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Diferença entre qualidade e mediocridade
postado em 26 de junho de 2012

ALFREDO BERTINI


Um "treino de luxo", com direito a quase 16 mil espectadores, seria a melhor maneira de conceituar o jogo de ontem entre o Sport e o Internacional. Em plena noite de São João, penso que os leoninos "pularam uma fogueira", pois se os colorados quisessem mesmo jogar, em clima de uma peleja decisiva, a situação poderia ter sido bem mais preocupante para nós rubro-negros.

Um aspecto, porém, foi absolutamente notório. A diferença entre qualidade e mediocridade, quando o assunto foi considerar a bola rolando, de pé em pé. Nesse conceito, os gaúchos dispensam comentários, pois possuem uma equipe de futebol formada, com todas as letras garrafais. Do nosso lado, um amontoado de jogadores, sem técnica e sem graça. Aliás, sem nada. Um time desfigurado, anódino, que apenas serviu de contraponto para o "treino coletivo" dos colorados. De qualquer jeito, um vexame.

Com quase 1/3 do primeiro turno do campeonato já jogado, pode-se dizer que essa amostragem do que é o time do Sport hoje é digna de preocupação. Longe daquela afirmação patética do Presidente, que após a perda do seu segundo campeonato regional, desafiou nossa inteligência com a soberba de que o mesmo time poderia ser "campeão brasileiro", o que se viu nesse confronto foi mesmo o cúmulo da mediocridade. Volantes improvisados de laterais e estes improvisados de meias-armadores dão o tom do improviso geral que tomou conta do clube. Desde sua direção até o banco de reservas da equipe profissional. É claro que no ambiente do improviso a qualidade é bem raro. Num ato de desespero total, houve um momento do jogo que se chegou e ter quatro atacantes, se assim poderemos denominá-los. Afinal, o que podem fazer esses %u201Cmortais%u201D se na ausência de autênticos armadores, a bola só chega quadrada lá na frente? Algo que o Inter provou e comprovou ontem, com a qualidade e a elegância das jogadas de Oscar e D''Alessandro. Nossos frágeis volantes e todo quarteto defensivo ainda "batem cabeça", perdidos e atordoados pelo "baile".

A crônica da morte anunciada parece ser alma gêmea do atual futebol do Sport, por mais que não queiramos e estejamos cientes da importância de - pelo menos - se manter vivo na primeira divisão. Por tudo que aconteceu até agora, quando se soma dois títulos perdidos no tecnicamente frágil campeonato pernambucano, comprova-se que o futebol do clube não foi e nem será prioridade. Nossa "visibilidade" na vitrine nacional está tão ou mais comprometida, do que as pífias campanhas da Copa do Brasil nesses dois anos de gestão Dubeux, quando um clube "ex-campeão" sofre até hoje a humilhação de ter sido eliminado por outros de terceira e quarta divisões. Com todo respeito que possam merecer.

Certos estavam os torcedores que colocaram nas suas faces um "certo nariz arredondado e vermelho", para demonstrarem sua indignação com tanta conversa fiada, sustentada por velhos e superados adágios: "vamos levantar a cabeça e ganhar o campeonato".  Afinal, depois de desafiar a inteligência da "nação rubro-negra", todos já começaram a perceber que o foco é outro e que "coelhinho de Páscoa" é conto da carochinha.  Ou seja, o retrato da mediocridade no futebol é pura conseqüência de tanta energia desperdiçada em cima de um projeto, que só nos serviu até agora para mostrar o quanto ele compromete mais de cem anos de um patrimônio invejável.

Ou mudamos o foco para reencontrar a qualidade no futebol, ou literalmente seremos encaminhados ao cadafalso. Pela perda em campo e pela inconseqüente e insana alienação patrimonial prometida com o entusiasmo dos algozes. Morte à vista, nos dois sentidos do termo.

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Libertadores
Vai, Boca!
postado em 26 de junho de 2012


LÚCIO RIBEIRO - FOLHA DE SÃO PAULO


Alguém vai ter que dizer isso em público. Então lá vai: "Perde, Timão". Obviamente, não sou corintiano. Muito pelo contrário, hehe. Então me deixa torcer contra, urubuzar, corvar (Xico Sá), trollar (verbo muito usado pela nova geração internética).

Há tempos querem acabar com a graça do futebol. Não tem mais bandeira, não tem batuque, não tem cerveja. E tem a Globo falando que o "Corinthians é Brasil na Libertadores", por mais que a gente saiba que não é, eles insistem. O Corinthians é Corinthians na Libertadores.

