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O papel da memória
postado em 11 de junho de 2012


EDGARD ALVES - FOLHA DE SÃO PAULO


Quando a pira da Olimpíada de Londres se apagar em 12 de agosto próximo, os Jogos do Rio-2016 assumem o desafio. E a primeira atração já está programada: uma exposição com peças do museu do Comitê Olímpico Internacional. Virá de Lausanne, na Suíça, para tornar mais real a história do movimento olímpico aos olhos dos brasileiros, especialmente os habitantes do Rio de Janeiro e de sete outras capitais, que devem receber o acervo.

Para o fã do esporte, quando o assunto é Olimpíada, sem dúvida, logo vem à cabeça imagens de jogadas mirabolantes, não importa se de basquete, futebol, vôlei ou quaisquer outras modalidades, até mesmo a fantasia da graça de uma evolução na ginástica. Uma Olimpíada, no entanto, é um movimento complexo, com várias outras faces. E a memória faz reviver às sucessivas gerações o evento olímpico centenário, realizado a cada quatro anos, passando das competições propriamente ditas a um selo comemorativo, tochas, diplomas, insígnias, ingressos, livros e medalhas, entre inúmeros outros itens.

A mostra de material esportivo utilizado por campeões olímpicos em tempos passados permite interpretações sobre a evolução tecnológica nesse setor. Por exemplo, uma sapatilha de corrida de 1936, como a utilizada pelo norte-americano Jesse Owens, sensação dos Jogos de Berlim naquele ano, era bem diferente de uma similar na atualidade, mais leve, ou o tecido de um uniforme. O projeto vai dispor ainda de muita imagem.

E o torcedor gosta desse tipo de atração, como mostra o Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, passo importante na busca de informações e do resgate da história do futebol brasileiro, sem dúvida, a paixão esportiva nacional. Desde a sua inauguração, nunca ouvi comentário negativo sobre o museu, mas foram incontáveis os elogios, uma unanimidade.

Aliás, na área olímpica, embora pouco conhecida, é brasileira, particular, uma das mais destacadas coleções do mundo, do amazonense Roberto Gesta de Mello, longevo presidente da Confederação Brasileira de Atletismo. Gesta está deixando a entidade e assume novo trabalho, com diversos especialistas em diferentes partes do mundo, em uma série de publicações sobre o olimpismo e o desporto, algumas delas a serem editadas ainda no corrente ano. Além disso, constrói um prédio em Manaus, voltado para o estudo e a pesquisa do desporto.

A Copa do Mundo e a Olimpíada são alavancas que servem para impulsionar outras iniciativas brasileiras, enriquecendo a memória do esporte.

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Seleção Brasileira
APROVADOS
postado em 11 de junho de 2012

Claudemir Gomes

Nunca uma derrota para a Argentina foi digerida com tanta naturalidade quando a de sábado - 4x3 - amargada pela Seleção Brasileira que se prepara para as Olimpíadas de Londres. Os meninos encararam Messi e companhia de frente, não se intimidaram, e estiveram perto de construir uma vitória que teria sido justa, tanto quanto foi a dos hermanos, com a assinatura do melhor jogador do mundo.

A apresentação foi mais que uma aprovação, foi um típico referendo ao trabalho que Mano Meneses vem desenvolvendo visando os Jogos Olímpicos. Naturalmente que faltam os ajustes no setor defensivo, como já observamos anteriormente. Contudo, a partir do plano de jogo, com o time marcando sob pressão, dificultando a saída de jogo do adversário, e explorando a habilidade dos armadores e atacantes, é correto afirmar que estamos no caminho certo, e o Brasil chegará a Londres com grande chance de conquistar o título que falta no rico acervo da CBF.

As pessoas insistem em fazer comparações entre Messi e Neymar, mas esquecem que no futebol também existem as fases. O argentino vive a plenitude do seu futebol porque atingiu a maturidade. Neymar é tão talentoso quanto, mas ainda não alcançou este grau de maturidade. O bom é curtir o futebol de ambos sem cobranças, até porque eles correspondem sempre. Detalhe: Neymar estará nas Olimpíadas, Messi não.

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Artigos
O retrato do futebol brasileiro
postado em 11 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O RETRATO DO FUTEBOL BRASILEIRO

Escrito por Ronald de Carvalho para a Universidade do Futebol

O futebol brasileiro talvez seja o que mais sofreu com as mudanças ocorridas no seu entendimento fenomenológico. Do ponto de vista profissional, um completo desastre. Os grandes dirigentes não se renovaram. O que se vê hoje é gente de um amadorismo puro e que acaba sendo levada pela paixão.

