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Os números não mentem
postado em 28 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, OS NÚMEROS NÃO MENTEM

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br

Não existe uma maneira de nos contermos com relação aos estaduais brasileiros, pois a cada vez que conseguimos detectar os seus números, ficamos convictos que estamos certos nessa luta para uma reformulação do calendário, e que abra um espaço, mesmo menor, para as competições locais, principalmente em estados em que os clubes participem de maiores eventos.

O torcedor paraense está de parabéns e, mais uma vez, nos dá uma lição de que os seus dois grandes clubes, apesar de tudo que vem acontecendo, não foram esquecidos por seus consumidores e ainda resistem bravamente.

Remo 2x1 Payssandu, teve um público pagante de 41.604 pessoas, que para um futebol no ostracismo como o paraense é algo fantástico e que deveria ser reproduzido por todos nós.

Devemos ressaltar que foi um público real e não o inflado que é apresentado em nosso estado. Nós queremos ser os maioriais, mas somos os verdadeiros pinóquios de papai Gepetto.

Estivemos analisando os boletins financeiros da Federação Gaúcha de Futebol, e esses, na realidade, nos deram o atestado de óbito do Gauchão, principalmente pelo desinteresse dos seus dois maiores clubes - o Internacional e o Grêmio, que no início da competição estão colocando seus jogadores reservas, sendo que, o primeiro, com o problema de não ter condições de receber seus sócios torcedores por conta da interdição do Beira-Rio e, o segundo, pela participação na Libertadores.

Na primeira rodada, em 08 partidas realizadas, a Receita Bruta foi de 19.153,00, a Renda Líquida de R$ 11.082,00, com uma média de público de 908 testemunhas.

A entidade local demora muito em atualizar o seu site, mas pelo menos 3 jogos da segunda rodada foram disponibilizados, ou seja: Cruzeiro x Santa Cruz, com uma renda de R$ 1.430,00, público, 87 pagantes.

No jogo Cerâmica x Internacional, a Renda Bruta foi de R$ 6.735,00, com um público de 721 pagantes. Novo Hamburgo x São José, Renda Bruta: R$ 4.710,00 e Renda Líquida de R$ 144,71, público pagante, 251.

Para que se tenha uma ideia, no jogo Cruzeiro x Santa Cruz, que teve uma arrecadação de R$ 1.430,00, as despesas atingiram R$ 3.262,90, e ressaltando-se que a Federação  Gaúcha não cobrou a sua taxa que varia entre 10% a 15%. 

Contra fatos não existem argumentos, e algo terá que ser feito antes que seja tarde, já que os nossos cartolas estão iguais aos marinheiros que ficam encantados com os cantos das sereias, e que vão aos seus encontros para, depois, afogá-los nas profundezas do mar.

As sereias estão representadas pelas formatações dos atuais campeonatos estaduais.

Copa do Nordeste
Leões inauguram arena
postado em 27 de janeiro de 2013


CLAUDEMIR GOMES

Nada mais adequado para a inauguração de uma arena do que um confronto entre leões. Este o cenário do primeiro jogo a ser disputado no estádio Castelão, em Fortaleza, que foi requalificado dentro do conceito FIFA para receber jogos da Copa das Confederações e do Mundial de 2014. Fortaleza e Sport, que têm como mascote o leão, se enfrentam na partida de abertura da rodada dupla que marca a abertura do novo equipamento.

O momento é histórico, e uma vitória pode assegurar aos dois clubes a liderança do Grupo B da Copa do Nordeste. O leão pernambucano já se encontra na ponta da tabela, posição conquistada com a vitória sobre o Confiança na quinta-feira. O desafio é manter-se como líder.

O mando de campo pode ser considerado uma vantagem para o leão cearense, entretanto, vale ressaltar que o Tricolor de Aço não joga no Castelão há muito tempo.

Em relação à torcida, o Sport espera contar com o respaldo dos amantes do Ceará, que certamente vão torcer para o rubro-negro pernambucano derrotar o arquiinimigo.

A primeira arena da Copa será inaugurada com o tempero da rivalidade, já que as arquibancadas estarão tomadas pelas duas maiores torcidas do Estado, pois o Ceará fará o jogo de fundo com o Bahia.

Enfim, a festa de reabertura do Castelão terá um cardápio com bons %u201Cpratos%u201D do futebol regional. Um grande momento da Copa do Nordeste.

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Artigos
O ilibado Marin
postado em 27 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, O ILIBADO MARIN


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE ZEVEDO - blogdejj.esporteblog.com.br


Temos a certeza de uma coisa: não vamos desistir de lutar pela seriedade nos esportes brasileiros, muito embora o desânimo às vezes bata a nossa porta.