O vizinho de coluna Juca Kfouri publicou em seu blog um "novo censo" do país. O povo brasileiro está formado por 30 milhões de corintianos e 120 milhões de "argentinos". Se vira, Timão. A glória vai ser toda sua. O fracasso, também.

Há 12 anos, quando o mesmo Boca fez a final da Libertadores com o Palmeiras, os 30 milhões de fiéis eram "argentinos". Até camisa meio a meio foi confeccionada aos montes.

Hoje é normal corintiano dizer, na pressão absurda do título inédito e com a diretamente proporcional secação que sofrem, para os adversários irem se preocupar com os seus times. Bobagem.

Viva a sacanagem no trabalho, na escola, no e-mail, no SMS, no Twitter. É ela que move o futebol. Sou de São Paulo, mais ainda da zona leste, bairro do Corinthians. Muitos dos meus bons amigos são corintianos. Muitos dos meus primos também. O meu pai é corintiano. Entende que eu não desejo a morte de nenhum deles? Mas não me peça para ficar a favor ou mesmo neutro num jogo como esse.

Até pelos meus queridos acima, não seria a pior coisa do mundo se o Timão acabasse logo com esse sofrimento de Libertadores. Eles ficariam felizes e eu, por tabela, acho, sei lá, um pouco. Isso apesar de meu amigo Eduardo guardar até hoje uma faixa de campeão de 1986 da Inter de Limeira, quando o time do interior ganhou do Palmeiras. O Eduardo FOI ao jogo secar. Maldito.

Mas, para o futebol, o Corinthians ganhar o título seria mais uma piada a acabar. Que chato!

Assim que o Timão passou pelo Santos e se credenciou às finais, um dos "trending topics" do Twitter foi "São Caetano". Não que o Azulão tenha feito algo naquela noite nervosa de Libertadores e Copa do Brasil. Eram os rivais parabenizando os corintianos sobre o feito histórico alvinegro (101 anos) de ter se igualado ao São Caetano (22 anos) e chegado a uma final sul-americana. Era o que restava aos "anticorintianos" naquele momento.

O negócio é que corintianos e os "anti" estão juntos nesse jogo de amanhã. Não do mesmo lado. Mas que graça teria se estivessem?

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Artigos
Aviso prévio para o Sport
postado em 26 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, AVISO PRÉVIO PARA O SPORT


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na postagem de ontem falamos sobre o aviso prévio para o Clube Náutico, como um sinal de alerta sobre os caminhos que estão sendo traçados no Campeonato Brasileiro deste ano.

Hoje, vamos fazer o mesmo para o Sport Recife, após a sua terceira derrota consecutiva, que apesar de estarmos ainda na 6ª rodada da competição, a sua perfomance já causa preocupações com relação ao seu futuro.

Na verdade, nem como mandate a equipe rubro-negra oferece respeito aos adversários, e o último jogo contra o Internacional refletiu bem esse momento, quando o time gaúcho simplesmente não percebeu que tinha um rival em campo.

Foram seis jogos, 18 pontos disputados e apenas 5 ganhos, com um aproveitamento de 27,7%, que na verdade é muito pouco para quem objetiva continuar na divisão principal do Campeonato Brasileiro.

Com um ataque medíocre, com Jael sendo a solução, o clube, nas partidas realizadas, marcou apenas 4 gols, com uma média de 0,66 por jogo, e teve uma contrapartida de 7 gols em suas redes, com uma média de 1,1.

São números que caracterizam um início de campanha pequeno, e que não vem criando nenhuma perspectiva para uma possível melhora, pois ao que assistimos no campo de jogo retrata tal afirmativa.

O Sport é um produto da falta de planejamento, assim como o Náutico. Não consegue firmar uma linha de trabalho, imperando o amadorismo, mesmo contratando um executivo profissional que até hoje não justificou os salários recebidos.

O clube, nos últimos anos, tem promovido uma série de equívocos, principalmente na atual gestão, cuja única conquista no futebol foi o acesso à primeira divisão, realizada aos trancos e barrancos.

Na verdade, os erros cometidos foram muito maiores do que os acertos, inclusive o maior - a manutenção do técnico Mazola, substituido por um outro da mesma qualidade, Mancini, que pelas invenções promovidas quando da escala do time, certamente o levará Ã  rua da amargura.

Foram seis rodadas que já traçaram um perfil dos disputantes, e se existe alguém pensando que Palmeiras, Corinthians e Santos, que hoje estão na zona de rebaixamento irão ser degolados, podem tirar o cavalo da chuva, já que os 12 maiores têm cadeira cativa no sistema.

