Histórico
Santa Cruz
Festa no Arruda
postado em 20 de maio de 2012

Claudemir Gomes

Os tricolores ainda brindam à conquista do bicampeonato estadual a exaustão. Desde sexta-feira que acontecem carreatas em várias cidades do Interior. Não é por acaso que a torcida do Santa Cruz é considerada uma das maiores do Estado. No Recife, ao invés de um desfile pelas principais ruas da cidade, a diretoria do Clube do Arruda optou por promover um jogo festivo de entrega de faixas. O adversário será o CSA de Alagoas.

O encontro tem uma única finalidade: criar uma receita extra para alimentar o caixa do Tricolor. A conquista de qualquer título tem um alto custo financeiro. As despesas triplicam e são necessários alguns aportes para se encarar novos desafios sem a corda no pescoço. O presidente, Antônio Luís Neto, aposta na fidelidade do torcedor coral para conseguir uma boa arrecadação. Dentro das suas projeções, a permanência do artilheiro Dênis Marques no Santa Cruz será bancada pela torcida, cuja presença em campo é tida como exemplo em todos o território nacional.

O amistoso não servirá para o técnico Zé Teodoro fazer avaliações, este trabalho será iniciado amanhã, quando serão iniciados os treinos visando à estréia na Série C, na próxima semana. O domingo será dedicado a complementação de uma festa que se iniciou há oito dias, na Ilha do Retiro, e que será finalizada com a colocação da faixa de bicampeão no peito, uma alegria que o Santinha não sentia há 25 anos.

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Brasileiro Série A
Uma luta de classe
postado em 20 de maio de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, CAMPEONATO BRASILEIRO É UMA LUTA DE CLASSES


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Começaram os campeonatos das duas principais divisões do futebol brasileiro, as Séries A e B, ambas com o sistema de pontos corridos.

Por conta do que foi registrado no ano de 2003, quando o líder da primeira fase da competição (São Paulo) foi derrotado no sistema de mata-mata pelo oitavo (Santos), o sistema foi modificado e ingressamos na era dos pontos corridos na divisão maior.

Existe uma grande aceitação do lado dos torcedores no tocante a tal fórmula, por privilegiar o melhor, que  leva a conquista do título, assim como a disputa pela vaga na Libertadores e até no rebaixamento. 

Apesar disso, se analisarmos por um outro prisma, o modelo eliminou as possibilidades de um time como menor investimento e organização de ter qualquer possibilidade de chegar a tal posição, principalmente pela má distribuição da renda.

Trata-se de uma competição que contempla uma verdadeira luta de classes, onde ricos e pobres se defrontram, e sempre a vitória caberá aos primeiros que estão com o dinheiro, que sem dúvidas é a melhor das armas. Os números são bem marcantes.

Gostamos do sistema, mas ao mesmo tempo não achamos justo que uma equipe dispute um torneio quando os seus concorrentes faturam 03 ou quatro vezes a mais nas cotas dos direitos de transmissão.

Por conta disso, esses proletários do futebol são meros participantes lutando contra o rebaixamento. Na era dos pontos corridos, nenhum clube de menor porte conseguiu chegar ao título, e mais grave ainda, somente em 2003 uma equipe conseguiu conquistá-lo (Cruzeiro), e a partir daí esse ficou no eixo Rio/São Paulo, que detém mais da metade do PIB nacional.

Em 2003, eram 10 estados da Federação em disputa do evento, e estabilizou-se em nove, sem nenhum avanço, e esse número permanece até hoje. Antes dos pontos corridos, 05 clubes menores ainda conseguiram conquistar o troféu de campeão: Guarani (1978), Coritiba (1986), Sport (1987), Bahia (1988) e Atlético PR (2001).

Na verdade, 18 membros da federação nacional ficam de fora, e muitos por intermináveis anos.

A região Norte se despediu do torneio em 2006, com um clube, e daí em diante permaneceu em queda, e hoje com uma decadência acentuada.

