JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br
Apenas duas rodadas e 20 jogos, e as trapalhadas
das arbitragens já são gritantes, causando preocupação com referência ao destino
da competição.
O número de participantes da arbitragem cresceu mas não resolveu o problema e o mais grave é que tais erros estão interferindo nas definições das partidas.
Nas duas rodadas realizadas, as reclamações foram diversas, e tivemos dois lances que demonstram o quanto anda a qualidade de nossos árbitros. Um, no jogo do Náutico x Cruzeiro, onde Luiz Flávio de Oliveira expulsou um jogador do Cruzeiro, e revogou a punição, dando um cartão amarelo para um outro atleta da mesma equipe.
No outro lance, o carioca Marcelo de Lima Henrique prejudicou o Palmeiras ao não aplicar um pênalti de Gilberto Silva em Henrique, que aconteceu com tanta clarêza e sómente o mediador e os seus diversos auxiliares não viram.
Devemos ressaltar que as falhas são contigências do ser humano, mas o acúmulo dessas passam do limite e representam que algo de errado deve está acontecendo com a arbitragem brasileira.
O jornalista Meuro Cezar Pereira, da Espn, no dia de ontem, divulgou uma estatÃstica impressionante com relação à atuação dos árbitros, no tocante ao número de faltas marcadas na segunda rodada da competição maior do Brasil.
Sobre esse ponto temos sempre destacado em nossas postagens que o consumidor que paga o seu bilhete para assistir a um jogo de 90 minutos, ou um pouco mais, está recebendo um pacote de no máximo 50% de bola em jogo, visto que o número de paralisações passa de qualquer limite racional, e tal caso só acontece no futebol brasileiro.
Segundo o jornalista, nas 10 partidas realizadas, houve uma média de 36,5 faltas por jogo, chegando a um desses a um pico de 60, que por coincidência foi realizado em Pernambuco, envolvendo Náutico x Cruzeiro, sendo 44 do clube mineiro.
Por coincidência, ainda, teve um concorrente na marcação de faltas, que ficou em segundo lugar. O galardão coube ao pernambucano Nielson Nogueira Dias, que marcou 43 faltas no jogo Fluminense x Figureirense.
Há algum tempo estamos escrevendo sobre o assunto, ao destacarmos que um árbitro se defende parando o jogo, por mais leve que seja o contato, e com isso matando o futebol, pois diminui o tempo de bola rolando e que possa ser alcançado o seu objetivo maior, o gol.
O mais grave, e Paulo Cezar bem refletiu, é que os ¨Zé-Regrinhas¨, como nós chamamos os comentaristas de arbitragem, ainda justificam o modelo atual dessa arbitragem, onde a falta domina e assume o lugar do que poderia ser o espetáculo.
Voltamos à mesma tecla que estamos batendo há longo tempo, ou seja, a profissionalização, para que possam realmente ter uma dedicação integral, aprimorando-se e preparando-se fisicamente para concorrer com os atletas.
Sem a profissionalização e a tecnologia, tudo continuará a acontecer, e o futebol brasileiro cada vez fica mais chato e pragmático, graças às arbitragens e suas constantes falhas.
Os árbitros mandaram uma mensagem de S.O.S.

Folha de Pernambuco - 02/06/2013







