JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
As redes sociais são realmente ferramentas extraodinárias para uma comunicação rápida sobre os segmentos desejados.
Funcionam bem em todos os seus setores, mas muitas vezes tropeçam em seus conteúdos quando partem para ofensas pessoais, invasão de privacidade e outros abusos, fazendo com que tenhamos uma necessidade de uma legislação direcionada ao setor para que possa criminalizar tais procedimentos.
Na semana passada tivemos a oportunidade de receber um vÃdeo publicado pelo Facebook Canal Brahma/Flamengo, em que um personagem imitando esses muitos novos jornalistas esportivos, que utilizam os programas de televisão para os tranformarem em canais humorÃsticos, para divulgar o jogo do clube, ofendeu o Sport e o próprio povo de Pernambuco.
De maneira jocosa, o rapaz se refere ao Sport Recife como um "time genérico do Flamengo", que "só aparece nas mÃdias quando joga contra o rubro-negro carioca", que tem a "sÃndrome flameguista", "timinho", entre outras coisas.
De maneira patética, zomba da maneira de falar dos pernambucanos num conjunto de imbecilidades, que é o retrato do que assistimos diariamente em alguns dos nossos canais de televisão.
Essa mensagem do Brahma/Flamengo é sem dúvida de um péssimo gosto e sobretudo preconceituosa no tocante ao nosso sotaque, como se isso nos diminuisse perante o Brasil.
O que nos assusta é que uma empresa como a Brahma, com indústrias implantadas em nosso estado, e consumidores locais, permite que um programa em conjunto com o clube carioca fosse utilizado de maneira jocosa e grotesca.
Chamamento para um jogo é uma coisa, imbecilidade é outra, e quando se lança um vÃdeo com esse teor, fomenta-se a violência entre os torcedores.
Quanto ao sotaque nordestino, nada que nos possa envergonhar, assim como os demais de todo o Brasil, que demonstram a diversidade do falar do brasileiro, e que devemos preservar pois isso faz parte da cultura nacional.
O resto, na verdade, foi uma imbecilidade dos imbecis e, quem sabe, poderÃamos dar o troco se deixarmos de lado os produtos fabricados pela empresa responsável, passando a consumir os dos seus concorrentes.
Essa seria uma resistência pacÃfica e inteligente, que vai de encontro a esse vÃdeo totalmente idiota.
O futebol tem muita imbecilidade em sua volta, e não necessita de que mais uma apareça no seu entorno.
O estranho foi o silêncio da diretoria do Sport.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







