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Quem paga por esses erros ?
postado em 09 de maio de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, QUEM PAGA PELOS ERROS DE CONTRATAÇÕES EQUIVOCADAS?


José Joaquim Pinto de Azevedo - blogdejj.esporteblog.com.br


Uma temporada futebolística se inicia, e o planejamento não é realizado devidamente dentro das necessidades de cada um dos clubes disputantes. Tudo é feito de forma aleatória e em um pequeno pedaço de papel.

A preparação de um orçamento básico para servir de norte para uma gestão não é procedido. São necessárias contratações, e essas chegam aos montes, e na sua maioria sem análises devidas, e de forma totalmente açodada.

Existe um enigma indecifrável que está relacionado a vinda de jogadores para os clubes. São indicados por quem? Se levantaram o seu currículo, as suas últimas atividades? Se analisaram quantas vezes estiveram contudidos e fora dos campos? A sua vida pessoal no extra-campo?

São detalhes da maior importância e que temos a certeza que não estão sendo cumpridos por nossas entidades, que possuem profissionais responsáveis pelo setor.

A competição estadual chega ao final, e verificam que os jogadores não deram resultados positivos. Mandam embora. Um avião que sai lotado. Os custos foram elevados sem o devido retorno custo/benefício.

Começam tudo de novo. Novas contratações, no mesmo modelo e sistema. Empresários, empresários e empresários e fitas de vídeo. Haja dinheiro.

Em qualquer empresa privada, um profissional que não apresenta resultados é demitido, mas como no futebol tudo é permitido e diferenciado, os equívocos continuam. Até quando?

Um clube organizado e bem planejado tem um cadastro de jogadores, e um profissional para acompanhá-los em suas temporadas. Na hora de contratações é só consultá-lo.

Muitos dos dirigentes dos clubes são empresários, e certamente em suas empresas não procedem como fazem com esses, pois com contratações fora dos padrões, os lucros serão abalados e os seus bolsos sentirão.

O clube torna-se uma casa sem dono, e os prejuízos ficam por conta do destino. Na empresa seguem manuais de contratações, que não se impressionam com os DVDs dos candidatos e sim a valorização do conjunto de seus atributos.

As contratações têm que ser pensadas ou repensadas. As necessidades têm que ser bem preenchidas. Não se pode contratar um time de zagueiros sem ninguém para atacar ou receber o passe. Tem que ser vizualizado o profissional que se deseja contratar, não o empresário que o representa, ou as possíveis taxinhas que cercam o futebol brasileiro.

Os clubes são entidades públicas com milhões de consumidores, e merecem ser tratados como tal. Não podemos mais aceitar que os seus recursos sejam jogados pela janela, por conta da ausência de um planejamento sério sem pensar nos seus desenvolvimentos.

O resto é contratar alhos por bugalhos, e enganar os seus torcedores e, com isso, incrementar os prejuízos.

Finalizando, só uma pergunta: Por que os responsáveis por tais contratações não pagam os prejuízos causados às suas agremiações? Isso seria a cobrança da responsabilidade de como dirigir.

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Futebol Pernambucano
Quando todos acham
postado em 08 de maio de 2012

Claudemir Gomes

Estamos na semana do achismo. Nestes dias que antecedem o jogo final do Pernambucano todo mundo acha alguma coisa. Como as duas maiores torcidas do Estado estão envolvidas na disputa, sobram conjecturas nos quatro cantos da cidade. O importante é que tricolores e rubro-negros acreditam na conquista. Os leoninos se escudam na vantagem de o time da Ilha do Retiro jogar por dois resultados - vitória e empate - enquanto os corais lembram o ano de 1987 quando o Santa Cruz foi bicampeão numa decisão com o Sport, sendo o último jogo disputado na casa do adversário.

