Histórico
Brasileiro Série A
Para manter a distância
postado em 16 de junho de 2012


CLAUDEMIR GOMES


Embora tendo em seus currículos títulos brasileiros da Série A, Sport e Bahia são tidos como clubes medianos, e fazem parte daquele grupo que está sempre sob ameaça de rebaixamento. A inquestionável realidade serve para apimentar os confrontos entre os representantes dos dois Estados.

A rivalidade entre o futebol pernambucano e baiano é real e quase centenária, fato que leva o mando de campo ganhar importância. Neste final de semana será fechado o primeiro ciclo da disputa - cinco jogos - e o aproveitamento do tricolor baiano é bem inferior ao do rubro-negro pernambucano.

Até o momento o time de Paulo Roberto Falcão empatou dois jogos, e perdeu outros dois. Já o Sport contabilizou uma vitória, dois empates e uma derrota. A soma de mais três pontos deixará o Leão numa situação confortável na tabela, pois o seu projeto no retorno a Série A é conquistar uma vaga na Sul-Americana. Por outro lado, se perder, o Tricolor de Aço afundará mais ainda na zona de rebaixamento, onde já figura.

Os dois times têm algo em comum: dificuldade de marcar gols. Por coincidência, o Sport foi campeão brasileiro em 87 e o Bahia em 88. Vale lembrar que na sala de troféus do tricolor também existe a taça do Brasileiro de 59, conquista levantada em cima do Santos de Pelé. Não diria que este confronto de amanhã, no estádio de Pituaçu, em Salvador, vale seis pontos. O Sport quer apenas manter a distância.

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Artigos
O homem máquina
postado em 16 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O HOMEM MÁQUINA


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com,br


Os destaques dos noticiários no dia de ontem estavam relacionados à condição física do atacante Neymar, do Santos.

O clube procedeu testes de sangue com o jogador para detectar a presença da enzima quinase (CK), que é capaz de mostrar quem está mais cansado e, consequentemente, com riscos de lesões. O resultado foi positivo e atestou que esse estava com um cansaço excessivo.

Por outro lado, o setor de fisiologia da equipe santista comprovou que o atleta voltou dos amistosos da seleção de Marin, nos Estados Unidos, com 1 kg acima do seu peso normal, comprovando o descaso da CBF com os atletas convocados.

Por conta disso o Santos resolveu dar-lhe um descanso, só voltando a jogar na próxima quarta-feira, no jogo de volta contra o Corinthians.

No entanto, o pai do jogador foi mais contundente em suas declarações, quando afirmou que o filho não era máquina.

¨Tem vinte anos, é um ser humano e não está nas melhores condições¨, disse Neymar dos Santos (pai), em declarações publicadas no Lancenet.

¨Existe uma pressão muito grande em cima dele. Está cansado, não só fisicamente, mas, principalmente, ao nível psicológico. Como garoto ele não percebe, mas tem que se poupar¨, concluiu o genitor do atleta.

Fizemos questão de referenciar esses fatos, para que pudéssemos proceder com as nossas análises sobre o assunto, que  vai muito além do que a quantidade de jogos.

Neymar está sendo vítima do capitalismo selvagem, que vive na busca de dinheiro. Tornou-se uma celebridade, um verdadeiro pop-star e sua vida fora do campo não condiz com a preparação de um atleta.

São festas, eventos, passeios de iate, namoros diversos e sobretudo a obrigação de atender a mais de uma dezena de patrocinadores, para os lançamentos dos seus produtos.

Quantas vezes o jogador chegou para treinar de helicoptero, depois retornando para atender a um evento de uma marca que lhe patrocina. Nunca na história do futebol brasileiro vimos um jogador de futebol tão badalado e com tanto movimento extra-campo. Nem Ronaldo.

Aliado a tudo isso, também tem o fator psicológico, de ter a obrigação de jogar bem, de ser o salvador da pátria e ainda o de ser melhor do que Messi.

O atacante argentino jogou a mesma quantidade de partidas do que o brasileiro, mas a diferença é que apesar de ser o melhor do mundo não se tornou um pop-star, e os eventos dos seus patrocinadores são bem programados.

