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Um saco de gatos
postado em 11 de maio de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM SACO DE GATOS


José Joaquim Pinto de Azevedo - blogdejj.esporteblog.com.br


Há muito que estamos escrevendo sobre as posturas dos novos cartolas brasileiros, que aos poucos vão perdendo o comando para os seus profissionais.

Casos e mais casos são vistos no Brasil afora, onde treinadores e atletas estão sobrepujando as bandeiras de seus clubes. Eles mandam e os dirigentes obedecem.

Na última quinta-feira tivemos a oportunidade de assistirmos no pós-jogo Palneiras e Paraná a uma situação inusitada, ou melhor, totalmente bizarra.

Quando pensávamos que a goleada de 4 a 0 que o alvi-verde de São Paulo aplicou no time paranaense pela Copa do Brasil seria divulgada nas primeiras páginas dos veículos de mídia, o treinador Luiz Felipe Scolari perdeu a paciência e avacalhou a diretoria do seu clube e assim ganhou as manchetes.

Por conta das contratações solicitadas e não atendidas, o técnico certamente cansado das pressões internas e das cobranças dos torcedores, quando o acusam pela atual situação que o clube atravessa, exigiu em uma linguagem dura e fora dos padrões, que os diretores dessem as caras e falassem a verdade àqueles que vêm criticando o time no seu dia a dia.

¨Se não tem dinheiro, precisa pescar alguma coisa. Agora depois não venham passar para a torcida que eu passei os nomes que estão chegando. Precisam assumir essa m....¨, esbravejou Scolari.

Continuando com a sua revolta, o treinador declarou ainda:¨O que quero passar ao meu torcedor é que se não dá de um jeito, vamos para outro. Ou então vamos aceitar a crítica que não contratamos o Pelé, o Robinho, o Pato ou o Ganso. É assumir a realidade se não tem dinheiro para um apartamento, vamos ver uma casinha¨.

O Palmeiras é sem dúvida uma grande bandeira, mas a política interna vem destruíndo o clube. Tem mais alas do que escolas de samba, que se digladiam com uma voracidade leonina, sem tomarem o conhecimento da realidade, que é latente e representada pelo seu apequenamento. Há anos nada conquista, e as dificuldades aumentam no seu dia a dia.

Hoje temos uma diretoria passiva e leniente, que vive como equilibrista no arame para contemporizar com as cobranças dos passistas das diversas alas, e quem vem sofrendo certamente é o clube que está perdendo o respeito perante o segmento esportivo.

Em qualquer outro lugar civilizado e com postura, o treinador estaria demitido por justa causa, por conta das declarações, mas certamente nada acontecerá e tudo continuará como dantes.

Que o digam o palmeirense Aldo Rebelo e o belga Jérôme Valcke.

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Mudanças
Os ciclos do futebol pernambucano
postado em 10 de maio de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS CICLOS DO FUTEBOL PERNAMBUCANO


José Joaquim Pinto de Azevedo - blogdejj.esporteblog.com.br


O que falta ao nosso futebol é um estudo aprofundado sobre os ciclos de vida dos chamados grandes clubes. Talvez se isso tivesse acontecido poderíamos estar em situação totalmente diferenciada como a atual.

Vamos aproveitar o mote dado pelo jornalista Claudemir Gomes, em seu excelente artigo ¨Os Ciclos Devastadores¨, e iremos ampliar a análise para os demais clubes da capital.

A partir de 1950, quando o futebol estadual começou a consolidar-se profissionalmente, tivemos alguns ciclos no tocante às conquistas dos clubes. Devemos ressaltar que o campeonato estadual era, e apesar dos anos continua sendo, como a grande referência aos torcedores, e as conquistas agregavam novos seguidores, principalmente na geração a partir dos 10 anos.

Tomamos por base o ano de 1968, que foi o da conquista do Clube Náutico do Hexa-Campeonato, onde realmente os ciclos começaram a aparecer, e com isso a evolução e a involução dos clubes ficaram patenteadas.

De 1968 até 2011 são 43 anos (não contamos com 2012, já que a competição ainda não terminou), e nesse período o Sport Recife conquistou 20 títulos, o Santa Cruz 16 e o Náutico apenas 7.

Se distribuirmos por ciclos, verificamos que a partir da data base (1968), o Sport consolidou-se totalmente nas décadas de 90 e 2000, onde somou 14 títulos dos 20 conquistados. O Santa Cruz teve, até os anos 80, uma boa perfomance, conquistando 12 campeonatos dos 16 disputados.