Assim, pelo que estamos acompamhando, temos a percepção de que dois clubes do Nordeste estarão entre os rebaixados, entre os três disputantes, e se os nossos não tomarem a iniciativa de melhora, certamente sofrerão uma queda fatal no final da competição.

Que o sinal amarelo seja ligado, e que os amadores conversem com profissionais do assunto, e troquem ideias melhores para que o clube não chegue no final do ano no fundo do poço.

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Brasileiro Série A
Sport dança na Ilha
postado em 25 de junho de 2012

Claudemir Gomes

A vitória do Internacional - 2x0 - sobre o Sport, ontem à noite, na Ilha do Retiro, era por demais previsível, em virtude da distancia técnica que separa os dois times. A única coisa imprevisível era o placar, que diante do domínio dos colorados, saiu de bom tamanho para os leoninos. Em determinados momentos do jogo a torcida rubro-negra ensaiou vaias e gritos de olé, protestando contra a fragilidade do time comandado por Vágner Mancini.

A saída em massa, dos torcedores do estádio, antes de o jogo terminar, foi outra demonstração de insatisfação pela futebol de Série B que o rubro-negro pernambucano vem exibindo na Série A. O Internacional sobrou em campo por conta da harmonia do conjunto e pela qualidade técnica.

Os comandados de Dorival Júnior não tiveram dificuldade de envolver o Sport que perdeu, como era previsto, o duelo no meio de campo e se mostrou bastante vulnerável no setor defensivo. A irritação do torcedor se justifica pela forma pacífica como o Sport aceitou o Internacional ditar o ritmo do jogo.

A derrota não pode ser encarada como sinal de alerta. Foi um atestado da limitação de um grupo reconhecida pelos próprios jogadores. Por sorte o Inter não estava com fome de gols.

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Artigos
O Brasil é penta
postado em 25 de junho de 2012


EDGARD ALVES - FOLHA DE SÃO PAULO


YANE MARQUES, uma estudante de educação física de 28 anos, 53 kg e 1,66 m é, sem dúvida, uma das mais destacadas estrelas da delegação que representará o Brasil na Olimpíada de Londres, no mês que vem.

Pouca coisa se tem dito sobre ela, embora isso seja até compreensível. Afinal, quem já assistiu a uma prova de pentatlo moderno, mesmo pela TV?

Yane é especialista da modalidade, que foi introduzida nos Jogos há um século, em Estocolmo, mas é ainda pouco praticada e conhecida no Brasil. Só homens competiam na Olimpíada; as mulheres foram incluídas em Sydney-2000.

Na verdade, consiste num conjunto de provas (esgrima, natação, hipismo e evento combinado de tiro e corrida), todas disputadas num único dia. Exige, no mínimo, técnicas variadas, concentração, controle emocional, habilidade, precisão, força, velocidade e resistência. E, na prova hípica, a atleta tem o desafio de montar um cavalo desconhecido, que recebe por sorteio.

Como se vê, esse esporte em si já serve como um cartão diferenciado na apresentação dessa atleta nascida no agreste pernambucano, em Afogados da Ingazeira, a cerca de 375 km do Recife, para onde ela foi aos 11 anos e lá iniciou a carreira como nadadora do Clube Náutico Capibaribe.

Para o esporte de alto rendimento, despontou há seis anos. E evoluiu rápido, conseguindo cravar seu nome entre as dez mais da modalidade do mundo. Hoje, ela ocupa o sexto lugar no ranking da União Internacional de Pentatlo Moderno.

Após o ouro no Pan do Rio-2007, terminou em 18ª na Olimpíada de Pequim-2008, mas ganhou experiência. Tanto que, no ano passado, mesmo com a prata no Pan do México, atingiu a terceira colocação no ranking mundial, a melhor posição já alcançada por uma atleta sul-americana. Na final da Copa do Mundo, no mês passado, na chinesa Chengdu, ela arrebatou a medalha de bronze, enfrentando 35 rivais que lá estavam respaldadas por suas performances nas quatro etapas do evento, disputadas em Charlotte (EUA), Rio de Janeiro, Rostov (Rússia) e Budapeste (Hungria).

O resultado na China a coloca como candidata ao pódio na Olimpíada? "Vejo a medalha como algo possível", diz. As estrelas do pentatlo estão mais concentradas na Europa, casos, entre outros, da lituana Laura Asadauskaite, da inglesa Heater Fell, prata em Pequim-2008, e da atual campeã olímpica, a alemã Lena Schöneborn.

Um aspecto curioso da modalidade são as surpresas, como quedas de cavalos desconhecidos, que derrubam até favoritos.

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