Histórico
Pernambucano 2012
O Personagem
postado em 06 de maio de 2012

Claudemir Gomes

Toda e qualquer decisão tem o seu personagem. Necessariamente não é o autor do gol da vitória. Este é sempre visto como o herói. Mas o personagem pode ser um goleiro, um jogador de contensão e até mesmo um treinador. O personagem é aquele profissional que tem uma atitude que venha fazer a diferença.

Os clubes hoje estão mais fechados. Antes, a depender do nosso estreitamento de amizade com treinadores, jogadores e dirigentes, tínhamos a oportunidade de vivenciar o ambiente das concentrações nas vésperas das decisões. Nas conversas com os atletas descobríamos como cada um estava reagindo diante do momento de decisão. Gozar desta intimidade nos proporcionava uma leitura quase perfeita do jogo. E era possível prever alguns fatos que ocorriam durante a partida.

O profissionalismo provocou um distanciamento entre os repórteres que cobrem os clubes e o grupo de jogadores. As informações chegam pela metade, e dessa forma fica mais difícil prever quem é o grande candidato a ser o personagem do jogo. Como se trata de uma decisão em dois tempos, o jogador que fizer a diferença no confronto do Arruda, pode não ser o mesmo a definir as coisas no segundo round, na Ilha do Retiro.

Ano passado, o herói do título tricolor foi o atacante Gilberto, mas o personagem foi o goleiro Tiago Matias, que, diga-se de passagem, não vive um momento tão brilhante. No futebol, a história é contada através de personagens.

Basquete
A vingança de Araken
postado em 06 de maio de 2012


Por ROBERTO VIEIRA

 

21 de agosto de 1927.

Domingo de sol na baixada santista.

O dia da vingança de Araken.

Sacco e Vanzetti aguardam execução. O Guarani também.

Caçula da primeira divisão da Associação Paulista de Esportes Athléticos

O Guarani presidido por Benedito da Cunha Campos surpreendia.

10 de abril de 1927.

 Amistoso.

O primeiro tempo termina 5x1 para o Santos.

Os garotos de Campinas não eram de nada.

Araken metera três gols nas redes de Camisola.

O campeão regional pela APEA era blefe.

O Santos já era uma fábrica de gols.

Doze gols no Ypiranga.

Dez no República. Onze no Barra Funda.

Mas o Guarani estava entalado na garganta.

Nada mais lógico que a oferta da Galeria Montandon.

Quem marcasse o terceiro gol santista contra o Guarani.

Levaria uma medalha de ouro pra casa.

Pra que a Galeria Montandon foi fazer isso?

O Guarani voltou transformado para a segunda etapa.

Numa reação poucas vezes vista na história.

Paulo, Roberto e Nenê silenciaram a Vila.

O placar final estampava inacreditáveis 6x5.

Para o Guarani!

O primeiro tempo terminou 5x0.

Araken meteu logo três %u2013 de novo.

Aquela medalhinha era com ele.

Camarão e Feitiço completaram a bruxaria.

Luiz chorava de raiva - Luiz era o arqueiro campineiro.

Camisola ficara em Campinas.

Tavares e Joaquim levavam um banho de bola.

Segunda etapa.

O Santos meteu outros cinco gols.

O juiz Arthur Molinaro se deu ao luxo de anular mais um.

 Araken Patuska não dormiu naquela noite.

Nem Feitiço. Nem Hugo nem Camarão.

Durante quinze dias os olhos de Bilu vagaram marejados.

A única esperança dos santistas era a vingança.

E a vingança veio ao final do massacre.

A torcida gritando 10x0.

Eis que Tuffy deixa a bola de Prado ganhar as redes.

Com um sorriso irônico nos lábios.

Rivais no início dos tempos.

Santos e Guarani chegaram ao quadrangular final do estadual em 1927.

O Santos batendo novamente o Guarani.

Desta vez por módicos 4x2.

Santos que também venceria o Corinthians e seria vice-campeão.

O Guarani se contentando com o quarto lugar.

Guarani que provou toda sua força na última partida.

Quando sapecou 6x2 no Timão.

