Histórico
Brasileiro Série A
Contra o imediatismo
postado em 23 de maio de 2012

Claudemir Gomes

A dinâmica nos mostra que futebol é momento, mas não permite imediatismo. A afirmativa chega a ser contraditória, mas é fácil de entender. A realidade de um clube na primeira rodada de uma competição longa, com duração de vários meses, pode não ser a mesma vivenciada na quinta rodada, ou em outros ciclos da disputa. Qualquer conclusão que se tire de qualquer time, neste início de Série A, é mera especulação, produto de um imediatismo que pode vir a ser contrariado nas próximas rodadas.

Um jogador pode deixar uma boa impressão no seu jogo de estréia, mas só na sequência das partidas é que se pode avaliar se ele foi um bom reforço, ou não passa de um mero componente de grupo. Muitos clubes ainda estão ajustando seus elencos, enquanto outros priorizam competições que disputam paralelamente. A partir da oitava rodada os jogos da Série A terão um melhor nível técnico.

As tendências sobre quem corre o risco de rebaixado, quem fará uma campanha de manutenção ou quais os clubes que conquistarão vagas na Sul-Americana ou na Libertadores somente serão definidas a partir do returno. Esta é uma imposição da dinâmica que anula o imediatismo. Apesar da divisão de renda dar um norte a disputa, o futebol sempre reserva surpresas. Em competições de tiro longo elas podem acontecer na reta final.

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Copa do Brasil
Uma cópia mal feita
postado em 23 de maio de 2012

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


A CBF modificou para o ano de 2013 a formatação da Copa do Brasil, que voltará a ter os clubes participantes da Libertadores em sua segunda fase.

Nada mais, nada menos, do que fechar as portas aos menores clubes da possibilidade da conquista do título e de uma vaga a Libertadores.

Não vamos analisar tal mudança, porque eles fazem o que querem e os clubes colocam o rabicho entre as pernas e concordam. Há anos que não existe alteração nos valores distribuídos, por conta dos direitos de transmissão.

Mas uma das modificações sugeridas é verdadeiramente uma obra de inteligência, quando definiram por uma única partida final em campo neutro.

Cangalhas caíram na CBF, e o Departamento de Competições colocou-as em seus membros, que copiaram o modelo da Liga dos Campeões, sem atentar para a grandiosidade do nosso país.

Apenas para exemplificar, se tivéssemos uma decisão entre um clube de Pernambuco e um outro do Rio Grande do Sul, com essa sendo designada para o Rio de Janeiro. Qual a demanda de torcedores desses clubes teríamos para tal evento? A não ser que essa já traga a previsão de mais um Torneio Rio-São Paulo, que são vizinhos de maior proximidade.

Na Europa se consegue levar um jogo para um outro local, tendo em vista o tamanho do continente europeu, onde os torcedores vão de ônibus, trem e outros meios de transporte, enquanto no Brasil as distâncias são referenciadas em milhares de quilômetros.

Copiar o que é bom é válido, mas fazer uma cópia mal feita é burrice.

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Pernambucano 2012
O último ato
postado em 22 de maio de 2012


Foto: Genival Paparazzo


Claudemir Gomes


Quando o Santa Cruz se sagrou bicampeão, no domingo 13 de maio, foi montado um palanque na Ilha do Retiro, local onde foi disputado o jogo, e os heróis tricolores receberam taça, medalhas e tudo o mais que se reserva aos campeões. Mas as homenagens só se encerraram ontem, no Palácio do Campo das Princesas, quando o governador, Eduardo Campos, diante de uma seleta platéia formada por ilustres tricolores, repassou o troféu de campeão para o presidente do clube, Antônio Luís Neto, o técnico Zé Teodoro e o artilheiro Dênis Marques.

No seu discurso o presidente tricolor ressaltou o grande momento por que passa o Estado, fruto da competente gestão do governador Eduardo Campos, e fez uma associação com o ressurgimento do Santa Cruz num período tão auspicioso.

O governador retribuiu a altura ao destacar o quando representa para Pernambuco a reconstrução de um clube cuja grandeza é traduzida através da força e da fidelidade de sua torcida. Com propriedade criticou o atual modelo do futebol brasileiro, que transformou o maior campeonato do País, numa espécie de "torneio do Sudeste", em detrimento da falência do futebol em vários Estados do Norte e Nordeste.