A ânsia de ir ao pote com muita sede transformou o homem Neymar em uma máquina, e um dia cedo ou tarde, apesar da pouca idade, iria dar problemas, e o desgaste certamente apareceria, pois todo o ser humano tem seus limites, e o jogador estava passando deles.

O mercantilismo desejou transformá-lo em uma máquina, mas esqueceram que isso só acontece em filmes.

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Copa 2014
Mestre de obras
postado em 16 de junho de 2012

RODRIGO MATTOS - FOLHA DE SÃO PAULO



Desde que assumiu, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tem ido a quase três estádios da Copa-2014 por mês. Em oito meses, fez mais do que o dobro de vistorias do que seu antecessor, Orlando Silva Jr., em dez meses.

As viagens do ministro às cidades-sede não botaram as obras no cronograma, como mostra relatório da Fifa apontando atrasos. O que houve foi a aceleração de obras para a Copa das Confederações.

Mas Rebelo tornou mais forte forte a presença do governo federal nas arenas. A responsabilidade, de fato, por monitorar obras é do COL (Comitê Organizador Local).

No total, o atual titular do ministério foi 21 vezes a arenas do Mundial. Esteve em todos os estádios, na maioria deles por duas vezes.

Silva Jr. tinha feito apenas oito visitas nos dez primeiros meses de 2011 antes de sair.

No primeiro trimestre de 2012, Rebelo esteve em nove deles -foi ao Castelão no ano passado. Completou nesta semana a segunda rodada, com visita a 11 estádios.

Ainda no final de sua gestão, Silva Jr. recebeu a orientação da presidente Dilma Rousseff de vistoriar regularmente estádios. Mas não teve tempo de cumprir a ordem.

"A presidenta Dilma determinou que o ministro cuide da preparação da Copa e dos Jogos olímpicos", afirmou a assessoria do ministério.

Em suas visitas, de capacete de operário e acompanhado de equipe técnica, Rebelo discute detalhes dos projetos, nunca faz críticas diretas às obras e repete seguidamente que os projetos estão dentro do cronograma. Admite só pequenos atrasos.

"Comparando com a última vez que vim a Pernambuco, a parte norte da arena já está mais avançada e a parte sul, avançando", disse no dia 4 de junho, sobre a Arena Pernambuco, em risco para a Copa das Confederações.

"As obras estão dentro do calendário, porque um atraso de 1%, 2% não atrasa a entrega. Nós temos mecanismos para acelerar as obras", afirmou após visita à Arena das Dunas, que, para a Fifa, está em risco para a Copa.

Para justificar seu otimismo, Aldo desqualifica métodos de medição de projetos que apontem atrasos.

"As empresas e os consórcios que constroem um estádio nem sempre usam os mesmos critérios. Aparecem números diferentes porque fases possuem pesos diferentes. Quanto representa uma demolição? Uma fundação?", questionou Rebelo, pouco depois de a Folha divulgar relatório da Fifa indicando estado crítico de várias arenas.

Mas o ministro e a Fifa têm pedido a aceleração de obras. Para isso, estádios na Copa das Confederações aumentaram os gastos.

Rebelo também foi a arenas como a do Grêmio, o Estádio Rei Pelé (Maceió) e até o Municipal Grito da República, em Pernambuco. São candidatos a CTs de seleções.

Mas o ministro cancelou neste ano serviços da FGV (Fundação Getúlio Vargas) que media a execução das obras. Eram inspeções mensais, com engenheiros, e custo de R$ 10 milhões por ano.

Agora, as medições que mostram o estágio das obras têm se baseado nos dados das cidades e do COL. Ao final do mês, a Fifa e o ministério vão atualizar informações sobre os projetos, em reunião da cúpula da Copa-2014 no Brasil.

