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Uma proposta indecente
postado em 05 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UMA PROPOSTA INDECENTE


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A Câmara de Deputados está tentando conseguir uma solução para tirar os times do futebol brasileiro da falência. Como sempre esse segmento esportivo é tratado de maneira diferenciada.

Criaram a Timemania, que foi um fiasco, e no lugar de procurarem uma solução que ensejasse a obrigação de todos pagarem os seus débitos, com um longo parcelamento e um desconto de um percentual todos os meses de suas receitas, os senhores deputados desse belo país querem criar as apostas online para a quitação das dívidas contraídas de maneira irresponsável pelos cartolas que levaram os seus clubes a tal situação.

Certamente deve existir algum lobby de algum Carlinhos Cachoeira da vida, para que o sistema seja implantado, e que certamente será a última pá de terra em um esporte cada vez mais desmoralizado, quando apostas em jogos demandará sem dúvida na manipulação de resultados.

A corrupção em nosso país é sistemática, e tomou conta de uma grande parte da sociedade, e também de uma outra parte que finge que nada acontece e fecha os olhos para o seu entorno.

Precisamos sim que a recuperação dos clubes seja procedida, mas não dessa maneira, pois a dívidas foram contraídas por dirigentes que nunca observaram que estavam gastando mais do que as suas receitas, adquirindo as dívidas que assustaram o país.

Precisamos acabar com esse conceito de que o futebol deve ser tratado de modo diferenciado, visto que ofende o sentimento da sociedade trabalhadora e dos empresários que pagam os seus impostos e que não recebem as benesses do governo. Pelo contrário, se atrasarem enfrentarão um pelotão de fuzilamento.

Exemplos com a Itália e Turquia, bem recentes, mostram os perigos das apostas, apesar de todas as fiscalizações. O caso Edilson Pereira de Carvalho ainda está em nossa mente, e que demonstrou a fragilidade do sistema.

Vamos fazer um grande Refis, mas primeiro obrigar a todos os clubes se transformarem em empresas para que os seus dirigentes sejam responsabilizados por tudo de errado em suas finanças, mas criar uma loteria on-line realmente é o que podemos chamar de uma proposta indecente.

O Brasil realmente não toma jeito.

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Seleção Brasileira
Derrota coletiva
postado em 04 de junho de 2012

Claudemir Gomes

Sofrer um gol de cavadinha, numa bola cuja intenção clara era de cruzamento, é pura Maldição de Montezuma, imperador asteca que rogou todo tipo de praga contra os invasores. Como o estádio de Dallas estava quase todo tomado por mexicanos, a Seleção Brasileira parecia um visitante, que não foi bem recebido. Com uma forte marcação, o selecionado mexicano neutralizou os homens de criação - Neymar e Oscar - fato que deixou o time de Mano Menezes previsível, incapaz até de manobras simples como virada de jogo.

O primeiro gol foi mal assombrado, e o pênalti que deu origem ao segundo foi produto do desespero, pois o atacante estava de costas para o gol. Enfim, nada a contestar sobre a vitória mexicana por 2x0. A derrota também não é motivo para execrar os olímpicos. A meninada tem muito a aprender, principalmente em relação a equilíbrio emocional. Neymar é craque indiscutível e absoluto em qualquer time ou seleção. Naturalmente que será sempre um dos mais caçados em campo. Em jogos de seleção ninguém alivia, ou presta reverência.

Nos Jogos de Londres certamente terá sempre dois ou três marcadores no seu encalço. Detalhe: com a mesma idade e saúde. O que a seleção precisa é não ser tão dependente de suas jogadas. A partir do momento que ele atrai vários marcadores, sobra espaço para seus companheiros. O torcedor, e também os analistas, gostam de nominar derrotas. O resultado de ontem foi produto de uma falha coletiva, e que sirva de alerta. 

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Denúncia
Teixeira recebeu do presidente do Barça
postado em 04 de junho de 2012


FILIPE COUTINHO e LEANDRO COLON - FOLHA DE SÃO PAULO


O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira recebeu R$ 705 mil dos sócios da Ailanto Marketing, empresa acusada de desviar dinheiro público do amistoso da seleção contra Portugal, em 2008. É o que mostram documentos inéditos em mãos do Ministério Público do Distrito Federal aos quais a Folha teve acesso.

