Histórico
Náutico
Timbu Franciscano
postado em 04 de maio de 2012


Por ROBERTO VIEIRA

 

Os pobres de Rosa e Silva estão estarrecidos. Eládio de Barros Carvalho, horrorizado. Neto Campelo deu duas voltas na eternidade. Barbosa Lima Sobrinho fez que não era com ele. A diretoria de futebol do Clube Náutico Capibaribe afirmou que anda de pires na mão.

Então, o Timbu é pobre de dar dó?

Pode até ser o caso de requerer Bolsa-Família para os marsupiais dos Aflitos, mas vamos devagar com o andor: memória deveria ser instrumental de todo bom torcedor. Em dezembro de 2011, o Timbu era fidalgo. Pelo menos para os candidatos que agora ocupam a direção do alvirrubro. Em pouco mais de cinco meses, a penúria e amargura ocupou as salas e gramado da agremiação hexacampeã pernambucana.

Por que será?

No primeiro quadrimestre de 2012, o Náutico teve acesso a uma verba inimaginável nos anos anteriores. Isso se dando ao luxo de dispensar um patrocinador master na sua camisa oficial. Isso se dando ao luxo de contratar um caminhão de jogadores aposentados tecnicamente ao preço de ouro %u2013 o Náutico foi tábua de salvação pra meia dúzia de ex-atletas apaixonados pelo turismo noturno da Veneza Brasileira.

Pobre que é pobre investe no feijão com arroz. Já os dirigentes alvirrubros, os quais prometeram mundos e fundos para as divisões de base, destinaram 0,25% da receita do clube %u2013 isso mesmo que você está lendo %u2013 para os garotos que poderiam segurar a onda nos próximos anos. Além da miséria destinada aos garotos, ainda sacudiram Diego Bispo embora, em prol do zagueirão Gustavo.

Rico quando vai perdendo os anéis tenta fazer uma auditoria, descobrir as mazelas que conduziram ao caos. Pois bem. Auditoria nos Aflitos é prato cheio nas campanhas eleitorais e palavrão no dia a dia das gestões. O sujeito diz que está cada dia mais pobre recebendo cada dia mais dinheiro e nem sequer resolve descobrir se existe um rombo.

O Conselho Deliberativo segue atuando com nove homens. Faltam conselheiros para vigiar e os que decidem se manifestar são boicotados pelos que acham que tudo está as mil maravilhas. Bote em cima disso que a administração Timbu ainda se encontra em xeque no que diz respeito a sua legitimidade, visto que o imbróglio da prestação de contas do orçamento se arrasta como fantasmas dinamarqueses.

O prometido Departamento de Futebol forte e onisciente não existe. Desfeito em pó, vazio em resultados, aqueles que se comprometeram nas eleições em fazer um clube poderoso se calam. Restou apenas o discurso temerário de pobreza franciscana. O proclamar nacional de que o Náutico é personagem de Victor Hugo.

Diante do quadro dantesco, diante da falácia de uma ruína que não é compatível com a realidade %u2013 o Náutico de 1971 e 2000 era muito mais cercado de escombros %u2013 resta colocar os pontos nos %u2018is%u2019 da questão. E os pontos são dois.

O primeiro envolve a venda dos Aflitos. O palavreado de pobreza deixa o clube centenário nas mãos dos oportunistas de plantão. O Náutico recomeça a conversar sobre a Arena e a disponibilização dos Aflitos como se estivesse de pires na mão. Não se sabe o que se quer vender, como se quer vender, se queremos vender. Mas já existem os envelopes dos compradores %u2013 e a gente nem mesmo sabe quanto vale o latifúndio. Como estamos falando de pobreza, esmola pouca Timbu desconfia. Em ambiente tão pobre, a grana que entra já era.