Sabemos que não estamos isolados nessa batalha pois, apesar de toda a morfina que foi dada à sociedade brasileira, existem milhares de pessoas que não a tomaram e fazem parte dos indignados, grupo que pertencemos.

A indicação de Bebeto para coordenador das bases da CBF faz parte de um processo de compadrío que tomou conta do futebol em nosso país, e um agradecimento de José Marin à medalha Tiradentes, entregue no final do ano passado ao cartola, pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, por indicação do ex-jogador e hoje deputado estadual.

Nada contra o novo coordenador, embora não tenhamos simpatia por ele, por representar tudo o que combatemos, ou seja, pessoas que se portam como politicamente corretas, e Bebeto é uma boa referência, pois nunca ouvimos uma única crítica ao que acontece nos esportes, e mais grave quando deu o seu apoio ao ex-presidente e fugitivo, Ricardo Teixeira, ingressando no COL, mesmo sabendo quem era o cartola.

Pesou os salários, não a ética.

O cargo de coordenador das bases da entidade que dirige o futebol nacional requer sobretudo um profissional do ramo, que tenha se dedicado a essas categorias e que possa, então, definir uma política correta para as suas seleções e, sobretudo, para um trabalho unificado entre todos os clubes brasileiros.

Lembramos que seleção é um produto dos trabalhos realizados nas agremiações, sendo o ponto a ser focado, e o fator primordial para a recuperação do setor, que deveria ser planejado de comum acordo com todos.

Bebeto, como deputado, com um pouco mais de dois anos de mandato, apresentou cinco projetos, demonstrando assim pouca atuação na defesa do seu eleitor.

Por outro lado, apresentou, nesse período, 4 resoluções de titulos a cidadãos, e entre esses o nosso indefectível Marin, que foi premiado com a Medalha Tiradentes, considerado pelo seu novo assessor com direito a tal comenda pelo sua ilibada trajetória de vida, tornando-se um exemplo na luta pelas causas públicas e, em especial, ao futebol brasileiro.

Certamente isso angariou a simpatia e o agradecimento do cartola, que lhe deu mais um emprego, com razoável salário, que se juntará ao do COL e o de deputado e o de agente de seu filho Matheus.

Na verdade, Bebeto, ao afirmar que Marin teve uma ilibada trajetória em sua vida pública é zombar das vítimas da ditadura militar, onde esse foi um dos maiores defensores, inclusive dos tortutadores dos seus porões.

O caso de Vladimir Herzog é o maior exemplo e a sua prisão se deu muito em conta ao famoso discurso de Marin na Assembleia de São Paulo, pedindo ao governo uma punição a TV Cultura contra os programas apresentados, local onde trabalhava o jornalista que foi assassinado na prisão.

São fatos como esses que nos motivam a continuarmos na luta, embora saibamos da pouca repercussão, mas o mínimo que conseguirmos alcançar poderá servir de ponto de partida para que a sociedade se una contra o que de ruim acontece em nosso futebol, e esse personagem faz parte de um sistema que tem que ser modificado.

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Impressionismo brasileiro
postado em 25 de janeiro de 2013
Blog de blogdejj :BlogdoJJ, IMPRESSIONISMO BRASILEIRO


Por Rodrigo Barp - site Universidade do Futebol


Impressionante! Sensacional! Craque! Inesquecível!

O superlativismo que reina no futebol brasileiro tem me distanciado, cada vez mais, da dita "crônica esportiva" superficial, despreocupada com a abordagem crítica, mas preocupada em vender.

Tais exageros editoriais e de linguagem são, em grande medida, originados pelo excesso de otimismo pelo qual passa a gestão do futebol no país. Que, tal qual na política nacional, se esforça para não enxergar e agir sobre aquilo que realmente deve ser feito dentro das instituições e que possa gerar um legado positivo.

O que se tem gerado, no futebol brasileiro, mais especialmente falando dos clubes, é um grande legado de dívidas. Aliás, isso tem sido profissionalmente rolado de gestão em gestão.

E a opinião pública acaba por receber, da mídia esportiva, nuances enviesadas a respeito do que acontece no esporte, com o agravante de endossar condutas irresponsáveis na administração dos clubes.

Transmuta-se má gestão, temerária, em boas práticas quando nos deparamos com algumas reportagens como a que li neste domingo. No Jornal Zero Hora, a matéria, em tom de saga, intitulada de "A Era Vargas", ressalta as dificuldades e peripécias protagonizadas pelo Grêmio na contratação do chileno Vargas, do Napoli, por empréstimo.

Descreve como foram feitas reuniões em hotel/restaurante, entre o presidente, o treinador e o diretor de futebol do clube, para selar a missão em busca do jogador estrangeiro.

