JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Fizemos alguns artigos com referência ao Centro
de Treinamento do Sport Club do Recife, que hoje é sem dúvida uma excelente
realidade, ao demonstrarmos a preocupação quanto ao seu arrendamento por 90
anos, renovável por mais 90, para uma espécie de ONG, denomimada Associação dos
Contribuintes do Sport.
Isso sempre teve um som bem estranho aos nossos ouvidos, mas a justificativa de tal contrato seria a de que fossem evitadas as penhoras sobre esse patrimônio, colocando-o em nome de terceiros.
No dia de ontem recebemos o contrato de locação da área em que foi edificado o CT rubro-negro, e verificamos uma operação bem montada, entre a presidência da época e a ACS, envolvendo recursos significativos do clube, que desembolsou mais de dois milhões de reais referentes à negociação do jogador Daniel Paulista e que, de repente, tornou-se apenas o Locatário daquilo que legalmente era seu.
Trata-se de uma inversão total de valores, quando uma entidade entra com o dinheiro para a compra de um imóvel, sendo escriturado para uma outra e, assim, para que possa construir o projeto que estava destinado para a área, aluga-o para quem comprou com os seus recursos.
Nem Freud consegue explicar.
Houve uma simulação na referida operação, com o apoio de ex-presidentes e dirigentes e o próprio clube.
Ontem estávamos discutindo esse contrato, e uma pergunta foi procedida: Numa possibilidade natural de um dos membros da ONG ACS falecer, desde que o perÃodo de 90 anos nos leva a fazer tal ilação, seria discutido o direito de sucessão com os herdeiros, formando assim uma total insegurança jurÃdica?
Outro ponto importante se refere à contabilização do dinheiro recebido pelo Sport, na negociação de um seu ativo, no caso um atleta profissional. Como foi procedida a entrada e a saÃda do dinheiro para a aquisição da área destinada ao CT, se essa não está em seu nome?
Ainda sobre a Associação dos Contribuintes do Sport, cuja sede está mencionada na sua constituição no mesmo local das empresas do atual presidente, Gustavo Dubeux, vimos um recibo da venda de um camarote na nova área do estádio Adelmar da Costa Carvalho no valor de R$ 25 mil, emitido por essa entidade.
Certamente não sabemos qual o tipo do contrato firmado para a sua construção, mas uma parte do patrimônio do clube ser vendida por terceiros, sem nenhuma ingerência do clube é muito complicado de se entender.
Achamos que deve existir algo assinado que envolva tais vendas, visto que se trata realmente de uma terceirização.
Por conta disso, e como o atual presidente do clube declarou publicamente que tinha resolvido todas as pendências judiciais, o que na realidade representa uma grande vitória para a sua administração, essa poderá ser coroada com um grande medida, ou seja, a escrituração do Centro de Treinamento em nome do clube.
Isso seria o que chamamos de ¨Operação Devolução¨, e todos agradeceriam.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








