lá estiveram.

Entre os brasileiros, aparecem na página desde estrelas do país, como Cesar Cielo, até atletas menos conhecidos, como Yane Marques, do pentatlo moderno. Em 2008, o site dos Jogos não se conectava a nenhuma rede social.

Esses serviços também estão se preparando para a Olimpíada. O Facebook lançou uma página especial, onde é possível encontrar notícias, atletas, equipes e outros torcedores do mundo todo. Já tem quase 3 milhões de fãs.

O Foursquare, rede social de localização, mostra 40 lugares por onde as Olimpíadas já passaram e passará. Dá para fazer o check-in em cada um e conhecer sua história. Entre os locais, aparecem o Maracanã e a Lagoa Rodrigo de Freitas, que estarão nos Jogos do Rio de 2016. A página já tem quase 44 mil "likes".

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Acontece
Fórmulas superadas
postado em 15 de julho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, FÓRMULAS SUPERADAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Até quando os clubes vão suportar o número de contratações e rescisões em uma só temporada?

Não existe a menor possibilidade de que essa fórmula ultrapassada possa produzir efeitos positivos nas suas participações nas diversas competições.

Os nossos clubes são um desses exemplos de ausência de planejamento e continuidade de trabalho no futebol profissional.

No somatório dos três da capital, ultrapassaremos mais de 50 atletas contratados em um mesmo calendário. Com tais contratações, as saídas chegam a dezenas. Náutico e Sport chegaram a 25 rescisões em poucos dias.

Os que chegam na maioria, ou são emprestados,  refugados, ou em fim de suas carreiras. Contratos curtos e com vínculo liberado quando dos seus finais, podendo tomar qualquer rumo.

Os clubes disputam os estaduais com uma equipe, que já é diferenciada daquela do ano anterior. Os seus torcedores não sentem a empatia necessária para uma maior participação, já que um dia quem está jogando é Antonio e no outro é Manoel.

Acabam os estaduais, e no Brasileiro mais uma leva. Começa-se tudo de novo. Os consumidores levarão mais um tempo para saber na verdade a escala dos seus times. O interessante é que de vez em quando, um atleta é colocado em campo e esses sequer o conheciam.

É o futebol misturado, como numa panela que todo o mundo bota as mãos.

Não é exclusividade pernambucana, e sim de diversos rincões do Brasil. No Paraná temos um excelente exemplo de má gestão, em um clube que já foi modelo no futebol brasileiro, o Atlético-PR, que sempre primou por ser formador e no ano de 2011 saiu dos trilhos e ingressou na mesma aventura que os nossos há muito já assumiram.

O time foi rebaixado para a segunda divisão, e o desmanche aconteceu com a contrapartida em 2012 da contratação de 17 novos jogadores, e que até o momento não refletiram na sua campanha na Série B.

Na verdade o futebol, e em especial o nosso, vive momentos idênticos a uma cozinha desprovida de gêneros para a preparação de uma boa comida. Quando começa o refugo, os cozinheiros sentem falta dos ingredientes, e começam a pedir emprestados aos vizinhos, ou correm para comprar na venda da esquina.

E assim segue o preparo, que no final sempre fica com o sabor amargo, da mesma maneira que acontece com o nosso futebol.

O torcedor gostaria de definir a sua equipe muito antes do jogo, mas isso não pode acontecer, porque sempre está chegando um avião ao aeroporto trazendo mais um reforço, e esse certamente estará em campo na próxima partida.

Este é o retrato do futebol brasileiro e, em especial, do pernambucano, quando os torecedores não conseguem decorar os seus times.

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