O segundo ponto envolve coisa muito mais séria, muito mais delicada. No jargão jornalístico, e diante dos fatos apresentados, o que ocorreu em Rosa e Silva entre dezembro e maio sugere estelionato eleitoral. O mar de rosas prometido para conquistar a eleição não tinha rosas nem silvas. Os eleitores e torcedores alvirrubros foram ludibriados em sua boa fé. Ainda mais que os ocupantes dos cargos atuais eram profundos sabedores da situação econômica do clube. Mentir um pouco em eleição e começo de namoro virou bordão, mas não cumprir nada do que foi prometido é caso de divórcio.

Os pobres de Rosa e Silva estão estarrecidos. Eládio de Barros Carvalho, horrorizado. Neto Campelo deu duas voltas na eternidade. Barbosa Lima Sobrinho fez que não era com ele.

Então, o Timbu é pobre de dar dó?

Esmola muita o Timbu desconfia.

Mas nesse caso específico, tem muita esmola pra pouco santo...

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Pernambucano 2012
Todos têm segredos
postado em 04 de maio de 2012

Claudemir Gomes

O comportamento do torcedor em véspera de decisão chega a ser contraditório, e engraçado. É como se todos fossem videntes, arriscam palpites, mas buscam respaldo para o que profetizam. Os confrontos que tricolores e rubro-negros tiveram este ano, no Pernambucano, creditam os comandados de Mazola Júnior, contudo, os tricolores contra-argumentam com dados históricos, e apostam na força da torcida como ponto de desequilíbrio. Enquanto isso os treinadores velam suas armas em segredo.

Confesso que, apesar de tantos anos testemunhando decisões de todos os tipos e níveis, os segredos despertam minha curiosidade. O que será que Sport e Santa Cruz têm para nos surpreender a esta altura do campeonato? Prefiro apostar no talento individual. Por mais que se conheça o repertório de Marcelinho Paraíba e Luciano Henrique, eles podem nos surpreender com um drible, um lançamento milimétrico, ou um chute inesperado e certeiro a gol. Alguns jogadores se agigantam nas decisões e surpreendem.

Quando não se tem atletas diferenciados no grupo, que desequilibrar, o segredo é fazer com que o time se torne o mais eficiente possível na execução do trivial. A ordem é fazer o feijão com arroz de forma impecável. Em síntese, é explorar a força e a harmonia do conjunto. Quando se tem um craque na equipe, o segredo está na sua criatividade. É justamente por isso que nada substitui o talento. O resto é jogo de cena para apimentar a disputa e gerar notícias para encher linguiça. 


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Pernambucano 2012
Indicação de risco
postado em 03 de maio de 2012
Claudemir Gomes

Estou convicto de que a Federação Pernambucana de Futebol gosta de correr riscos. A indicação de Neílson Santos, um árbitro que, em dez anos foi escalado apenas uma vez para dirigir um clássico, para o primeiro jogo da final do Pernambucano, é no mínimo temerário. Por coincidência, ele foi quem esteve no comando do último Clássico das Multidões, e deixou a desejar. Inclusive, demonstrou insegurança a partir de uma entrevista dada momentos antes de a bola rolar, onde ficou ressaltada a sua tensão.
Entendo que a FPF precisa desenvolver um trabalho para qualificar e respaldar o quadro de árbitros local, contudo, isso não quer dizer que a coisa tenha que ser feita de imediato. Importar de outro Estado, um árbitro do quadro da FIFA para a primeira partida, e preservar Sandro Meira Ricci para o jogo final, ele que também pertence ao quadro da FIFA, seria mais sensato.
O Sport já expressou seu descontentamento através de uma nota oficial. O Santa Cruz também não digeriu bem a indicação. Os dois clubes falam em descumprimento de acordo, quando o certo seria calar por conta de um cumprimento à regra do jogo. Coisas do futebol.  


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Balanço
Um Náutico que preocupa
postado em 03 de maio de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, UM NÁUTICO QUE PREOCUPA


José Joaquim Pinto de Azevedo - blogdejj.esporteblog.com.br


Pelo menos a atual diretoria alvirrubra cumpriu com o que determina o Estatuto do Torcedor, publicando o seu Balanço Financeiro no Diário Oficial do Estado de Pernambuco.

Estamos melhorando.