A história começa em julho de 2008. No dia 2 daquele mês, Sandro Rossell, atual presidente do Barcelona, amigo de Teixeira, assumiu o controle da Ailanto juntamente com Vanessa Precht. Promotores suspeitam que a empresa é de fachada, montada só para realizar o jogo.

Na mesma época, o dirigente do Barcelona fez dois repasses de dinheiro a Teixeira -em 20 de junho e 4 de julho. Foram registrados como empréstimo em um valor de R$ 500 mil. Pelo menos até 2010, segundo o Imposto de Renda de 2011 de Rossell, o dinheiro não foi devolvido.

Logo depois do repasse a Teixeira, a Ailanto foi contratada, sem licitação, pelo governo distrital para organizar o amistoso da seleção no final daquele ano. Para isso, utilizou R$ 9 milhões em recursos do Distrito Federal.

No ano seguinte, em março, a outra sócia da Ailanto, Vanessa Precht, assinou contrato de arrendamento de uma fazenda de Teixeira. Ele deveria receber R$ 600 mil.

Novos documentos obtidos pela Folha -incluindo sete cheques nominais dela para Teixeira -mostram como parte do dinheiro foi pago.

Segundo o Imposto de Renda de Vanessa, ela deu ao ex-cartola da CBF R$ 90 mil em 2009 e R$ 115 mil em 2010.

Cada cheque dela para Teixeira tinha valor de R$ 10 mil, o mesmo que recebia de salário líquido da Ailanto. Todos esses documentos só puderam ser obtidos por conta de um inquérito policial de 2010.

A investigação mostrou que não houve planilha de custo para justificar toda a verba pública à Ailanto.

A polícia encontrou indícios de superfaturamento em despesas do jogo, como transporte aéreo e hospedagem. A empresa informou ter gasto R$ 1,2 milhão com o avião fretado da seleção portuguesa, mas o recibo obtido pela polícia é de R$ 650 mil, segundo revelou o inquérito.

A Ailanto ainda é acusada de desviar R$ 1,1 milhão em gastos não executados pela empresa. Diversos itens declarados como despesa foram cobertos pela bilheteria.

Com essas provas, em 2011, a polícia realizou busca e apreensão nos escritórios da empresa, no Rio. Foi quando encontrou as provas de pagamentos para Teixeira.

Ao mesmo tempo, começaram a surgir indícios da ligação do ex-dirigente com a Ailanto. O envolvimento de Teixeira ficou ainda mais claro no início deste ano com a publicação de contratos e pagamentos feitos ao cartola.

Pressionado no Brasil e acuado também pelo caso de corrupção Fifa/ISL, na Suíça, Teixeira renunciou à presidência da CBF em março passado alegando problemas de saúde. Vive em Miami agora.

O ex-governador do DF José Roberto Arruda, responsável pela contratação da Ailanto, já estava afastado desde 2010 por outros casos de corrupção. Até agora, o Ministério Público do DF constatou que a Ailanto foi contratada sem licitação, "agiu com ânimo fraudulento" e não pagou todas as despesas acordadas.

A empresa já é ré em ação de improbidade para devolver os R$ 9 milhões dados pelo governo do DF. E promotores analisam os documentos apreendidos para decidir se moverão uma ação criminal.

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Artigos
Transparência ou protocolo secreto - Final
postado em 04 de junho de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, TRANSPARÊNCIA OU PROTOCOLO SECRETO? FINAL


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Na postagem de ontem mostramos os caminhos adotados pelo Grêmio na contratação do projeto de sua arena, numa demonstração que foi um processo de uma ampla maturação.

O clube gaúcho exigiu uma cláusula no contrato que prevê que, ao final de 20 anos, quando esse receberá a propriedade plena, concomitante à extinção do direito de superfície, a arena terá de ser entregue em estado perfeito. Um ano antes da expiração de tal prazo, a OAS deverá encomendar a realização de um laudo de avaliação das suas condições para apresentar ao clube, que indicará as medidas a serem tomadas para deixar as instalações em perfeito uso.

Observamos que o prazo da extinção do direito de superfície é de 20 anos, enquanto o do Sport está previsto para 30 anos, e não sabemos se existe um cláusula como essa.