Um dado bem interessante é que dos vinte quatro clubes que já participaram da era dos pontos corridos, 14 continuam na presente temporada, e alguns desses que desapareceram, temos o Remo, que acabou de comprar o seu ingresso na Série D, o Juventude que está também nessa quarta divisão, e o Payssandu, que disputará a terceira divisão nacional.

Infelizmente essa competição tornou-se totalmente previsível, pois os menores jamais chegarão a balançar os maiores, bastando analisarmos os valores de cada um dos vinte clubes que irão disputá-la, que no total somam 2,577 bilhão, sendo que os 12 primeiros estão no eixo Rio/São Paulo/ Minas/Rio Grande do Sul, com os de São Paulo liderando com 38% do total, vindo a seguir os 4 cariocas (25%), 02 gaúchos (14%), que somados representam 77% do valor de mercado, conforme a pesquisa da Pluri Consultoria.

Para os demais, as batatas, apenas 23%, sendo que os nossos estão na 16ª colocação (Sport), e na última (Náutico).

Como poderemos competir sem uma engenharia financeira mais equitativa, que crie as possibilidades de que um clube da classe mais baixa possa lutar com dignidade, e quem sabe, com uma boa estrutura, chegar ao título de campeão.

Faltou pão na França e veio a sua Revolução, e no futebol brasileiro certamente estão fazendo falta alguns revolucionários que possam transformar essa triste realidade.

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Artigos
O que é que a Bahia tem ?
postado em 19 de maio de 2012
Por ROBERTO VIEIRA

Na abertura do Brasileirão 2012, Bahia e Santos revivem os momentos da primeira final de um torneio genuinamente nacional...
O Brasil era maior que o Rio-São Paulo.
O Brasil ia mais longe que o Pernambuco-Bahia.
O Brasil ia além dos Pampas.
Além da nossa imaginação.
Brasília se erguia.
O troféu era inglês.
Custara a fortuna de 300 mil cruzeiros.
João Havelange abriu os cofres da CBD
O maior torneio da história do país do futebol.
O primeiro campeão de fato do futebol campeão do mundo.
Tinha que levar pra casa um tesouro.
Surpresa.
Na cabeça de todo torcedor tupiniquim.
O campeão seria o Santos.
Zito erguendo o troféu.
Pois é.
Esqueceram de avisar o Dr. Nadinho.
Nadinho que pegou muito nos três jogos decisivos.
Esqueceram de avisar o Alencar.
Enchendo as redes de Manga com gols.
Muitos gols.
E o primeiro campeonato genuinamente brasileiro.
Foi para a terra que viu nascer o Brasil.
O rico troféu inglês.
Foi para as mãos do capitão Beto.
João Gilberto chorou de emoção.
Caymmi sorriu nas cordas do seu violão.
O que é que a Bahia tem?
Tem o primeiro campeão brasileiro.
Também...

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Brasileiro Série A
Rivalidade exige superação
postado em 19 de maio de 2012

Claudemir Gomes

Não seria correto dizer que o confronto entre Sport e Flamengo é um clássico do futebol brasileiro. Trata-se apenas de um jogo movido por uma rivalidade que nasceu em 1987, quando da disputa da Copa União. Na fase final da disputa o rubro-negro carioca não respeitou a regra do jogo. A insubordinação lhe custou à perda de um título que, se disputado em campo poderia ter ido para sua rica galeria.

O ser ou não ser o campeão brasileiro de 87 é uma pendenga que dura até hoje e, para a nossa surpresa, a Justiça às vezes contraria a própria Justiça. Hoje, os dois clubes convivem com uma série de restrições, e as torcidas não se suportam mutuamente. A animosidade vem sendo assimilada pelos jogadores através dos anos, embora não exista mais nenhum personagem da história atuando, pois já se passaram 25 anos.