Já se passaram 25 anos, e neste espaço de tempo o Sport conquistou 15 títulos estaduais contra 5 do Santa Cruz e 4 do Náutico. A supremacia rubro-negra é incontestável, contudo, o fato de o campeão do ano um, ser também o campeão do ano dois, em toda a história do Estadual, deixa a tribo coral presa a este fio de esperança. No início de minha carreira jornalística, o ex-presidente da FPF, Rubem Moreira, me fez uma advertência a qual guardo até hoje: "Repórter não acha. Repórter reporta".

Até domingo apenas dois cidadãos podem falar com propriedade - Zé Teodoro e Mazola Júnior -, e com certeza adotarão o silêncio como um forte aliado. Afinal, eles têm todo o direito de ficarem calados. Que queimem os neurônios em busca de um detalhe que faça a diferença. Enquanto isso deixa a turma viajar no pressuposto. No futebol o que dá pra rir dá pra chorar. O achismo é trágico e cômico.

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Artigos
Feliz Aniversário João Havelange!
postado em 08 de maio de 2012


Por ROBERTO VIEIRA


 
Não deveria ser assim.
O silencio do hospital não combina com as piscinas.
Não combinam com o garoto que amava o desporto.
Um amor desses maiores que a realidade.
Quando foi mesmo que as coisas começaram a dar errado?
Nunca se sabe.
Quando você largou a bola?
Quando você abraçou as águas?
Quando seu pai disse adeus?
Era tudo tão simples e amador.
Braçadas, braçadas, gols e mais braçadas.
Mas você queria mudar o mundo, João!
Você achava que a paixão somente não é suficiente.
Era necessário organização.
Como na Berlim onde você nadou e foi nocauteado.
Política era o novo nome do jogo.
E pela grandeza do esporte você submeteu os ideais pela primeira vez.
As piscinas não eram suficientes.
O nome do jogo era o poder.
Uma das tantas brincadeiras da Confederação Brasileira.
Você usou todas as armas para ser presidente.
Um presidente diferente.
Colocando uma máquina de guerra belga aos pés de Pelé.
Você tremeu em 1966 e 1969?
Inglaterra e João Saldanha te deixaram em maus lençóis com generais?
1970 foi a apoteose da ironia desportiva.
O melhor time do mundo nascendo da anarquia.
Os militares te deixaram sonhar novamente.
E desta vez você quis a FIFA.
A modesta FIFA com sua casinha na Suíça.
Mas você transformou a FIFA em superpotência.
A mais poderosa entidade deste mundo, João!
Você era Deus.
Os trens de Berlim.
Mas a vida sempre cobra seu preço.
Não deveria ser assim.
O silencio do hospital não combina com as piscinas.
Não combinam com o garoto que amava o desporto.
A virada, João!
O corpo tocando a borda da piscina um segundo atrasado.
Será que todo poder corrompe, João?
Não deveria ser assim.
O silencio do hospital não combina com as piscinas.
Não combinam com o garoto que amava o desporto.
As noites lembram as noites nos hotéis.
Quando todo mundo vai embora e você fica solitário.
De que vale ser presidente honorário?
Quando foi que tudo começou a dar errado?
Será que foi naquele baile de carnaval?
Quando tocaram Máscara Negra?

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Futebol Pernambucano
Oposição alvirrubra
postado em 08 de maio de 2012
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OPOSIÇÃO ALVIRRUBRA

José Joaquim Pinto de Azevedo - blogdejj.esporteblog.com.br


Não existe democracia sem a voz da oposição. Só nas ditaduras o poder é concentrado e não permite a participação dos contrários. Tem o lema: ¨Mandar e obedecer se tiver juízo¨. Se não acatar, cadeia ou morte. Não existem alternativas. 

Em uma nação, uma oposição esmagada é sinal de plena liberdade para os malfeitos. Não existe ninguém para cobrar, e esse papel é substituído pela imprensa.

No futebol, acontece a mesma coisa. É importante o trabalho de uma oposição séria, atuante e que vise exclusivamente o benefício de sua entidade.

No último domingo lemos uma nota do Movimento Transparência Alvirrubra (MTA), que aborda alguns pontos relacionados ao clube de maneira objetiva, demonstrando certamente a preocupação dos que fazem esse grupo de sócios e conselheiros da agremiação da Rosa e Silva.

