José Joaquim Pinto de Azevedo - blogdejj.esporteblog.com.br
Pelo menos a atual diretoria
alvirrubra cumpriu com o que determina o Estatuto do
Torcedor, publicando o seu Balanço Financeiro no Diário
Oficial do Estado de Pernambuco.
Estamos melhorando.
Mas ao analisarmos os números, esses nos preocuparam, e devem estar repercutindo no seio dos torcedores do Clube Náutico Capibaribe que puderam verificar as sérias dificuldades financeiras que vem atravessando, com um passivo muito elevado, e cujo balanço não terminou negativo por conta dos artifÃcios contábeis realizados no ajuste do patrimônio, pois certamente o passivo seria maior do que o ativo.
Todos os valores são em milhões de reais. Assim sendo:
A soma do seu Passivo é de R$ 62.443, somando-se o Circulante (R$ 37.671) e o Não Circulante (R$ 24.772).
Na rubrica Circulantes encontramos números assustadores, que se comparados com a capacidade de receita apresentada, tornam na verdade o clube inviável.
Os itens que mais pesaram foram: Obrigações com Reclamações Trabalhistas (R$ 17.710), Obrigações Sociais e Trabalhistas (R$ 8.098), Empréstimos (R$ 2.909), Salários (R$ 1.414).
Verificamos ainda um fato negativo, com a antecipação de Receitas Futuras (R$ 3.917).
Na rubrica Não Circulante, encontramos um valor referente a débitos parcelados pelo Refis no total de R$16.241.
As receitas apresentadas demonstram as dificuldades que o clube teve para cumprir os seus compromissos, quando apresentaram os seguintes números: Bruta (R$ 19.236) e LÃquida (R$ 16.706).
Para que os nossos visitantes façam uma rápida comparação, o setor de futebol dispendeu no ano R$ 16.623 e a Receita Liquida do clube foi de R$ 16.706, o que caracterizou o alto passivo para a cobertura dos demais custos.
O déficit do ano foi de R$ 1.643, e um acumulado gigantesco de R$ 62.347. Um pequeno ponto positivo foi que tal déficit, no ano anterior, foi de R$ 9.506 contra R$ 1.643 no exercicio de 2011.
Os números realmente preocupam, e fazem parte de um modelo de gestão totalmente equivocado, levando com a ¨barriga¨ os problemas e que nunca nenhum dirigente teve a coragem de enfrentá-los, sempre os jogando para embaixo do tapete.
Embora em 2012 as receitas irão crescer com os direitos de transmissão, mas as necessidades de investimentos farão com que os valores sejam levados aos ventos, e a repercussão final se dará no encerramento do presente exercÃcio, com mais um incremento do seu passivo.
Um tratamento de choque deveria ser dado, e principalmente um trabalho sério na busca das diversas receitas, pois se continuarmos observando o que está estampado no atual balanço do Clube Náutico, o seu futuro, caso não haja negociação do seu patrimônio, possivelmente não será muito promissor.
Lamentamos.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013