Numa rápida olhada nos dois times é fácil observar que o Flamengo tem uma qualidade técnica melhor, mas o Sport sempre se impõe quando atua nos seus domínios. O técnico Vágner Mancini, recém-contratado, não vai estar no banco do Sport, mas a sua presença na Ilha do Retiro servirá de incentivo para os seus novos comandados. Aos leões só resta uma alternativa para buscar a vitória: a superação.

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Artigos
Ficando cansado
postado em 19 de maio de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, FICANDO CANSADO


José Joaquim Pinto de Azevedo - blogdejj.esporteblog.com.br


Somos clientes das notícias. Lemos, ouvimos e assistimos a todos os assuntos relacionados às atividades do mundo global, além da leitura diária de um bom livro.

Uma das coisas que mais observamos, e já discutimos sobre o tema em várias postagens, está relacionada ao novo modelo do jornalismo esportivo brasileiro.

Na verdade, perdeu o seu conteúdo e passou a interagir para um lado cômico, concorrendo com os programas de humor.

Claro que existe um espaço para uma notícia descontraída, mas o padrão adotado hoje pela mídia esportiva brasileira, deixou de lado as matérias mais técnicas, para dar lugar a coisas triviais.

Quando temos um jogo mais importante no Brasil, as matérias são direcionadas para as mesmices de sempre, tais como entrevistas com mães e esposas de jogadores, sobre suas músicas prediletas e as cuecas que usam no dia a dia.

As informações reais são deixadas de lado, principalmente nas análises do evento que irá ser promovido. Essas não são mais prioridade na área esportiva brasileira.

A televisão desinforma, e que poderia trazer a informação de forma mais lúcida, sem cair no ridículo como na verdade vem acontecendo.

Lemos um artigo sobre o assunto de autoria de Alexandre Perin, que constata o que estamos afirmando, e ainda ilustra quando pergunta: "Qual o motivo de toda data comemorativa (dia das mães, natal, páscoa, carnaval), precisar haver uma matéria festiva, mostrando pessoas comuns ou atletas envolvidos nesse ¨tema¨?" Uma pergunta boa para ser respondida.

Não queremos que os assuntos esportivos sejam tratados como literatura, mas que tenham um sentido informativo e não imbecilizem aos que estão recebendo as notícias.

Cansamos de ler que um jogador de futebol postou  uma foto do seu filho do twitter. Cansamos de ler que um jogador de futebol vai ser ¨papai¨, ou que está namorando uma ¨modelo¨.

Aqui em nossa terra tupiniquim, a substituição de um locutor de uma sistema de som, que chamam de rádio ilha, que na verdade é nada mais nada menos do que presenciavamos nos antigas parques de diversão de bairros, torna-se uma notícia, como se isso fosse modificar a vida de tropeços do Sport Club do Recife. O que nós leitores ou ouvintes temos com isso?

Na primeira partida da fase final do estadual pernambucano, a Globo, que transmitia o jogo, levou dois convidados: o maestro Forró (desculpem-nos se trocamos de nome), e, o outro, um cantor de nome Cesinha.

Esses personagens realmente podem entender de música, mas de futebol sabiam tanto quanto nós de medicina. Nada. Deixaram de lado o comentarista oficial, Lucio, que se amofinou, na certeza com vergonha do que estava ouvindo. O narrador Rembrandt Junior se esforçava para melhorar o nível, mas em cada comentário, ia por água abaixo.

A única solução foi a de baixarmos o som.

Não se pode tornar o futebol como um evento de humor, e sim tratá-lo devidamente como parte de uma indústria do lazer, onde o jornalismo não pode ser mais importante que a notícia.

Realmente estamos cansando, mas com a certeza de que não iremos nos abater por nada disso que está acontecendo, e continuaremos com o mesmo espiríto combativo, como um Don Quixote na sua luta contra os moinhos de vento, sabendo que um dia as coisas certamente mudarão, e o povo é que dará o seu devido recado.

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