Histórico
Futebol Pernambucano
No Sport, o rei está nu
postado em 21 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, NO SPORT, O REI ESTÁ NU


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Quando refletimos sobre o Sport e o que acontece em sua atual gestão, sobretudo com relação ao seu futebol, com tantos descaminhos, nos lembramos de uma postagem que fizemos há bastante tempo e que pode servir para retratar o que acontece na Ilha do Retiro.

Quando assistimos ao protesto de torcedores de verdade, e não os profissionais, na última terça-feira, na sede do clube, e as declarações do seu presidente, Gustavo Dubeux, verificamos que enfim alguém conseguiu observar que o Rei está nu.

O conto do escritor dinamarquês Hans Christian Anderson, retrata a submissão de um povo e o excesso de vaidade do seu rei.

O imperador era vaidoso e gostava de roupas novas e de luxo, passando grande parte do seu tempo experimentando-as, deixando de lado as coisas do seu reino.

Conhecendo a vaidade real, surgiram dois tecelões espertos, afirmando que possuiam uma roupa que não apenas tinha cor deslumbrante, mas também era dotada de uma qualidade única, desde que, apenas as pessoas especiais poderiam vê-la e apreciá-la propriamente, e os destituidos de inteligência iriam dizer que a roupa era invisível e que esta não existia.

Começaram a trabalhar, e os seus ministros visitavam a oficina, verificavam intimamente que não viam nada, mas com o temor de perderem os cargos e as benesses, diante dos tecelões faziam os maiores elogios a nova roupa, e que iriam comunicar ao imperador.

Criou-se uma invenção verbal de coisas inexistentes, sobretudo impossíveis, e para não serem desprestigiados ou considerados imbecis, alimentando a vaidade do imperador, começaram a exclamar frases sobre a beleza dos trajes, chegando a transportá-lo para a casa real em comitiva.

O imperador, diante do espelho, dotado de poder e uma cegueira proposital, admirava-se com a roupa, que simplesmente não via.

Veio a apresentação oficial para a corte e todo o seu séquito estava feliz pelo brilho dos seus trajes, quando um menino desavisado grita ¨o rei está nu, ele está sem roupa¨. Era a visão de uma criança desnudando a realidade. E, o povo começou a abrir os olhos, e então deixou de concordar com o seu imperador.

A multidão gritava, e o rei, mesmo acuado, resolveu levar o desfile até o fim, e voltou caminhando para o palácio, junto com os cavaleiros e os aios, que continuavam a fingir a existência de tão belas vestes.

Os torcedores fantasiados de palhaços na tarde da terça-feira na Ilha do Retiro representavam o garoto desse conto.

Moral da história: a vaidade e a subserviência cegam.

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Futebol Pernambucano
Ansiedade leonina
postado em 20 de junho de 2012

Claudemir Gomes

É compreensível a ansiedade do torcedor do Sport em relação ao anúncio de reforços para o time rubro-negro. Afinal, o grupo que não obteve sucesso no Pernambucano foi enxertado apenas com o atacante Felipe Azevedo, que foi artilheiro no Ceará, mas cuja pontaria não está funcionando na Ilha do Retiro.

O ex-presidente, Sílvio Guimarães, definiu a impaciência dos leoninos com uma frase inteligente: "Um time com oito jogadores não vence um adversário com onze". Traduzindo: o time comandado pelo técnico Vágner Mancini é carente de dois bons laterais - direito e esquerdo - e de um meia de armação que preencha a lacuna deixada por Marcelinho Paraíba.

A simples troca de treinador - Mazola por Mancini - provocou apenas uma mudança de atitude dos atletas em campo, mas as limitações do grupo são grandes, e elas ficam cada vez mais evidenciadas nos jogos. A pobreza técnica do banco leonino, para eventuais trocas de peças durante as partidas, deixa o treinador numa situação quase que constrangedora.

Mesmo movido pela emoção, o torcedor sabe fazer leitura de jogo. Ele não gosta que adversários critiquem  e gozem do seu time do coração, mas reconhece o tamanho do grupo que foi montado. No quesito qualidade, o Sport continua na Série B. Eis a razão dos protestos dos torcedores.