Araken Patuska dormiu o sono dos artilheiros.

E usou a medalhinha de ouro até o final dos tempos...

Santa Cruz
O balanço tricolor de 2011
postado em 06 de maio de 2012
 
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, BALANÇO DO SANTA CRUZ APRESENTA MELHORAS, MAS TAMBÉM PREOCUPA

José Joaquim Pinto de Azevedo - blogdejj.esporteblog.com.br

 

O Santa Cruz Futebol Clube apresentou o seu Movimento Financeiro de 2011 ao seu Conselho Deliberativo, e através de um amigo tricolor conseguimos uma cópia desse documento.

Em nossa análise detectamos alguns pontos para analisarmos com os nossos visitantes e que demonstram que apesar de ter havido melhoras, a situação do clube continua preocupante.

Um ponto positivo foi que a sua Receita Bruta cresceu quase quatro vezes mais do que a do exercício de 2010. Saltou de R$ 5.549.808 para R$ 20.506.056 (somadas as esportivas e sociais). Na realidade o tricolor, embora disputando a Série D do Brasileiro, sem verbas da televisão, gerou uma Receita maior que a do Náutico, que disputou a Série B e recebeu cotas de direito de transmissão.

Com as atividades do futebol, o clube teve um resultado bruto de R$ 17.185.073 e um líquido de R$ 2.457.483. Nesse item, os mais representativos foram as receitas de bilheterias, patrocínios e publicidades, que somaram R$ 2.948.716, seguido do item negociação de atleta, no valor de R$ 2.000.000.

Nas atividades sociais, no total bruto de R$ 3.317.983, o maior percentual veio de pagamentos de associados, no valor de R$ 2.781.983. O líquido representou R$ 3.296.274. O Balanço apresentou um Superavit de R$ 1.433.869.

Mas nem tudo são flores para o Santa Cruz. Quando verificamos o seu Passivo, realmente preocupa, visto que o alto grau de obrigações é muito grande para a capacidade de sua Receita.

O Passivo Circulante somou R$ 41.100.265. As Obrigações tributárias representaram R$ 13.907.064, Empréstimos e Financiamentos, R$ 10.087.717, e Obrigações Trabalhistas, R$ 9.780.712 e Outras Obrigações, R$ 6.309.115. Esses são os itens de maior peso, e com a gravidade de serem a curto prazo.

O Passivo Não Circulante somou R$ 28.675.069, com dois itens de pesos equivalentes, os das Obrigações Fiscais, com R$ 14.104.407 e Trabalhistas, com R$ 14.057.836.

São compromissos que ficam muito além da capacidade de pagamento do clube, e isso certamente inviabiliza o seu crescimento.

Para que se tenha uma ideia, para que pudesse ser fechado o Balanço com o equilíbrio entre o Ativo e Passivo, a contabilidade usou o mecanismo do Ativo Intangível, que é aquele que estima valores em fatores não físicos, como marca, fundo de comércio, entre outros. Esse ativo representou R$ 54.287.059.

O Balanço ainda apresentou um Patrimônio líquido negativo de R$ 1.810.499.

Uma análise profunda do Balanço demonstra que o clube, embora crescendo as suas Receitas, não conseguiu reduzir o seu Pasivo oneroso, e isso certamente tolhe quaisquer perspectivas de crescimento, muito embora tenha sido realizada uma política de Â¨pés no chão¨, principalmente no setor de futebol, que ajudou a sustentá-lo durante o exercício.

Com tais números, verificamos o quanto é difícil administrar um clube com pouca receita e grandes dívidas, sobretudo, pelas cobranças que são formuladas. 

Pernambucano 2012
A importância da discrição
postado em 05 de maio de 2012

Claudemir Gomes 

Um dos assuntos mais comentados no Estado, no dia de ontem, foi à escala dos árbitros para os jogos finais do Pernambucano. Isto não é um bom sinal. Quanto menos se falar de árbitros, melhor. É sinal de que as coisas estão no rumo certo. Quando a arbitragem ocupa o epicentro da discussão é prova de que tem algo errado. A Federação cometeu alguns equívocos, mas nem por isso vai mudar de comportamento.

