JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO -blogdejj.esporteblog.com.br
TÃnhamos solicitado a um antigo companheiro do
basquetebol, residente em Porto Alegre, algumas informações a respeito da arena
do Grêmio, cuja inauguração está prevista para o final desse ano.
Recebemos, no dia de ontem, todos os detalhes sobre o projeto e que, segundo ele, foi debatido amplamente entre os sócios do clube, e todos os dados expostos no seu site oficial.
Uma situação totalmente diferente do que aconteceu com o Sport Club do Recife, onde o debate foi realizado em torno de um projeto que não existia, e cujos detalhes continuam guardados a sete chaves.
Um bem transparente, no caso do Grêmio, outro bem secreto, no caso do rubro-negro pernambucano. Como o material é vasto, escolhemos alguns pontos importantes para a discussão do assunto, o que vamos fazer em duas postagens.
O ponto de partida que levou ao clube gaúcho decidir pela construção de um novo estádio, estava relacionado à s propostas recebidas por esse no ano de 2006, de várias empresas que gostariam de ocupar espaços comerciais no Estádio OlÃmpico.
A partir disso, foram iniciados estudos para e elaboração de um Plano Diretor Patrimonial. Como era ano da Copa do Mundo, foram visitadas as novas arenas da Alemanha, e chegaram à conclusão que seria mais viável para o clube a construção de uma arena multiuso do que a reforma do seu antigo Estádio.
Para ratificar essa tese, o Grêmio contratou a Amsterdam Arena Advisory, da Holanda, um estudo de pré-viabilidade para a construção de um novo estádio. A análise compreendeu, também, o estudo para a reforma do OlÃmpico, que foi considerada desaconselhável. Esse estudo ainda apoiou ainda a definição da modelagem do negócio, bem como as especificações técnicas da arena.
Que os nossos amigos visitantes e, em especial os rubro-negros, façam uma análise comparativa entre as ações dos gaúchos com a dos pernambucanos, a partir inclusive da contratação da empresa para elaborar o estudo de viabilidade. Uma séria (Amsterdam), e uma outra com problemas bem graves (Plurisports). Dois caminhos bem diferentes.
Depois da definição pela construção de uma nova arena, foram definidos os seus conceitos e, por conta disso, o projeto arquitetônico foi elaborado por arquitetos europeus familiarizados com o que de mais moderno existia no mundo, e que tivesse um padrão de segurança e conforto acima da média, atendendo inclusive todos os itens dos cadernos de encargos da Fifa.
Em 2007, o clube oficializou uma carta-convite para empresas interessadas em investir na parceria de construção do novo estádio. As diretrizes do básico do projeto foram as indicadas pelo estudo da Amsterdam. Apresentaram-se diversos investidores interessados e, em março de 2008, ocorreu a seleção final indicando como vencedora a proposta da construtora OAS Ltda, os respectivos projetos e plano de negócios.
A proposta vencedora contemplou a construção de estádio novo, na modalidade Arena, no Bairro de Humaitá. Tudo proposto pela administração do clube e aprovado pelo Conselho Deliberativo. Então houve a concorrência e as diretrizes básicas foram fixadas pelo Gremio, com base no laudo da AAA.
Certamente os nossos visitantes estão observando que tudo foi feito com total transparência e em longo prazo. Edital de convocação para empresas apresentarem as suas propostas, dentro dos principios das licitações.
No Sport nada disso aconteceu, e o plano da Pluri era uma cópia do Palmeiras, e não existia nenhum investidor, desde que não houve convite para tal.
No dia de amanhã continuaremos mostrando os procedimentos do Grêmio, para que todos possam fazer com isenção um bom julgamento.
Esse certamente será um debate da transparência contra o protocolo secreto.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







