Histórico
Sport
Técnico e time sem norte
postado em 22 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Não importa a vertente por qual seja analisada, a verdade é que a apresentação feita pelo Sport, ontem a noite, no estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, onde empatou sem gols com o Belo Jardim, que até então segurava a lanterna do Pernambucano foi grotesca. A pior da temporada até o momento, fato que atesta a dificuldade que o técnico, Nelsinho Baptista, vem encontrando para definir um plano de jogo, e encontrar um posicionamento tático através do qual consiga extrair o melhor do grupo que tem em mãos.

A bisonha apresentação dos campeões estaduais diante de um adversário com grandes limitações fez ecoar os gritos do silêncio de um arquibancada deserta, fato que dimensionou a revolta a o protesto dos 600 torcedores rubro=negros que marcaram presença no estádio.

Se nos bastidores os dirigentes do Sport dão mostras de uma incompetência que deteriorou, ainda mais, um grupo que vendia uma falsa unidade, dentro das quatro linhas a falta de qualidade dos que foram recrutados como reforços, e a apatia de profissionais que deixam transparecer o descontentamento com estado de coisas, que leva o time que era apontado como franco favorito para a conquista do título, a se nivelar com equipes sem qualificação técnica e com clubes de estrutura amadorística.

Nelsinho Baptista não conseguiu ajustar o setor de contenção, o setor de armação se tornou menos criativo e o ataque não funciona. Enfim, sua falta de conhecimento do grupo e o fato de ter se desconectado do futebol brasileiro por um período de nove anos, lhe deixou impotente diante do gigantesco desafio que é o de estabelecer um equilíbrio entre o campo e os bastidores da Ilha do Retiro.

O trabalho de campo não vai bem, e isso não é mais segredo até porque jogadores mais experientes, com bom tempo de casa, já não guardam segredo de suas insatisfações. Nos bastidores, a falta de conhecimento e habilidade dos  gestores provocou uma crise que desestabilizou, ainda mais, os vestiários.

O fraco futebol, que marcou o empate com o Belo Jardim, deixou os novos dirigentes do Sport com uma missão quase impossível. Tanto o novo comandante do futebol, Guilherme Beltrão, como o novo executivo, Klauss Câmara, desceram a Serra das Russas com a certeza de que precisam mudar muita coisa. Até o treinador, caso ele siga nesse marasmo.

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Futebol Brasileiro
Garrafas Pet
postado em 21 de fevereiro de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Os cartolas do futebol brasileiro não têm a capacidade de pensar o esporte, que por conta desses chegou ao limite do fundo do poço.

Uma reunião na Federação de Futebol do Rio de Janeiro sacramentou a ausência de inteligência dos dirigentes, que desesperados com a ausência dos torcedores nos estádios locais passaram a discutir alternativas que possam modificar a atual situação.

Surgiu então uma genial idéia que foi nada mais, nada menos, do que a troca de garrafas pets por ingressos.

Trata=se de algo do tempo das peladas, quando os clubes dos jovens dos bairros faziam rifas, vendiam garrafas nos mercados municipais para a compra dos seus uniformes. As chuteiras eram por conta de cada um.

Realmente as cangalhas não param de cair sobre os ombros dos responsáveis pela administração do nosso pobre e combalido futebol.

O modelo a ser copiado é o da Copa Verde, mas os arautos do caos não procuraram saber a média de público desse torneio que é de 1.157 torcedores em 15 jogos realizados.

O buraco que existe no futebol brasileiro é mais profundo do que se possa imaginar, e não será uma garrafa pet que irá resolvê=lo.

Os fatores que estão tirando os torcedores dos estádios são latentes e só a cartolagem finge que não enxerga. Precisa de um bom oftalmologista.

Um calendário incompetente e imoral, amontoando grande número de partidas, matando os jogadores. Precisamos de menos jogos e mais qualidade.

Por outro lado a ausência da regulamentação salarial é outro fator de risco.

As disparidades entre os clubes cresceram na velocidade da luz.

Os horários indecentes, a overdose de jogos, times grotescos e mal formatados, a violência fora e dentro dos gramados, e sobretudo a subserviência à Rede Globo que manda e desmanda nesse esporte, modificando datas e horários para que possa atender a sua grade de programação. Hoje existe o horário do pós novela.