O tricolor passou um período de 10 anos (entre 1995 a 2005) para uma conquista, e depois mais 06 anos (entre 2005 e 2011). Foram, portanto, 02 títulos em 16 anos. Para o Clube Náutico, o ciclo foi mais doloroso. Foram 44 anos para conquistar apenas 07 títulos. De 1968 a 1974 foram 06 anos (1), de 1974 a 1984 foram mais dez anos (1), de 1985 (1) a 1989 (1) o ciclo foi de 04 anos. A década de 90 foi mais trágica sem nenhuma conquista, e a de 2000 com 3 (2001, 2002 e 2004).

Esses ciclos, se tivessem sido acompanhados, certamente não estaríamos na situação atual. O clube alvirrubro adormeceu com o Hexa e não se estruturou para o futuro. Na ocasião, o clube vivia sob as benesses da elite de Pernambuco, com dirigentes financiando-o. O sistema mudou e faltou na ocasião um trabalho para planejar o futuro.

O mesmo aconteceu com o Santa Cruz, onde em determinados momentos viveu sob a ajuda de alguns endinheirados e também não tiveram a capacidade de analisar o futuro. O Sport foi o único a vislumbrar um novo futebol que se iniciou a partir dos anos 90 e se preparou para tal, consolidando-se, embora tenha se desviado de rumo em alguns momentos, sendo que o atual é um bom exemplo de tal descaminho.

Os ciclos nas conquistas de títilos influenciaram na redução das demandas daqueles que pouco ganharam, assim como nas suas receitas, pois com menos sócios, menos visibilidade, os patrocínios diminuíram e acarretaram os seus grandes endividamentos para sobrevivência.

Qualquer década perdida representa uma linha nas curvas ascendentes ou descendentes, acontecendo em nosso futebol. 

São dados importantes e que poderiam servir de mote para um grande debate que possa objetivar os novos caminhos a serem tomados.

Na verdade, precisamos reformular.

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Seleção Brasileira
Diárias serão pagas em Real
postado em 10 de maio de 2012
SÉRGIO RANGEL - FOLHA DE SÃO PAULO
 

Em tempo de moeda forte, os jogadores da seleção vão começar a receber as diárias em real. A partir do próximo amistoso, a CBF pagará R$ 250 por dia a atletas e integrantes da comissão técnica.

Até o último jogo, a entidade desembolsava o valor da diária em dólares. Por dia, cada atleta recebia US$ 100 (aproximadamente R$ 196)

As diárias são pagas pela CBF desde o dia da apresentação da equipe até o dia seguinte ao último amistoso.

A partir do dia 26, a seleção fará quatro jogos -um na Alemanha e três nos EUA.

A delegação deverá ficar junta por cerca de 20 dias. Ao final desse período, cada integrante terá recebido quase R$ 5 mil em diárias.

Já a premiação permanece com os valores congelados em dólar. Em caso de vitória em amistosos, os jogadores vão continuar recebendo US$ 3 mil (R$ 5.880). O empate vale US$ 1.500 (R$ 2.940). Se o time sair derrotado do amistoso, a CBF não gasta nada.

As diárias e premiações são depositadas na conta bancária de cada integrante da delegação desde a última Copa das Confederações, disputada na África do Sul, em 2009.

Ate então, os atletas recebiam o dinheiro no vestiário, após os jogos. A premiação já foi paga até em aviões.

Embora tenha decidido pagar as diárias dos jogadores em reais, a confederação não usa a moeda nacional como referência para firmar os seus contratos de patrocínio.

Quase todos os acordos são fixados pela moeda americana -as empresas pagam em real o valor do dólar no vencimento das contas.

Em virtude das constantes quedas do dólar, a confederação negociou seu último grande contrato (Itaú) em euros. O banco paga anualmente 1 15 milhões (cerca de R$ 38 milhões) à entidade.

No ano passado, a CBF fechou com lucro de R$ 73 milhões. A Nike é a principal parceira. Em 2011, a empresa pagou R$ 59 milhões aos cofres da entidade.

O primeiro jogo da seleção com as diárias em real será contra a Dinamarca, dia 26, em Hamburgo. Amanhã, Mano Menezes anuncia a lista de jogadores para os próximos quatro amistosos.

Ontem, o técnico Mano Menezes se reuniu com Andres Sanchez, diretor do departamento de seleções, para tratar dos detalhes da preparação da equipe. Da Alemanha, o time vai direto para os EUA, onde faz três partidas.