Levantaram um ponto que já tinha sido objeto de várias postagens de nosso blog, ou seja, a ausência da publicação do balanço de 2010, e que foi feito um ano após em conjunto com o de 2011, embora para nós de maneira equivocada.

Ressaltaram que o Balanço de 2011 foi publicado sem as devidas aprovações do Conselho Fiscal e Deliberativo, levantando dúvidas sobre a reavaliação do imobilizado.

Finalmente teceram algumas críticas sobre a conduta da negociação dos Aflitos, solicitando para tal uma maior transparência.

Conhecemos alguns dos membros desse Movimento, assim como da diretoria atual do Náutico, e da Comissão que cuida dos assuntos dos Aflitos, e podemos atestar que se trata de pessoas sérias e com um único objetivo, que é o do engrandecimento do seu clube.

Temos uma opinião pessoal, embora não sendo alvirrubro, mas com o respeito que o Náutico merece, de que deveria haver um diálogo maior entre esses dois polos, que poderia ser bastante útil para um clube com dificuldades latentes, que foram demonstradas em seus balanços publicados.

Cabe Ã  diretoria corrigir o erro e apresentá-lo aos demais poderes, atendendo as exigências estatutárias, assim como os que fazem parte da Comissão de Negociação abrirem as suas portas e mostrarem os procedimentos que estão sendo adotados, que temos a certeza que estão corretos, pela presença de alguns alvirrubros que conhecemos e que merecem todo o crédito e confiança.

No atual momento, o Clube Náutico não pode absorver uma luta interna, mas pela condução séria e objetiva da oposição, certamente o diálogo poderá acontecer e todas as dúvidas serem dirimidas.

Na verdade a Transparência Alvirrubra está prestando um bom serviço ao clube, quando leva ao público alguns pontos falhos na sua adiministração, para que sejam corrigidos.

Todos os clubes deveriam ter tais grupos de trabalho, que claramente os tornariam mais transparentes, e não em caixas pretas e termos de confidenciabilidade em seus negócios, numa demonstração de que desejam esconder algo da sociedade.

Esse é o nosso recado e que o diálogo seja aberto, pois no final todos desejam a estabilidade do Clube Náutico Capibaribe.

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Pernambucano 2012
Sport com a mão na taça
postado em 07 de maio de 2012

Claudemir Gomes

O zero a zero no primeiro confronto das finais do Pernambucano aproximou o Sport do título. A vantagem do empate sempre foi substancial numa decisão, e agora os leoninos jogarão em casa, onde terão um maior apoio de sua torcida. Naturalmente que nada foi decidido, contudo, se os comandados de Mazola Júnior forem tão competentes, no próximo domingo, como foram ontem, no Arruda, podem encomendar as faixas do quadragésimo título rubro-negro.

O Sport teve uma grande chance de gol nos pés de Jael, que obrigou o goleiro Tiago Cardoso a fazer uma boa defesa. Os dois artilheiros, Marcelinho Paraíba e Dênis Marques, não tiveram o brilho esperado pelas duas torcidas, fato que foi decisivo para o placar ficar em branco. A grata surpresa ficou por conta da atuação de Rivaldo na lateral direita, estratégia utilizada pelo técnico do Sport que deu certo. Os ataques foram inoperantes, e aos dois times faltou um meia armador eficiente, fato que facilitou o trabalho de contenção de ambas as equipes.

O esforço em busca da superação fez com que o clássico tivesse uma boa dinâmica, mas com uma qualidade técnica sofrível. Quando foi necessário fazer reposição de peças, ficou evidenciada a limitação do elenco do Santa Cruz, que precisava forçar mais na busca do gol, mas esbarrou nas limitações dos jogadores. Foi o oitavo clássico pernambucano disputado pelo técnico Mazola Júnior sem sofrer derrotas. Um amuleto que deixa os leões mais confiantes.