A falta de credibilidade no comando geral é outro fator que influencia na queda do futebol nacional.

Como acontece na política do País, quem poderá acreditar nos seus dirigentes, que são produtos antigos que estão nas prateleiras há muitos anos e bichados?

A manutenção dos falidos estaduais, se perdendo 18 datas é outro grande problema que envolve o futebol nacional.     

A distribuição das receitas é perniciosa e maléfica, quando clubes recebem cotas cinco vezes a mais do que uma grande parcela dos demais disputantes. Óbvio que o desequilíbrio acontece e o interesse pelo jogo diminui.

Transmitir uma partida para a cidade onde essa está sendo realizada é algo criminoso. A não ser em uma decisão, o torcedor dá a preferência as poltronas.

A falta de um estímulo ao trabalho de formação é sem dúvida algo que influencia na debacle.

Qual a razão dos regulamentos das competições não ter uma cláusula que obrigue a presença de pelo menos cinco jogadores da base em campo ou no banco de reservas? E os problemas com a arbitragem modificando resultados com seus erros?

Daria para escrever um livro sobre esse tema, mas o que mostramos serve bem para mostrar o que acontece no futebol brasileiro, que precisa de pessoas sérias no comando para que possam promover uma revolução.

A garrafa pet é o maior exemplo do atual momento em que vivemos.

É lamentável e o mais grave é que existe um comprometimento com o silêncio de diversos segmentos, que é constrangedor.

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Sport
"O que fizeram com o Estatuto foi um crime"
postado em 18 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Homero Lacerda, roubou a cena, na tarde deste domingo, ao participar do programa do Jorge Soares, na Rádio Clube. Os bastidores do clube leonino estão agitados desde a desclassificação do time na Copa do Brasil, quinta=feira, quando deixou escapar uma vitória que parecia consolidada, ao sofrer três gols em dez minutos, do modesto time do Ferroviário/CE. Na decisão por pênaltis, o Sport levou a pior: 4x3. A contextualização aponta o resultado como um dos mais negativos da centenária história do clube leonino.

Como desmembramento do que houve em campo, toda a diretoria de futebol foi afastada pelo presidente executivo, Arnaldo Barros, eleito pela torcida como o principal responsável pela crise em curso.

Apontado como omisso por alguns sócios, o presidente do Conselho Deliberativo, que chegou a pedir desculpas por ter apoiado Arnaldo Barros nas eleições, não poupou críticas aos atuais gestores e foi taxativo ao afirmar que "o Sport está mergulhado numa das piores crises de sua história". No entanto, Homero, se respaldou na dinâmica do futebol para semear esperança, ressaltando que o atual cenário pode mudar, "desde que o futebol seja entregue a uma pessoa que tenha liderança e conheça da matéria".

Como o futebol é o carro chefe do Sport, e o assunto em pauta é a derrocada do time leonino, que vem sofrendo com a desqualificação promovida pelos diretores que eram capitaneados pelo presidente Arnaldo Barros.

A acusação mais grave feita por Homero Lacerda, atual presidente do Conselho Deliberativo, foi referente as mudanças proferidas no Estatuto do clube.

"O que fizeram foi uma excrescência. Criminosamente mudaram o Estatuto do clube para se beneficiarem nas eleições", afirmou.

Provocado pelo apresentador, Jorge Soares, Homero foi sucinto: "A grande maioria das eleições foi fraudada".

Num programa onde os ouvintes se transformam em repórteres, a audiência superou todas as expectativas, mas a emoção dos entrevistadores fez com que as perguntas fossem todas alusivas ao futebol. Ninguém questionou o fato de o presidente do Conselho achar criminosa as mudanças feitas no Estatuto e, com mais de um ano no cargo, não ter tomado nenhuma providência para consertar o que considera um crime. Apesar da indignação não tomou nenhuma atitude.

O ex=presidente, Luciano Bivar, também participou do programa e considerou positiva a possibilidade de Homero vir a comandar o futebol, embora tal alternativa venha sendo descartada pelo presidente do executivo, Arnaldo Barros.