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Náutico
Ciclos devastadores
postado em 09 de maio de 2012

Claudemir Gomes

Alguns amigos não entenderam quando, antes de a bola rolar no Pernambucano, eu disse que, bom seria se o Náutico fosse o campeão de 2012. Desde a conquista do hexa, em 1968, o clube dos Aflitos passa por ciclos sazonais que estão corroendo sua estrutura por conta da ausência de títulos.

Nos últimos 44 anos o Náutico levantou apenas sete títulos domésticos contra 16 do Santa Cruz e 20 do Sport (o deste ano ainda está em disputa). O primeiro grande período de estiagem foi entre 1974 e 1984 - nove anos sem títulos. O segundo foi de 1989 a 2001 quando os alvirrubros amargaram um jejum de 11 anos sem conquistas. Agora, o terceiro ciclo que começou em 2005, soma 8 anos. Levando-se em conta que, o torcedor começa a ser formado a partir dos dez anos, o que se forma antes disso é por indução da família, o Náutico desperdiçou três gerações.

Para um clube que não tem no seu currículo nenhuma conquista nacional, o título estadual é fundamental para a sua manutenção e crescimento. O futebol pernambucano é alicerçado em três pilares: Náutico, Sport e Santa Cruz. O desequilíbrio pode vir a ser desastroso, não apenas para a agremiação aristocrática, mas para o futebol estadual, que no futuro, caso não se ponha um ponto final nestes ciclos, terá que se adaptar a uma nova realidade: a de apenas dois grandes clubes na Capital.

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Artigos
Tudo é relativo
postado em 09 de maio de 2012

RODRIGO BUENO - Folha de São Paulo


EINSTEIN, ao que parece, descobriu que tudo é relativo. Mas não é preciso ser um gênio para relativizar as coisas do futebol. A final da Liga Europa pode ser um épico acontecimento ou um triste choque de realidade. Depende de como clubes, torcedores e críticos a enxergam.

A final entre Atlético e Athletic pinta para alguns como uma grande (?*) vitória do futebol espanhol, aquele cujo terceiro colocado está 29 pontos atrás do vice Barcelona, aquele cujo quinto colocado, esse Atlético, está distante 44 pontos do rival Real, que deve terminar a Liga com incríveis (?!) cem pontos, praticamente o dobro do mediano Athletic (49 pontos, 49 gols pró, 49 gols contra).

Desde a temporada 2004/2005, só uma equipe fora Barça e Real conseguiu acabar no G2 do Espanhol: o Villarreal-2008, incomum vice. O Málaga, após dois anos de injeções de dinheiro do xeque Abdullah ben Nasser Al Thani, conseguirá (quase certamente) uma vaga na Copa dos Campeões e "só" (tudo é relativo).

Apenas quando os dois gigantes gatos da Espanha não estão por perto (ou estão com atenções voltadas para outro lado) é que os ratinhos do país campeão mundial podem fazer alguma festa. O clássico (?#) Atlético x Real virou a maior barbada do século, e o copeiro Athletic (23 títulos da Copa do Rei) não ganha a copa nacional desde 1984 (depois disso, chegou a só duas finais).

Os colchoneros têm em seu elenco vários jogadores, como Antonio López, Domínguez, Paulo Assunção, Perea e Salvio, que já venceram a Liga Europa há dois anos. Nenhum deles é craque, são apenas bons jogadores que encontram brilho num torneio secundário. O ex-santista Diego integra esse time: levou o Werder Bremen à final da Copa da Uefa em 2009 e agora é rei das assistências (6) na Liga Europa. A Champions League é uma outra realidade para todos esses.

Ou "Loco" Bielsa ou "Cholo" Simeone conquistará a Europa (B... tudo é relativo) em sua primeira temporada à frente do atual time. Algo que André-Villas Boas (o novo Mourinho que já quebrou a cara) conseguiu ano passado com o Porto, numa final com o Braga, que não fez do Português a melhor liga do universo. É verdade que Felipão e "Luxe" fracassaram na rica elite da Europa, e é verdade que os técnicos argentinos triunfam bem mais que os brasileiros no velho continente (Luis Carniglia e Helenio Herrera ganharam a Copa dos Campeões com Real e Inter, respectivamente, e Di Stéfano faturou a Recopa com o Valencia).

Relativizar é uma maravilha. Ou o contrário.

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