Mas ao analisarmos os números, esses nos preocuparam, e devem estar repercutindo no seio dos torcedores do Clube Náutico Capibaribe que puderam verificar as sérias dificuldades financeiras que vem atravessando, com um passivo muito elevado, e cujo balanço não terminou negativo por conta dos artifícios contábeis realizados no ajuste do patrimônio, pois certamente o passivo seria maior do que o ativo.

Todos os valores são em milhões de reais. Assim sendo:

A soma do seu Passivo é de R$ 62.443, somando-se o Circulante (R$ 37.671) e o Não Circulante (R$ 24.772).

Na rubrica Circulantes encontramos números assustadores, que se comparados com a capacidade de receita apresentada, tornam na verdade o clube inviável.

Os itens que mais pesaram foram: Obrigações com Reclamações Trabalhistas (R$ 17.710), Obrigações Sociais e Trabalhistas (R$ 8.098), Empréstimos (R$ 2.909), Salários (R$ 1.414).

Verificamos ainda um fato negativo, com a antecipação de Receitas Futuras (R$ 3.917).

Na rubrica Não Circulante, encontramos um valor referente a débitos parcelados pelo Refis no total de R$16.241.

As receitas apresentadas demonstram as dificuldades que o clube teve para cumprir os seus compromissos, quando apresentaram os seguintes números: Bruta (R$ 19.236) e Líquida (R$ 16.706).

Para que os nossos visitantes façam uma rápida comparação, o setor de futebol dispendeu no ano R$ 16.623 e a Receita Liquida do clube foi de R$ 16.706, o que caracterizou o alto passivo para a cobertura dos demais custos.

O déficit do ano foi de R$ 1.643, e um acumulado gigantesco de R$ 62.347. Um pequeno ponto positivo foi que tal déficit, no ano anterior, foi de R$ 9.506 contra R$ 1.643 no exercicio de 2011.

Os números realmente preocupam, e fazem parte de um modelo de gestão totalmente equivocado, levando com a ¨barriga¨ os problemas e que nunca nenhum dirigente teve a coragem de enfrentá-los, sempre os jogando para embaixo do tapete.

Embora em 2012 as receitas irão crescer com os direitos de transmissão, mas as necessidades de investimentos farão com que os valores sejam levados aos ventos, e a repercussão final se dará no encerramento do presente exercício,  com mais um incremento do seu passivo.

Um tratamento de choque deveria ser dado, e principalmente um trabalho sério na busca das diversas receitas, pois se continuarmos observando o que está estampado no atual balanço do Clube Náutico, o seu futuro, caso não haja negociação do seu patrimônio, possivelmente não será muito promissor.

Lamentamos.

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Artigos
O primeiro gol
postado em 03 de maio de 2012


Por ROBERTO VIEIRA



Sábado.

3 de maio de 1902.

Belfort Duarte dá um Belfort.

Kirschner se confunde no ar.

A bola sobra limpa para Pedro Bicudo.

Mas Bicudo não era fominha.

Deu um toque de bico.

Deixou Mario Hardt Eppinghaus na cara do gol.

O arqueiro Brasche nada pode fazer.

Gol do Mackenzie!

Eppinghaus olhou para a platéia na Antarctica Paulista.

Lá estava Dorotéa.

Eppinghaus prometera um gol para ela.

Dorotéa não entendia bem desse jogo.

Mas balançou seu lenço para o jovem de uniforme vermelho e branco.

Era o primeiro jogo oficial em Pindorama.

O Mackenzie vence o Germânia por 2x1.

Dorotéa ficou na memória de Eppinghaus.

E Eppinghaus ficou na memória do futebol brasileiro.

Camisa vermelha.

Calçola e gravata branca.

Eppinghaus marcou três vezes naquele Paulistão.

Ficando muito atrás do genial Charles Miller.

Porém, o brasileiro de sobrenome complicado.

É tão importante na história do Brasil quanto Donga e Santos Dumont.

Donga com seu primeiro samba.

Dumont, com o primeiro avião.

Eppingaus?

Com nosso primeiro gol...

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