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Náutico
Compasso de espera
postado em 15 de junho de 2012

Claudemir Gomes



O torcedor do Náutico passou todo o dia de ontem na expectativa de ouvir o anuncio oficial da contratação do atacante Kieza. "Fizemos uma proposta e estamos no aguardo da resposta", disse o vice-presidente Toninho Monteiro no início da noite. E se mostrou otimista em ver o goleador de volta aos Aflitos. O compasso de espera chega a ser torturante para os torcedores que começam a construir castelos dourados no imaginário.

Na conversa que tive com o Toninho não falamos em cifras. Sei que Kieza não vem barato. Circulou uma notícia de que iria receber um salário de R$ 100 mil mensais. Não precisa ser matemático ou economista para chegar à conclusão de que a folha do Náutico já ultrapassa um milhão de reais. Nada alarmante se considerarmos que o clube está disputando a Série A.

A mudança de status implica na duplicação ou triplicação de gastos. No início a receita não cresce na mesma proporção, entretanto, se o clube se afirma na elite nacional, passa a atrair investidores de forma natural, mas para que isto aconteça tem que provar que a evolução é sustentável.

Kieza brilhou na Série B, e a esperança dos alvirrubros é que ele apresente a mesma desenvoltura, e tenha o mesmo rendimento na Série A. Afinal, o Náutico está investindo na certeza de que ele também pode brilhar como ouro.

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Artigos
Saúde dos atletas
postado em 14 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, SAÚDE DOS ATLETAS


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Quando a nossa Federação de Futebol entra na contramão ao abolir a exigência do ecocardiograma para as inscrições dos atletas na segunda divisão profissional de Pernambuco, trocando-o pelo simples eletro, nos lembramos de estudos médicos realizados sobre o assunto, e que fazem alerta sobre as exigências do esporte atual, cuja parte física é explorada no mais alto limite,  trazendo repercussões na saúde dos participantes dos eventos esportivos.

Todos nós sabemos que as atividades se voltaram mais para a força física, como bem explicou o diretor da Escola de Educação Física da UFMG, Emerson Sitari, em uma entrevista ao portal Extra. Com o abuso do físico, a intensidade muda, o resultado sobre o corpo também, explicou o profissional.

Esse debate sobre a morte de atletas em atividade vem sendo discutido amplamente inclusive pela FIFA. Tivemos algumas ocorrências em várias modalidades diferentes e com distintos níveis de excelência, como a do italiano Vigor Bovolenta, do vôlei, e o nadador Alexander Dale Oen, da Noruega.

O futebol passou a dedicar mais atenção para o mal súbito no começo dos anos 2000. Primeiro, em 2003, Marc-Vivien Foé, de 28 anos, morreu em campo no segundo tempo do jogo entre Colõmbia e Camarões, pela Copa das Confederações. Sua morte foi diagnosticada como cardiomiopatia hipertrófica.

Em 2004, tivemos a morte de Serginho, do São Caetano, aqui em nosso país, em um jogo contra o São Paulo. Na ocasião, não havia desfibrilador, equipamento que virou obrigatório nos estádios do país desde então. Esse aparelho ajudou a salvar o jogador Muamba em um jogo da Liga inglesa.

Na verdade deve haver a consciência de que ao se levar a carga ao limite nunca será saudável. Sempre teremos problemas futuros, mesmo com todo o avanço da medicina e dos equipamentos de diagnósticos, e por conta disso a prevenção é fundamental, e os exames periódicos são necessários.

O melhor exemplo desse procedimento aconteceu há pouco no Flamengo, quando numa avaliação rotineira, o volante Renato Abreu apresentou arritimia cardíaca. Passou por uma cirurgia reparadora e já voltou aos gramados.

Infelizmente os nossos clubes não querem dispender recursos com tais exames, por terem valores altos, e  preferem assim deixar os atletas a mercê do destino.

O mais grave é que as Federações estaduais, e a nossa é uma delas, promovem eventos, com ambulâncias precárias, sem o desfibrilador, e ainda eliminam um exame importante como o Eco, que poderia antecipar um problema cardíaco dos atletas a serem inscritos.

Os profissionais se acomodam, não lutam pelos seus direitos, e vão para o campo de jogo sem saberem se voltarão para as suas casas.

Esse é o retrato de um futebol destrambelhado.

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