Que o diretor de futebol gremista foi ao Chile, em 23 de dezembro, para se encontrar com o jogador e seus empresários, trocando camisas de Grêmio e Napoli. Que o Grêmio convidou o empresário do chileno para a inauguração de sua moderna arena em dezembro.
E que o presidente gremista vaticina ao seu diretor: "Vá para a Europa e só volte ao fechar com o Vargas".

O diretor obedeceu e assim fez. Ficou dez semanas na Europa. Dez semanas no Velho Continente pra fechar por empréstimo com um jogador de futebol. Dez semanas são dois meses e meio. Quase um quarto de ano.

Vale a pena todo esse esforço e esse investimento do clube para contar com um jogador por curto período?

Por outro lado, ao ouvir o presidente do São Paulo, que estava na briga pelo jogador até bem pouco tempo atrás, percebe-se o grande leilão que houve na negociação, por parte dos italianos, que mudavam as condições do acordo a todo o momento. O São Paulo desistiu da briga. O Grêmio comemorou.

Em conversa com amigos, ouvi um deles falar algo de que não esqueci jamais: que não gostaria de ser o treinador que sucede Vanderlei Luxemburgo num clube. Perguntei por que?

Disse que ele monta supertimes, com investimento maciço em contratações e, com isso, consegue conquistar títulos algumas vezes. E quando sai, a ressaca da onda atinge quem chega. Nessa ânsia de ser "manager", os cofres do clube tem de ter fôlego pra sustentar os pedidos do treinador e os salários dos jogadores. Uma poderosa e perigosa receita inflacionária.

Dando certo ou errado esse tipo de gestão, com certeza, vai impressionar a todos e estimular as sensações e as palavras no superlativo!

E que os últimos apaguem a luz!!!!!!!!

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Acontece
Escolha descentralizada
postado em 25 de janeiro de 2013
MARCEL RIZZO - FOLHA DE SÃO PAULO


A Fifa, entidade máxima do futebol mundial, vai alterar seu critério de escolha de sedes para a Copa do Mundo.

Atualmente, a eleição de um país como anfitrião do Mundial é feita pelo Comitê-Executivo da entidade, formado por 24 membros.

A mudança, que será oficializada em seu congresso anual, que será realizado em maio, em Maurício, na África, prevê que os 209 filiados (federações dos países) da organização participem da definição do país-sede.

A primeira votação com o novo formato irá determinar onde será a Copa-2026. O voto é secreto. Rússia-2018 e Qatar-2022 estão confirmadas.

Segundo a Fifa, a alteração visa democratizar o processo de escolha dos Mundiais.

Desde a Copa de 1974, na Alemanha, o responsável por apontar os locais que recebem os eventos era o Comitê-Executivo. Os 24 membros são indicados pelas confederações continentais, como a Conmebol, da América do Sul. A eleição era fechada.

Esse grupo, que tem Marco Polo Del Nero, vice-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), como um dos representantes da América do Sul, analisará as candidaturas e indicará os países para a votação.

A discussão sobre a mudança no processo de escolha começou após suspeita de compra de votos para as sedes de 2018 e 2022. A eleição, que teve como vencedores a Rússia e o Qatar, foi em dezembro de 2010.

O renovado Comitê de Ética da entidade, que passou a funcionar no segundo semestre de 2012, investiga os casos, mas é improvável que haja impugnação do resultado.

No Congresso da Fifa de 2011, em Zurique, o presidente Joseph Blatter pôs em votação entre os filiados a possibilidade de mudança, e a aprovação foi esmagadora: 176 votos a favor e quatro contra.

Com o aval, a Fifa criou uma força-tarefa, comandada por Theo Zwanziger, ex-presidente da Federação Alemã de Futebol, para estudar as mudanças no estatuto.

Entre as atribuições, estava encontrar a melhor fórmula para a alteração do artigo 80, que prevê que é o Comitê-Executivo que define exclusivamente as sedes das Copas e de todas as competições com a chancela da entidade.

O provável é que seja criado um novo artigo, dando poder aos filiados para escolher a sede do Mundial, e mantido o 80, para os outros torneios, como Mundiais feminino e de categorias de base, que continuarão com o comitê.

No congresso de 2012, em Budapeste, Zwanziger apresentou a proposta detalhada. Também foi sugerida a criação do mandato de quatro anos, com uma reeleição, para presidente da Fifa. E o limite de 72 anos para ser membro dos comitês. Esses temas estarão em pauta no encontro, em 30 e 31 de maio, e precisarão do aval dos filiados.

A Fifa trata como definitiva a mudança na escolha das sedes, apesar da necessidade da análise no congresso deste ano, só precisando ser realizada a alteração no texto que está nos estatutos.

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