A associação do ressurgimento do Clube do Arruda através de títulos e conquistas, ao período de maior crescimento do Estado é o sinal de que o clube está reconquistando o seu espaço com sustentabilidade, fato que somente foi possível graças à habilidade do presidente Antônio Luís Neto de construir uma unidade, como bem destacou o governador Eduardo Campos.



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Brasileiro Série A
O empate da superação
postado em 21 de maio de 2012

Claudemir Gomes

O Sport fez da superação a sua arma para vencer o Flamengo, sábado à noite, na Ilha do Retiro. E esteve perto de alcançar sua meta, fato que deixou a torcida leonina com um gostinho de quero mais diante do empate de 1x1. O goleiro, Paulo Victor, do Flamengo, foi obrigado a fazer defesas arrojadas no primeiro tempo do jogo, quando os donos da casa utilizaram a velocidade para envolver os pesados zagueiros cariocas, e criaram boas oportunidades.

Apesar de ter na equipe jogadores de reconhecida qualidade técnica, o Flamengo não conseguia dar sequência as jogadas. Num dos poucos lampejos, onde a técnica foi ressaltada, o time carioca conseguiu o gol de empate. Diante das circunstancias do momento, o resultado foi de bom tamanho para o Sport, que atuou sem vários titulares. A falta de entrosamento entre as peças provocou o excesso de erros de passes, o que comprometeu as finalizações.

Do camarote de onde acompanhou a movimentação dos seus novos comandados, o técnico Vágner Mancini deve ter ficado com uma boa impressão. Afinal, a vontade de acertar é um fator positivo, e tal detalhe foi notório no time rubro-negro. A presença de 28 mil torcedores na Ilha do Retiro é uma prova inconteste de que a torcida aposta numa boa campanha. O primeiro passo foi dado de forma positiva. 

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Acontece
A imbecilidade dos imbecis
postado em 21 de maio de 2012

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


As redes sociais são realmente ferramentas extraodinárias para uma comunicação rápida sobre os segmentos desejados.

Funcionam bem em todos os seus setores, mas muitas vezes tropeçam em seus conteúdos quando partem para ofensas pessoais, invasão de privacidade e outros abusos, fazendo com que tenhamos uma necessidade de uma legislação direcionada ao setor para que possa criminalizar tais procedimentos.

Na semana passada tivemos a oportunidade de receber um vídeo publicado pelo Facebook Canal Brahma/Flamengo, em que um personagem imitando esses muitos novos jornalistas esportivos, que utilizam os programas de televisão para os tranformarem em canais humorísticos, para divulgar o jogo do clube, ofendeu o Sport e o próprio povo de Pernambuco.

De maneira jocosa, o rapaz se refere ao Sport Recife como um "time genérico do Flamengo", que "só aparece nas mídias quando joga contra o rubro-negro carioca", que tem a "síndrome flameguista", "timinho", entre outras coisas.

De maneira patética, zomba da maneira de falar dos pernambucanos num conjunto de imbecilidades, que é o retrato do que assistimos diariamente em alguns dos nossos canais de televisão.

Essa mensagem do Brahma/Flamengo é sem dúvida de um péssimo gosto e sobretudo preconceituosa no tocante ao nosso sotaque, como se isso nos diminuisse perante o Brasil.

O que nos assusta é que uma empresa como a Brahma, com indústrias implantadas em nosso estado, e consumidores locais, permite que um programa em conjunto com o clube carioca fosse utilizado de maneira jocosa e grotesca.

Chamamento para um jogo Ã© uma coisa, imbecilidade é outra, e quando se lança um vídeo com esse teor, fomenta-se a violência entre os torcedores.

Quanto ao sotaque nordestino, nada que nos possa envergonhar, assim como os demais de todo o Brasil, que demonstram a diversidade do falar do brasileiro, e que devemos preservar pois isso faz parte da cultura nacional.

O resto, na verdade, foi uma imbecilidade dos imbecis e, quem sabe, poderíamos dar o troco se deixarmos de lado os produtos fabricados pela empresa responsável, passando a consumir os dos seus concorrentes.

Essa seria uma resistência pacífica e inteligente, que vai de encontro a esse vídeo totalmente idiota.

O futebol tem muita imbecilidade em sua volta, e não necessita de que mais uma apareça no seu entorno.

O estranho foi o silêncio da diretoria do Sport.

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