Não creio que radicalizar, esticar demais a corda seja o melhor caminho para se buscar o acerto. É chegado o momento de silenciar e aguardar os fatos. A esta altura dos acontecimentos tem gente a favor do contra, torcendo para que o circo pegue fogo, o que não seria bom para o futebol pernambucano. Quanto maior a pressão em cima dos apitadores, maior a margem de erros. Não sabemos qual a reação de um ser humano diante da pressão psicológica.

O Neílson Santos não chega a ser uma revelação, há mais de uma década que pertence ao quadro de árbitros local, entretanto, nunca enfrentou um momento de tensão como este, uma final. Mesmo reconhecendo que foi uma temeridade lançá-lo neste jogo, o melhor a fazer é aguardar os fatos. E que os clubes voltem a ser destaques até o final da partida.   

Balanço
Receita dos clubes ultrapassa R$ 2 bilhões
postado em 05 de maio de 2012
 
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, RECEITA DOS CLUBES CHEGA A R$ 2,1 BILHÃO

José Joaquim Pinto de Azevedo - blogdejj.esporteblog.com.br

 

No dia de ontem, a Consultoria BDO divulgou uma parte do seu trabalho sobre as movimentações financeiras de 20 clubes de futebol. Infelizmente o nosso estado, mais uma vez, fica de fora, pois, segundo a empresa, na data da análise dos dados, apenas os clubes relacionados tinham publicado as suas movimentações financeiras de 2011.

De acordo com a análise realizada em vinte clubes brasileiros, por eles considerados como os maiores, o que discordamos totalmente, pela primeira vez a barreira dos R$ 2 bilhões foi rompida, chegando no exercicio de 2011 a R$ 2,1 bilhões, com um incremento de 27%, representando R$ 457 milhões a mais.

Segundo Amir Simongi, diretor da Consultoria, alguns dados curiosos foram detectados pelos analistas do trabalho. Um deles está relacionado a menor dependência nas negociações de jogadores, que diminuiram, e tiveram um pequeno peso em comparação com as demais receitas.

Do total de R$ 2,14 bilhões, se forem retirados os valores recebidos com transferências de atletas passa para R$ 1,81 bilhão.

Alguns destaques foram detectados nesse estudo da BDO, tais como a liderança do Corinthians no Ranking, com receita total de R$ 290 milhões, com um crescimento de 37% em relação ao ano anterior. O São Paulo retornou ao segundo lugar, com R$ 226 milhões com um crescimento de 16%.

Devemos referenciar que o peso maior para o clube do Parque São Jorgea encontra-se no item cotas de televisão, com um valor de R$ 112 milhões (já com as luvas do novo contrato).

No terceiro lugar, o Internacional com uma receita de R$ 198 milhões e um crescimento de 11%. A seguir, o Santos, que deu um grande salto, passando para a 4ª colocação, com R$ 189 milhões, e um crescimento de 62%, deixando o Flamengo (R$185 milhões, crescimento de 44%) e Palmeiras (R$ 148 milhões, crescimento de 21%) para trás.

Uma grande surpresa foi o Figueirense, clube que mais cresceu, situando-se na 11ª posição, com R$ 40 milhões, e uma evolução de 141%, e o Coritiba, em 12º lugar, com R$ 67 milhões, e um crescimento de 117%.

Enquanto o Santos vem registrando uma taxa chinesa de crescimento nos últimos anos, demonstrando que a permanência de Neymar certamente não é um custo e sim investimento que estão retratados nos números, tivemos alguns clubes com involuções, tais como o Goiás, com R$ 17 milhões (queda de 44%), Vitória, com R$ 34 milhões (queda de 19%), e Ponte Preta, com R$ 16.319 (queda de 14%).

Dos chamados grandes clubes do Brasil, o Fluminense, com uma receita de R$ 80.174, teve o menor crescimento, ou seja, de 4%.

São números para que sejam procedidas as devidas análises, muito embora tenhamos a ausência de alguns clubes, mas que servem para que tenhamos uma radiografia da realidade do futebol brasileiro.