Histórico
Brasileiro Série A
Aviso prévio para o Náutico
postado em 25 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM AVISO PRÉVIO PARA O NÁUTICO


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A goleada sofrida pelo Clube Náutco Capibaribe serviu como um aviso prévio para sua diretoria, no tocante ao Campeonato Brasileiro da Divisão Principal.

A fragilidade que sentimos da equipe alvirrubra quando do jogo contra o Atlético-MG, nos trouxe preocupações quanto ao seu futuro na competição, já que não poderá viver sempre na esperança de boas conquistas jogando em casa, quando bons resultados conseguidos fora são importantes para a classificação final.

Os amigos poderão pensar que está ainda muito cedo para uma visualização do problema, pois faltam ainda muitos jogos a realizar, mas o que estamos vendo após a realização de 31% da programação da primeira fase é uma amostra do que poderá acontecer no futuro.

Procuramos algo de positivo nesse último jogo e não achamos, principalmente no setor defensivo, que levou 13 gols em 6 jogos, numa média de 2,1 por partida, que sem dúvidas é muito alto, já que o ataque também não dá a contrapartida desejada, somando apenas 5 gols, com uma média de 0,75 por jogo.

Na verdade, essas dez primeiras rodadas seriam bem importantes para o acúmulo de pontos, pois o Campeonato Brasileiro de verdade só começa após as definições da Copa Libertadores e do Brasil, muito embora alguns clubes já estejam retornando a sua vida normal, tais como o Santos de São Paulo.

O Náutico é um bom exemplo da falta de planejamento no seu futebol, quando contrata dois a dois e meio times por ano, e com isso torna-se impossível de dar o equilíbrio necessário para que possa realizar uma boa competição.

O aviso prévio é uma luz amarela para que a rota seja mudada, pois não se pode entrar em campo tentando não perder, e sobretudo procurando não ganhar, e esse sistema vem imperando na formação tática do time alvirrubro.

Lembramos que a campanha que está sendo realizada se enquadra nos parâmetros do rebaixamento, e que clubes que estavam com situações complicadas, já começam a evoluir e, como exemplo, a Portuguesa de Desportos, que possui a mesma pontuação do clube pernambucano.

Pelo que vimos no sábado e se não houver uma mudança de rumo, iremos perder uma aposta com o site Chance de Gols, que garante o Náutico como um dos possíveis rebaixados.

Com esse futebol que vem sendo apresentado, mesmo nas vitórias, já está nos deixando preocupados.

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Brasileiro Série A
O Inter é melhor, mas...
postado em 24 de junho de 2012

Claudemir Gomes

Numa comparação direta de valores, o time do Internacional, que irá campo, hoje à noite, na Ilha do Retiro, é superior ao do Sport. Assim como era o do Palmeiras e o do Flamengo, adversários contra os quais os rubro-negros somaram pontos. O mando de campo encurta algumas distancias. O grande adversário do Sport estará no banco do Colorado: Dorival Júnior.

O treinador passou pelo clube leonino, conquistou um título estadual, e sabe bem o que é enfrentar o Sport nos seus domínios. Conhece a força da torcida que, apesar de estar brincando o São João, certamente comparecerá em grande número para manter o Leão com a melhor média de público da Série A.

O Internacional contará com sua força máxima, e mesmo jogando na condição de visitante irá buscar os três pontos em disputa para alcançar a faixa dos clubes que disputam uma vaga na Libertadores. Os gaúchos estão a um ponto desta meta.

Com relação ao Sport, o que podemos esperar é superação, alternativa que foi seguida até o momento com sucesso nos jogos disputados na Ilha. As limitações do grupo leonino são conhecidas desde o Pernambucano.

Os reforços são alternativas futuras, nada para o momento. O futebol é rico de exemplos que nos mostram que, nem sempre o vencedor é o melhor time. Portanto, o Internacional de Dorival Júnior tem uma qualidade técnica superior a do Sport, entretanto, isto não lhe assegura nenhuma vitória até o final do jogo.

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Brasileiro Série A
Segredos e surpresas
postado em 22 de junho de 2012

Claudemir Gomes

Alexandre Gallo comandou um treino secreto, no CT do Náutico, finalizando os preparativos para o jogo de amanhã, com o Atlético/MG, em Belo Horizonte. Em Porto Alegre, Dorival Júnior também faz segredo sobre a formação do Internacional que mandará a campo, domingo, na Ilha do Retiro, para enfrentar o Sport.

Vágner Mancini já tem, na cabeça, o time rubro-negro, mas prefere manter as dúvidas na tentativa de confundir o adversário. Cuca não tem muito que esconder no Atlético Mineiro, que terá Ronaldinho Gaúcho como novidade para o torcedor que marcar presença no Independência.

Não é fácil para um treinador, em plena era da comunicação, guardar segredos. O acesso as informações está cada vez mais fácil, principalmente quando o produto em foco é a primeira divisão do futebol nacional. O fato de o campeonato está na sétima rodada, às variantes táticas fatalmente funcionarão como surpresas, pois muitos times ainda estão em formação. Com tantos segredos, nos resta aguardar as surpresas. Afinal, elas quebram tabus e podem mudar o curso da história.

