JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Ao
lermos, no dia de ontem, as notÃcias dos jornais do Rio e São Paulo, nos
deparamos com uma matéria sobre a compra de um prédio para instalar a sede e o
museu da CBF.
Nada demais se não fosse o valor da aquisição, ou seja, R$ 70 milhões, que serão desovados dos cofres da entidade, para que Marin e seus áulicos possam desfrutar de um novo equipamento para instalar uma entidade que poderia muito bem estar localizada no Bangu 1.
Sabemos que é necessário um pouso para a CBF, já que pagamentos de aluguéis oneram os seus custos, mas para tudo tem um limite, e o valor ultrapassou totalmente a racionalidade quando a entidade acertou a compra de um prédio na Barra da Tijuca, na zona Oeste do Rio de Janeiro, para onde pretende se transferir no máximo em um ano.
Como sempre por esperteza ou pela idiotice da megalomania que toma conta de muita gente em nosso paÃs, o prédio escolhido tem uma construção horizontal com o selo verde, emitido pelo Green Building Council, para empreendimentos que se enquadram nas práticas de sustentabilidade - são erguidos com material de baixo impacto para o meio ambiente e tem uso racional de água e energia entre outros itens.
O mais grave não é a aquisição dessa sede, e sim o que fazer de um terreno comprado na ¨brilhante¨ gestão de Teixeira em 2009, na mesma região por R$ 26 milhões, onde seriam construidas a sede e o Centro de Treinamento, desde que ao serem feitas as análises do solo, foi demonstrado uma má qualidade e impróprio para construções.
Quem vai pagar por esse prejuÃzo?
O futebol brasileiro não necessita de palácios de ouro, e sim de um trabalho sério em toda a sua estrutura, e principalmente que seja entregue a pessoas com bom passado e que possa então traçar os seus novos caminhos.
Setenta milhões para uma sede e um museu são demais para a nossa inteligência.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