A capacidade da arena é para 60.540 espectadores (cadeiras 100% cobertas), distribuídas em 4 anéis. Ressaltamos que essa contempla uma geral para 5.114 pessoas, com preços mais econômicos.

O Grêmio contará com 19.160 m² de uso exclusivo, compreendendo vagas de estacionamento (314), vestiários, sala de entrevista, área de 2.000 m² para loja e memorial, e 3.900 m² para uso do quadro social, ouvidoria e administração do clube.

Os recursos para as obras vieram do capital próprio da OAS (55%) e os 45% restantes foram financiados. A empresa colocou o dinheiro na frente, e irá se ressarcir, posteriormente em vários anos, nos empreendimentos do Humaitá e da Azenha. 

O prazo do financiamento foi de 10 anos, e o pagamento será em de 7 anos e meio.

Os valores a serem recebidos pelo Grêmio também foram estipulados, sendo que no primeiro período (o do financiamento) R$ 7 milhões/ano, mais 65% do Lucro Líquido Ajustado, e segundo periodo (pós-financiamento): R$ 14 milhões/ano, mais 65% do Lucro Líquido Ajustado. O preço fixo será reajustado.

Ficou bem evidenciado que não existe nenhuma relação direta entre o complexo arena e o futebol. As verbas diretas, como  venda de jogadores, propaganda na camisa, e ainda as chamadas receitas de marketing e o quadro social, serão receitas do Grêmio sem nenhuma participação da OAS.

Do outro lado, as receitas de bilheteria, bares, restaurante, naming rigths, locação de cadeiras, locação de camarotes, serão arrecadados pela empresa gestora. Essa arcará com todos os custos e despesas da arena, e os pagamentos realizados ao clube conforme o percentual estimado (65%) serão sobre a  arrecadação líquida.

Como já demonstramos o prazo da parceria será de 20 anos, mediante o regime de direito de superfície, com uma série de cláusulas que dão ao Grêmio a có-gestão, com poder de veto sobre as questões essenciais.

A responsabilidade pela manutenção da arena, por todos os custos e despesas ordinárias de jogos e eventos, será da empresa gestora, conforme um plano de negócio elaborado pela OAS e pelo Banco Santander.

Finalmente o Grêmio será o proprietário do terreno (solo). Vigorará o direito de superfície e, além disso, terá resguardado o exercício de direitos de proprietário da arena. Foi contratado um seguro de ¨perfomance Bond¨, que garantiu a execução da obra.

Não vamos comentar tais dispositivos, apenas perguntar aos associados do Sport se eles sabem de alguma cláusula do que foi previsto para o seu projeto imobiliário.

Certamente a transparência ganha do protocolo secreto.

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Seleção Brasileira
Domingo dos olímpicos
postado em 03 de junho de 2012

Claudemir Gomes

Bastaram dois jogos, duas vitórias convincentes contra Dinamarca - 3x1 - e Estados Unidos - 4x1 - para o torcedor brasileiro se encantar com o time olímpico que está sendo montado por Mano Menezes. Coisa do futebol. E é maravilhoso aguardar uma tarde de domingo esperançoso de assistir mais uma boa exibição da Seleção Brasileira. Se possível, com gols em profusão.

Não podemos afirmar a equipe que está sendo preparada para disputar as Olimpíadas de Londres está redondinha do goleiro ao ponta esquerda. Seria exagero da nossa parte, até porque é preciso avaliar bem quem será o titular da lateral direita, corrigir o posicionamento da defesa, que nas bolas altas bate cabeça constantemente, e buscar a formação ideal para o ataque. O técnico sempre encontra lugar para o craque no seu time. Portanto, é desnecessário ficar fazendo elucubrações sobre quem será o titular: Oscar ou Paulo Henrique Ganso. No meu time jogam os dois. Creio que no do Mano também. O ruim é quando o treinador não dispõe de qualidade. Neymar e Huck impressionaram pela consciência coletiva com que atuaram contra os Estados Unidos.

O México será mais um bom teste para a nossa seleção olímpica. Uma nova vitória aumentará a autoconfiança dos garotos, que apesar de serem jovens, têm uma bagagem invejável. Não é por um acaso que estão nos brindando com um bom futebol. E o Brasil voltou a sonhar com o inédito ouro olímpico.

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