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Artigos
Técnico bom é artigo em falta
postado em 22 de junho de 2012
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JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Um interessante artigo do ex-jogador da Seleção Brasileira (era assim chamada antigamente) Paulo Cesar Caju, publicado no jornal Estado de São Paulo, nos chamou a atenção e por conta disso vamos repecurti-lo entre os nossos amigos visitantes.

Segundo Caju, nas conversas que teve com ex-jogadores no fim de semana, o assunto predominante foi o relacionado aos treinadores do futebol brasileiro, e todos os debates chegaram a uma conclusão: a de que estamos a pé nesse quesito.

Um tema foi levantado, considerado pelo ex-jogador como uma "bobagem", é a de que ouvimos sempre uma mesma história, ou seja, ¨o forte do time é o jogo coletivo, porque não tem um grande jogador capaz de desequilibrar¨.

Esse mote, na verdade, já cansamos de ouvir de jornalistas, treinadores e até de jogadores nas entrevistas coletivas, e que, segundo o artigo, dizer que alguma equipe joga coletivamente aqui no Brasil é enganar o torcedor, porque a verdade é que nenhuma faz isso.

Se observarmos com detalhes o texto do Caju, certamente chegaremos Ã  conclusão que a sua análise esta perfeita, pois para existir o jogo coletivo, torna-se necessário a posse de bola, porque somente assim é possível envolver o adversário e ir minando a sua força.

O futebol brasileiro tem pouca posse de bola nos seus jogos, onde os chutões, as faltas e os erros de passes são uma referência, pouco existindo o coletivo. Muitos clubes precisam do individual de um jogador para que possam vencer as suas partidas.

Paulo Cesar faz uma crítica direcionada àqueles que falam que o Corinthians tem um futebol coletivo, afirmando que isso é uma piada de mau gosto. Segundo ele, o jogo coletivo é quando todo o mundo rola a bola e não quando todo mundo marca e trabalha mais para não deixar o adversário jogar do que para fazer sua equipe atuar.

Tal análise vem de encontro ao que sempre temos afirmado, quando escrevemos que o atual futebol jogado em nosso país tem uma única meta, o medo de perder, aliado ao medo de ganhar.

O melhor do artigo foi a dura crítica aos atuais treinadores. Segundo o ex-atleta, entre os ex-jogadores que dirigem times, a maioria é de gente que não tratava bem a bola. Felipão era zagueiro de roça; Mano, zagueiro de roça; Joel Santana, zagueiro dos piores; Abel Braga a mesma coisa. Tite era esforçado; Dorival Junior, esforçado; Argel, zagueiro fraco e violento; Gallo, volante burocrático.

Citou ainda os¨professores¨, aqueles que nunca chutaram uma laranja, tais como Celso Roth, Gilson Kleina e Oswaldo de Oliveira, assim como os que decepcionam pois foram jogadores técnicos, como Muricy e Cristovão, ou Luxemburgo que jogou ao lado de craques, e que desprezam a essência do futebol brasileiro, para se renderem ao futebol de resultados.

Falou e disse muito bem.

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Artigos
O tirano e o rei
postado em 21 de junho de 2012
Por ROBERTO VIEIRA


O aparelho era um discreto quarto de empregada na Conde da Boa Vista.

O único companheiro no pequeno espaço.

O radinho de pilha.

Não podia sair.

Não podia ver o sol.

Não podia beijar a namorada.

Não podia vibrar no gol nem nos sequestros.

O único gesto permitido era o grito de gol silencioso.

Gol de Rivelino.

Gol de Clodoaldo.

Gol de Jairzinho.

Pra p... que p.... com dialética.

Minha fácies cadavérica queria apenas um suspiro de arquibancada.

Eu queria o ópio.

O 21 de junho de 1970 foi assim uma espécie de adeus às armas.

A narração da bola de pé em pé.

A sensação de que a gente estava f.....

Noventa milhões em ação contra quinhentos malucos.

O chute de Carlos Alberto.

Abri a porta do quarto de empregada.

Molhei o rosto barbudo na pia da lavanderia.

Raspei a barba com a lâmina reservada para o suicídio.

Botei desodorante 1010.

E fui pra pracinha do Diário comemorar.

Me embriaguei de graça nas mesinhas do Savoy.

300 copos de chopp marxista.

De graça. Socialista.

Nem os soldados queriam saber quem eu era e de onde vinha.

Aproveitando a bobeira coletiva desapareci na madrugada de mim mesmo.

Dois dias depois, lá estava a foto do Tirano.

Taça na mão.

Sorriso amplo, geral e irrestrito.

E ao lado do Tirano, meus heróis do México.

Festejando a quermesse do Planalto.

Foi ali que sacudi fora meu radinho de pilha.

Peguei o velho trem atravessando o pantanal.

Rumo a Santa Cruz de La Sierra.

Mais um fugitivo da guerra...

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