DISCIPLINA - O lendário Coronel Chico Heráclito costumava dizer em Limoeiro que, "infeliz do poder que não pode". Partindo deste princípio, o presidente do Sport, Gustavo Dubeux, está corretíssimo em deletar o volante Hamilton dos planos do clube rubro-negro para a Série A. O jogador é reincidente em atos de indisciplina, e mantê-lo no grupo seria abrir um série precedente. O presidente buscou o dialogo com o atleta, e teve como resposta a rebeldia. Não restava outra saída para Dubeux senão dispensá-lo. O choro das "viúvas" acabará logo.


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Acontece
As verdades de Daniel Alves
postado em 20 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AS VERDADES DE DANIEL ALVES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A vivência de Daniel Alves, na Espanha, e, principalmente, no Barcelona, o amadureceu, fato esse demonstrado na sua participação no programa Bem Amigos, no canal Sport Tv.

Respondendo a diversas perguntas, ele saiu-se muito bem e de forma lúcida fez algumas pontuações que resolvemos postá-las para o conhecimento de nossos visitantes.

Sobre o trabalho do Barcelona nas categorias de base, o jogador sinalizou que o ponto primordial adotado pelo clube catalão era o de formar o homem, sendo que o atleta é a segunda opção.

Isso comparando-se ao que adotamos na maioria dos clubes do país, é totalmente o inverso, pois pensamos em primeiro lugar no jogador, no retorno financeiro que trará, e o sua formação geral é deixada de lado.

Sobre a sua relação pessoal com Messi, Daniel Alves afirmou que tudo que o argentino conquistou até o momento na sua carreira reflete a pessoa que o atacante demonstra ser fora das quatro linhas.

¨A maior grandeza de Messi é a humildade com que ele trabalha todos os dias. O futebol é a consequência do que você é fora dele. Muitos jogadores jogam bem, têm um bom rendimento, mas fora do campo não refletem isso. O Messi não, ele é dentro e fora do campo o que ele é realmente. Uma pessoa simples, humilde e companheiro¨, afirmou o brasileiro.

Sobre Neymar, o lateral fez uma declaração bem contudente, quando referenciou que o Santos não tem um elenco capaz de acompanhar o talento de Neymar, como acontece no Barcelona com Messi, e que só agora a seleção da Argentina está entendendo.

¨O problema de Neymar, com todo o respeito aos jogadores do Santos, é que a maioria não o acompanha¨ , disse Daniel Alves.

Sobre a seleção da CBF e a comparação com a espanhola, foi bem claro quando disse que a segunda já está montada, afirmando que na Espanha eles dão tempo para construir o grupo e, aqui no Brasil, são muito imediatistas.

Voltando ao assunto Neymar, Alves foi bem explícito ao dizer que particularmente o Brasil ficou pequeno para Neymar. ¨Se ele quer ser um mito no Brasil e viver aqui para o resto da vida, então acho que ele está no lugar mais adequado, mas para a seleção brasileira e para o próprio Neymar, ele teria que provar uma experiência na Europa, porque acho que  ele vai amadurecer bastante¨, argumentou durante a entrevista ao programa.

Muito boa a participação de Daniel Alves, que trouxe para o debate muitos assuntos da maior importância para o futebol brasileiro. Valeu a pena assistirmos.

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Brasileiro Série A
Contrariando prognósticos
postado em 19 de junho de 2012

Claudemir Gomes

Com dois clubes do Estado disputando o Brasileiro da Série A, as comparações entre as campanhas de ambos são inevitáveis. Coisa da rivalidade. Se na semana passada o rubro-negro tirava sarro do alvirrubro por ter seu time melhor posicionado na tabela de classificação, a situação se inverteu após a disputa da quinta rodada.