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Copa do Brasil
O Leão é abatido na Ilha do Retiro
postado em 15 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O que é que eu vou dizer na coletiva de imprensa?. Esta deve ser sido a pergunta que o técnico do Sport, Nelsinho Baptista, fez aos seus botões enquanto caminhava, cabisbaixo, para o vestiário, após a surpreendente desclassificação do time leonino na segunda fase da Copa do Brasil. Afinal, qualquer que fosse o argumento a ser apresentado pelo treinador, não iria justificar o apagão dos seus comandados que viram a vitória parcial por 3x0 escapar em dez minutos, tempo que o Ferroviário/CE precisou para empatar o jogo (3x3), e mudar o curso da história, levando a decisão para os pênaltis. Na cobrança dos tiros livres, o time cearense levou a melhor: 4x3.

No press kit distribuído pela assessoria de comunicação do Sport, a apresentação do técnico Nelsinho Batista ressalta a conquista da edição 2008 da Copa do Brasil, um dos títulos mais importantes da centenária história do clube leonino. Por ironia, o comandante que há dez anos foi vitorioso, nesta quinta=feira viu sua biografia ser arranhada por uma desclassificação proveniente de uma apresentação grotesca.

Nelsinho tentou buscar como argumento para justificar o inexplicável, a saída do lateral direito, Felipe, que deixou o campo aos 28 minutos do segundo tempo, fato que obrigou o treinador a desfazer a dupla de volantes: Anselmo e Fabrício. Sua verbalização não convenceu nem a si próprio.

Os 3.258 torcedores que foram ao estádio pareciam convictos de que o "desastre" era fruto da falta de qualidade do grupo. Da equipe que enfrentou o Corinthians na última rodada da edição 2017 da Série A, apenas três titulares foram a campo para enfrentar o limitado time do Ferroviário/CE: Magrão, Henriquez e Anselmo.

Evidente que um time que teve a defesa mais vazada da Série A, e que se livrou do rebaixamento na última rodada do campeonato, precisava ser requalificado. A diretoria deu sequência aos erros cometidos na temporada passada, quando recrutou para a Ilha do Retiro jogadores que nada agregaram.

O novo treinador, que estava afastado do futebol brasileiro há 9 anos, tem encontrado dificuldade para se adequar a nova realidade do mercado. Em nenhum momento o Sport foi convincente nas suas apresentações no Campeonato Pernambucano  e na Copa do Brasil, onde só enfrentou adversários de grandes limitações técnicas.

Os gritos de protesto que ecoaram nas arquibancadas tinham a diretoria como alvo. Afinal, com a qualidade do futebol que o Sport tem apresentado, fatalmente vai se posicionar como grande candidato ao rebaixamento para a Série B. Este o grande temor da torcida leonino ao perceber que, mesmo mudando todo o quarteto defensivo, o time segue vulnerável. O meio campo cria muito pouco e o ataque não funciona. Em todos os jogos disputados até o momento, a grande jogada do Sport se resume aos cruzamentos de Marlone no segundo pau. A falta de jogadas no cardápio torna o time previsível, fácil de ser estudado e analisado, como bem fez o modesto Ferroviário/CE.

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Campeonato Pernambucano
O público encolheu
postado em 15 de fevereiro de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Sem contarmos com o público do jogo de ontem entre Afogados e Santa Cruz, o público total do Estadual não lotaria a Arena Pernambuco. A capacidade desse albino é de 44.300 torcedores. Até o momento, em 29 partidas realizadas, foi registrado um público de 33.516 torcedores, o que daria 10.784 assentos ociosos na arena.

Um dos palcos da Copa do Mundo de 2014 em 2018 recebeu em seis jogos 4.606 pagantes, com a média por partida de 768 testemunhas. A melhor média do estadual é da Ilha do Retiro, com 3.008 pagantes, de um total de 6.015 para dois jogos. O estádio Luiz Lacerda, do Central de Caruaru, em três partidas colocou 6.651 pagantes, com uma média de 2.217. No Arruda, em dois jogos, o estádio abrigou 4.317 fiéis tricolores, com 2.159 por partida.

São detalhes importantes que refletem a decadência do futebol de Pernambuco, que foi batizado como FANTASMA.

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