Alguns, até, com desejos inconfessáveis de levar vantagem numa ou outra transação. Pagam milhões a jogadores apenas razoáveis e não investem na estrutura dos clubes, obsoletos e ultrapassados.

Clubes como o Flamengo, não possuem um estádio à altura da sua dimensão mundial: seria uma utopia uma arena grandiosa, com shopping, estacionamento, cinemas, academias, bares, restaurantes e tudo mais que se pudesse oferecer? Creio que não.

O retorno seria fantástico. Entretanto, preferem ser devedores em tudo, sem oferecer quase nada. A situação se repete por todo o país. Algumas ações isoladas são pífias comparadas ao cenário internacional, ainda que pensando na modernidade.

Jogadores sendo regiamente pagos (valores absurdos para o mercado brasileiro) e tendo comportamentos inadequados a qualquer profissional de alto nível.

Quer ir para a noite? Tudo bem! Só que em vez de um altíssimo salário por mês, apenas uma justa causa como contrapartida.

O jogador é pago para jogar futebol. Somente para isso! Tornou-se um atleta de alto nível. E para tal é necessária dedicação absoluta!

Se não quer abdicar dos prazeres da vida enquanto profissional, abandone a profissão e vá viver sua vida, sem enganar aos outros e a si próprio. E para agravar tal situação, já não mais existem treinadores tipo %u201Chay que endurecer pero sin perder la ternura jamás%u201D. Aqueles que jamais se curvaram diante da responsabilidade assumida com o futebol. Que jamais se intimidaram com quaisquer estrelas, dirigentes ou torcedores.

A CBF, que é a entidade máxima do futebol brasileiro, se tornou uma agência de negócios. Usa a seleção brasileira em amistosos ridículos e completamente fora de qualquer contexto profissional. Meramente negócios para benefícios de poucos. Uma situação coberta de névoa e extremamente vexatória! Recentemente mudou a direção e há que se ver o novo rumo a ser tomado.

Pela ótica técnica e tática paramos no tempo. A mesmice do futebol brasileiro é inaceitável. Nossa tradição nos faz merecer infinitamente mais. Do futebol incisivo que nos marcou mundialmente ao %u201Cramerame%u201D insuportável de hoje.

A renovação de técnicos um desastre total. Preferem a sobrevivência no mercado em detrimento ao compromisso de abraçar verdadeiramente a profissão, de trabalhar pelo futebol, e não no futebol. São coniventes com as situações mais absurdas, ou por medo, ou por omissão.

Julgam-se vencedores conquistando um ridículo Campeonato Carioca, onde tudo é devidamente programado para as finais entre os quatro grandes (?) clubes. Clássicos que outrora levavam mais de 100.000 torcedores aos estádios, ousam, criminosamente, receber apenas 10.000 espectadores.

Não faltam razões para isso. A principal, sem dúvida, é a total incompetência de todos esses que aí estão e que só pensam utilizar o futebol como meio de sobrevivência. Estão assassinando uma das maiores culturas do povo brasileiro sem dó nem piedade. E assistimos passivamente a tudo isso!

Urge-se uma total transformação de todo esse %u201Cstatus quo%u201D vigente. Faxina geral, ou então seguiremos vendo elencos de clubes com folha de 4 milhões ao mês %u2013 com a agravante de possuir jogadores apenas razoáveis %u2013 passando sufoco diante de outros de menos de cem mil reais. E a dívida sendo rolada.

Alguma coisa está errada! E tudo isso se reflete na seleção brasileira, onde de maiores protagonistas nos tornamos humildes coadjuvantes, sofrendo dificuldades diante de qualquer outra seleção. Aí ganhamos da Dinamarca e dos Estados Unidos %u2013 escolas sem a menor tradição no cenário mundial %u2013 e parece que tudo foi resolvido.

Esse é o retrato atual do futebol brasileiro!