A mudança de cenário se deve ao fato do Náutico ter disputado mais jogos em casa, ou seja, como mandante, nas cinco primeiras rodadas do campeonato, que representam o primeiro ciclo da competição. Nos próximos cinco jogos - entre a sexta e a décima rodada - quem fará três jogos como mandante é o Leão. O mando de campo faz a diferença em todos os níveis: entre os clubes que disputam o título e uma vaga na Libertadores; entre os que têm como meta uma vaga na Sul-Americana e entre os que tentam escapar do rebaixamento. Como anfitriões, Náutico e Sport estão com um aproveitamento de quase 70%.O desafio é manter a regularidade e buscar alguns pontos na casa dos adversários, feito que irá assegurar um plus na campanha. O prêmio pela regularidade seria uma vaga na Sul-Americana.

Alguns sites especializados em números apresentam, em suas projeções iniciais, Náutico e Sport como grandes candidatos ao rebaixamento. A matemática é uma ciência exata, mas o futebol não. Os prognósticos podem ser contrariados apenas com o dever de casa. Tal como vem sendo feito.

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Artigos
Times que enriqueceram o futebol brasileiro
postado em 19 de junho de 2012
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JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


No dia de ontem, em nossas andanças fomos muito cobrados a respeito dos comentários que fizemos sobre a Seleção Brasileira de 1958, e a abundância de craques que tínhamos em nosso país, tão diferente do que acontece nos dias de hoje, onde para se achar um diferenciado é o mesmo que procurar uma agulha em um grande palheiro.

Um dos nossos visitantes, Ival Saldanha, relembrou um confronto do Náutico e Santos, com duas equipes fantásticas, e que as novas gerações não irão ter a alegria de ver algo de tão brilhante em nosso futebol.

Por conta desse debate, procuramos em nossos arquivos alguns times dos clubes brasileiros que tiveram destaque em anos anteriores, e que eram compostos por verdadeiros craques de bola, e não os do marketing moderno.

Encontramos o Santos de 62, sob o comando de Lula, com Gilmar, Lima, Mauro Ramos, Calvert e Dalmo, Zito e Mengalvio, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Sem comentários.

Também em 62 o Botafogo, sob o comando de Marinho Rodrigues, com Manga, Zé Maria, Nilton Santos e Rildo, Airton, Didi e Amarildo, Garrincha, Quarentinha e Zagallo.

O Palmeiras de 72, sob o comando de Oswaldo Brandão, com Leão, Eurico, Luis Pereira, Alfredo e Zeca, Dudu e Ademir da Guia, Edu, Madurga, Leivinha e Nei.

O Fluminense de 75, com Felix, Toninho, Silveira, Assis e Marco Antonio, Zé Mario, Cléber e Rivelino, Cafuringa, Gil e Mário Sergio.

O Flamengo de 82, sob o comando de Paulo Cesar Carpeggiani, com Raul, Leandro e Marinho, Mozer e Junior, Andrade, Adilio e Zico, Tita, Nunes e Lico.

O São Paulo de 92/93, sob o comando de Telê Santana, com Zetti, Vitor, Valbér, Ronaldo e André Luiz, Adilson, Dinho, Pintado e Cafú, Muller e Palhinha.

Teríamos dezenas de grandes equipes, mas o espaço não as caberiam, daí escolhermos essas que servem de parâmetro para as discussões.

Mas para fecharmos com chave de ouro, separamos três equipes de nossos clubes que fizeram época por sua qualidade.

O Náutico de 1965, sob o comando de David Ferreira (Duque), com Lula, Gena, Mauro, Gilson Saraiva e Clóvis, Didica e Ivan, Nado, Bita, Nino e Lala.

O Santa Cruz de 1973, sob o comando de Paulo Emilio, com Gilberto, Gena, Antonino, Paulo Ricardo e Botinha, Erb, Luciano Veloso e Givanildo, Walmir, Ramon e Fernando Santana.

Finalmente, o Sport de 1975, sob o comando de David Ferreira (Duque), com Tobias, Marcos, Pedro Basilio, Alberto e Claudio Mineiro, Luciano Veloso e Assis Paraiba, Miltão, Garcia, Dario e Peres.

Que os nossos amigos leiam, analisem e comentem, pois fiquem certos de que éramos felizes e não sabíamos.

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