OBS: ARTIGO RETIRADO DO BLOGDEJJ.ESPORTEBLOG.COM.BR



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Brasileiro Série A
Em busca do acerto
postado em 10 de junho de 2012

Claudemir Gomes

Não é fácil para um treinador montar um time, e dar harmonia ao mesmo, durante uma competição. Desde a primeira rodada da Série A que o técnico Alexandre Gallo promove estréias no time do Náutico. Em todas as partidas vimos caras novas na equipe alvirrubra. Fatalmente isto interfere no coletivo. A harmonia demanda certo tempo, não acontece tão rapidamente quando se mexe em todos os setores. Mas isto não exime o comandante de todas as culpas.

Gallo tem se equivocado ao tomar algumas posições. O jogo com o Botafogo, hoje à noite, nos Aflitos, é mais um passo que os alvirrubros darão em busca do acerto. O time precisa reagir para deixar a zona de rebaixamento, pois não é fácil ficar todo o campeonato pressionado pelo fantasma do descenso. Assisti o jogo no qual o alvinegro carioca perdeu para o Cruzeiro - 3x2 - de virada, no Engenhão.

Apesar da derrota o Bota apresentou uma boa variação de jogada. Victor Júnior tem sido uma das peças mais positivas na criação das jogadas. Mesmo sendo uma equipe equilibrada, as principais jogadas ofensivas são construídas pelo lado direito, numa faixa de campo que é ocupada por Victor Júnior.

Ainda não foi possível analisar, de forma precisa, a movimentação tática do Náutico. A constante troca de peças tem influência direta no coletivo. Por enquanto é só torcer por uma vitória, que será fundamental para o acerto.

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Futebol Pernambucano
Presidente Bossa Nova
postado em 10 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, PRESIDENTE BOSSA NOVA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


O presidente da Federação Pernambucana de Futebol merece ser retratado com uma música da mesma maneira como foi Juscelino Kubitschek, pelo compositor e cantor Juca Chaves.

Quem de nossa geração não guarda a lembrança da letra do Presidente Bossa Nova, em que um dos seus trechos dizia:

"Voar, da Velha Cap para Brasília

Ver a Alvorada e depois voltar ao Rio

Voar, voar, voar

Voar para bem distante".

Realmente o cartola pernambucano é simpático, boa conversa e, sobretudo, ama um avião, passa a semana comendo aquele ¨belo¨ lanchinho fornecido pelas companhias aéreas.

Por conta disso, o futebol de Pernambuco não anda muito bem, principalmente a sua segunda divisão, que ainda não começou por conta dos equívocos e ilegalidades cometidas.

Conversamos um longo tempo com um dirigente de um clube que irá disputar essa competição, e esse nos narrou a reunião que aconteceu na última sexta-feira entre a entidade e os disputantes, recheada de cenas bizarras, que deixaram bem claro o momento em que vive a entidade.

Nela ficou explícito a participação do Programa Todos com a Nota, e que os clubes não tinham conhecimento, e nesse ponto o problema já foi iniciado, desde que a aquisição de ingressos por parte desse, não dará para cobrir as despesas dos jogos como mandantes.

O grande problema é que a entidade resolveu realizar uma competição de poucos recursos, com o sistema de pontos corridos, que demandaria 28 jogos para cada clube e, sem dúvidas alguma, a grande maioria não irão sobreviver a sua metade.

São 15 clubes, e logicamente com essa quantidade, nem a primeira divisão suportaria. Por conta disso, resolveram fazer uma proposta de outra fórmula para o campeonato, mais real e que sempre foi o caminho tomado anteriormente, ou seja, a divisão em 03 grupos de 05 equipes, e marchando inclusive para uma setorização.

A mudança foi aprovada por 10 a 5, e não entendemos a postura desses que foram contra, pois estão batalhando contra os seus próprios interesses, a não ser que tenham as benesses das ¨mamães¨ Prefeituras.

A decisão ficou suspensa, para que seja ouvido o departamento jurídico da Federação, que dará o seu parecer sobre a mudança do regulamento, já que fere o Estatuto do Torcedor, muito embora esse tenha sido rasgado quando da inclusão do Chã Grande e do Jaguar, e da falta de divulgação da tabela.

Por conta disso, começamos o artigo com a música de Juca Chaves para que o presidente da entidade do futebol pernambucabo dê uma paradinha no Recife, chame o feito Ã  ordem e faça realmente uma competição viável e que seja boa tecnicamente.

Isso é o que os disputantes desejam, pois se enfrentarem uma longa caminhada de 28 jogos, certamente irão Ã  falência, e muitos dos seus dirigentes terão que deixar a cidade para fugirem dos credores.

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